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13/09/2022 às 15h40min - Atualizada em 15/09/2022 às 00h01min

Entenda de vez a importância de uma editora musical!

Você sabe o que é uma editora musical e porque ela é de extrema importância na carreira de um compositor? Muito falamos de gravadoras e seus artistas, mas, uma editora é tão importante quanto dentro do ecossistema musical, saiba mais!

SALA DA NOTÍCIA Camila Mateiro - New Music Brasil
http://newmusic.digital/
New Music Brasil

Uma editora musical é a responsável por ser uma das pontes importantes dentro do ecossistema musical. Elas possuem o papel de divulgar, administrar e promover o trabalho de um compositor. Em outras palavras, a editora atua em todas as áreas do controle de direitos dos autores. 

Na jornada do compositor, existem diversas etapas a serem cumpridas após a composição e produção de uma música. É necessário publicar a obra autoral, realizar o cadastro em uma associação, administrar e editar a música. São tantos passos a serem seguidos e tantas tarefas a serem feitas, que, se você é um compositor assíduo e possui diversas músicas prontas, uma editora musical é a solução para seu problema.  

Mas, sabemos que não são todos os compositores que sabem que podem ter uma editora musical ao seu favor, ainda mais se são autores pequenos ou novos no mercado musical. Pensando nisso, nós da New Music Brasil, elaboramos um texto completo para te explicar o que é uma editora musical, o seu papel, o que é uma edição musical, e como saber qual editora é melhor para o seu repertório. 

Vamos lá?

Afinal uma editora musical é diferente de uma gravadora musical?

Uma gravadora musical tem como principal função cuidar dos artistas. É ela a responsável por cuidar da escolha do repertório, investimentos, produção musical e artística, imprensa, crescimento da carreira e marketing musical digital. De maneira geral, ela é quem financia grande parte do sucesso de um artista.  

Já a editora musical, ficou por conta de administrar e impulsionar as composições dos autores. Ela é a encarregada de promover, autorizar e licenciar o uso da composição em diversos tipos de usos, como, por exemplo, em gravações, comercialização, marketing, vídeo, plataformas, apps de música, audiovisual, dentre outros.  

Ou seja, em outras palavras, uma editora musical faz parte de uma gravadora musical, visto que, é uma das modalidades oferecidas em uma Gravadora, que é formada por diversos times em áreas diferentes.  

Com esse conceito claro, vamos à pergunta de milhões?

O que é edição musical?  

Uma edição musical é a autorização do uso da obra para terceiros, como produtores fonográficos e audiovisuais, agências de publicidade, operadoras de linhas de telefone, redes sociais, plataformas de streaming, plataformas de vídeos e grandes produções visuais. 

Portanto, a edição de uma obra musical se trata em ter o direito de receber os ganhos da composição em si. Ela dá o direito exclusivo ao compositor, independentemente se ela foi interpretada e gravada por outra pessoa. 

Qual é o papel do editor musical no registro de uma canção? 

O editor musical tem como objetivo o consumidor intermediário, que é aquele que irá realizar uma exploração maior da obra, figurando-a em vídeos, propagandas, releituras, dentre outros.  

Em outras palavras, o editor de uma música é aquele que retém parte dos direitos autorais de uma composição do autor com o fim de nunca permitir transferir os direitos do compositor, apenas os direitos patrimoniais da obra.  

Após os procedimentos para realizar a filiação à UBC, a editora que foi contratada passou a ser a responsável pelo cadastramento das obras na UBC. Mas, quando falamos em distribuição dos direitos para a execução pública, haverá um custo de administração do Ecad, onde serão distribuídas as porcentagens das associações entre os titulares dos direitos.  

Ecad fica com 10% e as associações com 5%. O restante é dividido entre os detentores dos direitos da obra em questão, que são os compositores, editora e versionista. Todas as porcentagens podem ser definidas mediante um contrato com a empresa musical, não havendo nenhuma regra pré estabelecida de quanto deve-se cobrar ou como dividir.  

Contudo, quando a música irá ganhar uma versão em outro idioma ou ela será traduzida para o português, alguns pontos acabam sofrendo algumas mudanças e é necessário que uma subeditora seja acionada.  

O que é uma subeditora? 

Uma subeditora é a representante oficial de um editor estrangeiro e representa, também, o autor, caso ele não seja do mesmo país. Em outros termos, ela é uma editora local que conta com um contrato licenciado pela editora estrangeira, ou seja, ela está apta para realizar a devida gestão sobre os direitos autorais e como eles devem ser gerados em território nacional e internacional.  

Elas acabam sendo uma ponte de extrema importância para a licenciar e autorizar o uso de músicas internacionais em outros tipos de mídias ou reprodução de versões próprias, como releituras, traduções e remixes. 

  E eis aqui o nosso próximo gancho. Com uma subeditora nacional representando a editora internacional e todos os direitos da faixa, como podemos saber que uma música tem uma editora por trás dela?

Como saber a editora de uma música? 

Hoje em dia com a chegada da Internet, tornou-se ainda mais fácil saber se a música possui direitos autorais e quais são as suas regras de uso. Geralmente, podemos encontrar esses adendos em plataformas grandes de conteúdos gratuitos como é o caso do YouTube, do TikTok e do Instagram, onde, caso não é dado os devidos direitos ao autor, o vídeo ou o story, tende a sofrer um takedown da própria plataforma.  

