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19/09/2022 às 19h05min - Atualizada em 20/09/2022 às 00h01min

Especialista fala sobre a retomada do turismo no Brasil após período crítico da pandemia

Alan Guizi, professor da Anhembi Morumbi e especialista em Turismo e Hospitalidade elenca os principais pontos a que atribui a volta da força do setor

SALA DA NOTÍCIA Assessoria
Assessoria
São Paulo, setembro de 2021 – Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado em julho deste ano, o índice de atividades turísticas apresentou expansão de 1,5% em comparação ao mês anterior, após ter recuo de 1,7%. Apesar de tímido, o setor está otimista com esses indicadores.
 
“Esse crescimento se deve ao avanço da vacinação e às quedas nos números de mortes e contágios de COVID-19. As famílias estão voltando a ter confiança em sair de casa e voltando a consumir viagens. É preciso ter em mente também que esta comparação acontece com um período em que a pandemia esteve em seus níveis mais elevados, visto que o meio do ano de 2021 chegou à triste de marca de 4 mil pessoas morrendo por dia no Brasil. Desse modo, não havia tantas viagens acontecendo. Em comparação com aquele período, qualquer retomada já representa um grande salto”, afirma o professor da Anhembi Morumbi Alan Guizi, que também é especialista do setor.  
 
 O especialista afirma que, apesar da alta da inflação, o crescimento das atividades turísticas ganhou um fôlego: “Poderíamos ter números ainda mais acentuados, mas as viagens são uma das primeiras coisas que as famílias costumam cortar quando passam por alguma crise”. Para além da inflação, percebe-se também o aumento do preço nas tarifas hoteleiras e no consumo de alimentos nas cidades, dificultando ainda mais um crescimento nas viagens.

 Pós pandemia

Guizi afirma que o setor se superou após um período extremamente difícil para o Brasil.  Apesar de – ou por causa da –  pandemia, o setor aprendeu muito ao longo desse período, no entanto, o turismo é formado em sua maioria por pequenos negócios. Com isso, apesar de terem crescido em conhecimento e em experiência, a grande preocupação está na liquidez dessas empresas para aguentarem novas crises, podendo haver novas quebras caso não possam contar com ajuda financeira adequada. 

Com uma visão otimista, o docente acredita ser possível que o setor volte a operar com a mesma intensidade de 2019 no próximo ano. Há algumas projeções que indicam que podemos retomar ainda em 2022 esses patamares. Essa retomada depende da estabilidade econômica do país, assim como na continuação das quedas nos números da pandemia. Nesse sentido, temos o turismo doméstico, que acontece dentro do Brasil, como uma das forças propulsoras do crescimento nos índices de viagens, que se beneficia do afrouxamento de qualquer regra antes estabelecida. Outros fatores também são a consolidação do retorno de grandes eventos corporativos e de lazer, que trazem um maior fluxo de visitantes para as cidades, e a estabilização da inflação e da economia que se prevê para 2023.  
 
Para o especialista o setor deve apostar em novos segmentos do turismo para ter um crescimento sólido. As pessoas permanecem com muita vontade de voltar a viajar, mas, com os preços nas alturas e com a economia brasileira ainda em tempo de incertezas, o setor deve apostar mais em destinos do interior, haja vista o crescimento de viagens para lugares que tenham mais verde, como acampamentos, turismo rural, ou para cidades que não tenham tanto fluxo de visitantes. É momento também de apostar em novas opções de atividades, como eventos, festas ou festivais, que também têm atraído bastante atenção. Desse modo, e com a liberação total dos eventos, apostar no retorno deste calendário é outra saída interessante. Exemplos bem-sucedidos são o  Lolapalooza e o Rock in Rio, entre outros eventos”. 
 
Como conselho, Guizi afirma que apostar em biossegurança é essencial para atrair turistas. Além disso, ressalta que o setor está voltando a contratar mão de obra, o que é uma excelente notícia para a sociedade brasileira. “Depois de dois anos de um período mais agudo da pandemia, o turismo está voltando a respirar com mais segurança, porque as pessoas gostam muito de viajar e estão buscando as melhores condições para isso. Espera-se um maior fôlego para o setor durante as férias de verão, com mais viagens domésticas. Espera-se um aumento de demanda nos próximos meses, em especial àqueles lugares que já recebiam uma boa quantidade de turistas. Desse modo, para aqueles que buscam trabalho no setor, fique atento, pois as contratações estão de volta. Por outro lado, para os turistas que estão esperando o melhor momento para viajar, comece a se programar, mesmo que seja aquela viagem de carro para um lugar mais perto”. Finaliza o especialista.


Sobre Alan Guizi
Doutorando em Turismo pelo Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo - DEGEIT da Universidade de Aveiro, Portugal. Mestre em Hospitalidade e Bacharel em Turismo ambos pela Escola de Turismo e Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Especialista (pós-graduação - lato sensu) em Gestão Estratégica de Marketing e Vendas pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). Atualmente é docente na Escola de Turismo e Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi, nos cursos de bacharelado em Turismo e Hotelaria. Atua também em desenvolvimento de palestras, treinamentos e materiais para cursos EaD nos campos da hospitalidade, turismo, marketing e serviços. Experiências anteriores em agenciamento de viagens, receptivo turístico, reservas hoteleiras e eventos corporativos. Desenvolve pesquisas em hospitalidade, turismo urbano, competitividade em serviços, marketing de serviços, desenvolvimento local.

Sobre a Universidade Anhembi Morumbi

A Universidade Anhembi Morumbi oferece programas de graduação, graduação tecnológica e pós-graduação lato sensu e stricto sensu, distribuídos nas áreas de Ciências da Saúde; Turismo e Hospitalidade; Negócios; Direito; Artes, Arquitetura, Design e Moda; Comunicação; Engenharia e Tecnologia e Educação. Seus cinco campi estão localizados nas regiões da Avenida Paulista, Vila Olímpia, Mooca, São José dos Campos e Piracicaba. 

Possui laboratórios de última geração e diferenciais como a internacionalidade, já tendo enviado, desde 2006, milhares de alunos do Brasil para realização de cursos no exterior, além de receber centenas de estudantes estrangeiros em seus campi, que se tornaram locais multiculturais para o aprendizado. 

Saiba mais sobre a Anhembi Morumbi em https://portal.anhembi.br/

Sobre a Ânima Educação
Com o propósito de transformar o Brasil pela educação, a Ânima é o maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é formada por uma comunidade de aprendizagem com mais de 400 mil pessoas, composta por mais de 394 mil estudantes e cerca de 18 mil educadores, distribuídos em 18 instituições de ensino superior e em mais de 570 polos educacionais por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.
Em 2022, a Ânima foi um dos destaques do Prêmio Valor Inovação – parceria do jornal Valor Econômico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC – figurando no ranking de empresas mais inovadoras do Brasil no setor de educação. Além disso, o CEO, Marcelo Battistela Bueno, foi premiado como Executivo de Valor, no setor de Educação, no Prêmio Executivo de Valor 2022, que elege os gestores que se destacaram à frente de empresas e organizações. A companhia também se destacou no Finance & Law Summit Awards – FILASA, em 2022, como Melhor Departamento de Compliance. Em 2021, a organização educacional foi destaque no Guia ESG da revista Exame como uma das vencedoras na categoria Educação. Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa.

 
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