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14/09/2022 às 22h45min - Atualizada em 14/09/2022 às 22h45min

PF investiga fraude que causou prejuízo de R$ 40 milhões à Caixa

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
Foto: Divulgação/PF
 
Rio de Janeiro/RJ
- A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (14/09), a operação Delivery Card visando desarticular organização criminosa dedicada à prática de fraudes bancárias/ eletrônicas, além de outros crimes. As fraudes cometidas geraram um prejuízo à Caixa Econômica Federal que se aproxima dos R$ 40 milhões.

Na ação, cerca de 15 (quinze) policiais federais cumpriram três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, nos bairros do Leblon, na Zona Sul, e Colégio, na Zona Norte.

O Grupo de Repressão a Crimes Contra a Caixa Econômica Federal (GCEF/PF/RJ), criado recentemente pela PF no Rio, identificou os membros da organização criminosa responsável pelas fraudes bancárias eletrônicas que causaram um prejuízo multimilionário à CAIXA.

Segundo a investigação do GCEF, os criminosos compraram, de forma irregular, passagens aéreas usando cartões clonados da CAIXA. Para evitar suspeitas, as passagens eram posteriormente vendidas a baixo custo em uma rede social, sob o pretexto de terem sido adquiridas em programas de milhagem.

As investigações foram iniciadas com base em informações fornecidas pelo Núcleo de Repressão a Fraudes Bancárias (NUFBAN/DRCC/PF), unidade localizada em Brasília. O NUFBAN é responsável por gerenciar a base Tentáculos, instituída pela Polícia Federal com o objetivo de reprimir fraudes bancárias eletrônicas, mediante o esforço cooperativo e a integração da PF com as Polícias Civis e as instituições bancárias, através da Febraban.

Os investigados podem responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude e lavagem de dinheiro, cujas penas podem somar mais de 26 anos de prisão.

Um dos investigados - alvo de mandado de busca e apreensão - foi flagrado na posse de entorpecente e será conduzido à Superintendência da PF no Rio para os procedimentos de polícia judiciária.

O nome da operação faz referência aos crimes de clonagem de cartões e de lavagem de dinheiro cometido por meio de empresas de delivery, atividade escolhida pela organização criminosa para lavar os valores provenientes de crimes.

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