Mas, como saber se aquela música possui uma editora com os seus direitos autorais legalmente protegidos?  

Existem algumas plataformas que são próprias para realizar essa busca, tanto da música, quanto dos compositores, e, se possuem os direitos autorais. São elas: 

  • União Brasileira de Compositores;
  • Biblioteca Nacional;
  • Registrar Música;
  • Ecad;
  • Abramus. 
  O YouTube também possui uma ferramenta que pode identificar se aquela música possui direitos autorais ou não, e, caso seja utilizada em algum vídeo, o autor da obra tem o direito de dar takedown no vídeo ou de desmonetizá-lo 

Bem simples, não é? Não tem segredo nenhum, o que torna todo o processo mais fácil de ser buscado e de ser resolvido 

Mas, é importante ressaltar que os direitos autorais são divididos perante a lei, sendo eles em direitos morais e patrimoniais, entenda!

O que são os direitos morais e os direitos patrimoniais? 

Para diferenciar ambos é bem simples, o moral é aquele que não pode ser transferível, já o patrimonial, pode ser cedido para terceiros. Ou seja, os direitos morais são aqueles que asseguram a autoria da obra ao seu autor. Já os direitos patrimoniais, cede os ganhos da obra para terceiros sob um licenciamento ou cessão. 

Para que você possa entender melhor ambos conceitos, vamos explicá-los com um breve exemplo.  

Um vídeo no YouTube geralmente utiliza músicas de fundo que ajudam a sonoplastia e a qualidade do material que está sendo entregue. Contudo, não se pode usar uma música que esteja protegida pelos direitos morais, visto que, o ganho que você teria em seu vídeo, deveriam ser passadas exclusivamente para o autor da obra. 

Já no caso de uma música ser licenciada e liberada para ser usada por terceiros, ela pode ser inserida em vídeos, filmes e outros tipos de conteúdos, já que o seu lucro tornou-se parcial e pode ser dividido. 

E no caso do domínio público, como ficam os direitos? 

O caso do domínio público varia de país para país. Atualmente, o Brasil se encontra dentro da Convenção de Berna, que cobre as nações signatárias e indica que a música cai em domínio público após 50 anos do falecimento do autor 

Contudo, os países que não se encontram dentro deste acordo, podem chegar a liberar a música apenas 70 anos após a morte do compositor, e, alguns casos, apenas após 100 anos, no caso do México.  

Esse prazo se aplica apenas aos direitos patrimoniais da obra, no caso dos direitos morais, independentemente se a obra estiver ou não no domínio público, os autores devem ser citados todas as vezes que a sua obra for utilizada. 

Por tanto, o domínio público, no Brasil, é uma condição jurídica que implica que a música não possui restrições após 50 anos do falecimento do seu autor, podendo, assim, ser utilizada por terceiros, regravada, remixada, dentre outras questões.  

Ou seja, ela é livre e gratuita.   

Entretanto, existem outras questões que colocam a música direto em domínio público. Caso o autor da obra faleça sem deixar herdeiros ou o autor seja desconhecido, a música passa a ser pública e livre para ser utilizada por terceiros.  

Bom, agora que você sabe identificar como uma música possui direitos autorais e como ela entre em domínio público, você deve-se estar perguntando:

Afinal, qual é a melhor editora musical? 

Existem várias editoras musicais atualmente no mercado. Como vimos durante o post, um compositor pode entrar com os recursos necessários para garantir os direitos autorais por si só, contudo, a batalha é muito mais simples e fácil caso tenha um editor por trás ajudando no processo. 

A New Music Brasil, hoje, possui um acervo grande de músicas registradas. Ela trabalha com uma forma inovadora de editar as obras dos autores, garantindo uma equipe para administrar, proteger e impulsionar as músicas.  

A principal função de uma editora musical é justamente a proteção das obras, garantindo uma liberação correta do seu uso e dos pagamentos dos direitos autorais. A New Music atua de maneira eficaz na oferta e recomendação dessas obras e todas as proteções que ela precisa. 

Trabalhando diretamente com a Ecad, a empresa conta com um Know-how, disponibilizando, assim, um acesso objetivo a diversos artistas, empresários e intérpretes nacionais e internacionais.  

A editora também oferece um material de qualidade para o público-alvo de cada gênero musical, contando com um trabalho especializado em marketing digital musical e distribuição musical.   

Essa abertura de espaço para novos autores entrarem no mercado musical, garante que as suas obras tenham alto retorno de investimento (ROI) e consigam garantir os frutos das suas criações.

Por fim, podemos concluir, que a editora musical é de extrema importância na carreira de um compositor musical. Ela é uma ponte necessária que irá garantir que a sua obra seja protegida com os direitos autorais e que receba o retorno do investimento necessário.  

Atualmente uma Editora possui alguns tipos de contratos que podem ser analisados e escolhidos conforme caiba melhor na situação. Por isso, não deixe de dar uma passada no Blog da New Music e conferir as informações complementares a este post.  

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E aí, te vemos no próximo post?

 

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