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02/09/2022 às 23h26min - Atualizada em 02/09/2022 às 23h26min

MODA DO VERÃO PRETO-MINISTRO 2022

Phelippe Duarte
 
A sensação de instabilidade na democracia brasileira por parte de Alexandre de Moraes é escondida no alicerce de que ele está protegendo a democracia. A intimidação a um grupo de empresários que se posicionam com questões políticas mais radicais, causa um desconforto nos pilares da Constituição, mesmo que está dê o aval para os poderes exercerem seus poderes. Analise bem: Nós ainda somos crianças democráticas. São apenas 38 anos livres de um regime ditatorial, que não fez bem a sociedade como um todo em relação a ideologia política, mas que economicamente e na atuação de infraestrutura, o país cresceu no período dos militares. A questão toda é: está Alexandre de Moraes promovendo sem perceber, uma incitação à anarquia? Vestido da toga da soberania que lhe concede o cargo, o ministro claramente tem ações políticas onde uma linha tênue o separa da verdade e da fake News. Uma decisão judicial não pode ser tomada com base em falatórios, boatos, conversinhas de bar, vídeos de whatsapp. A polícia federal cumpriu mandato há um tempo atrás, na casa do cantor sertanejo Sérgio Reis, por ele ter feito um vídeo onde dizia o que pensava. Olha só: dizia o que pensava e levou baculejo da federal. No meio da busca, a federal achou um berrante, um canivete e um microfone. Que perigo a democracia. Corram, que nessa casa tem goteira!

Eu nunca vi Bolsonaro limitar as opiniões contrárias, apenas rebatê-las com seu jeito tosco e ignorante. Se a percepção da sua defesa com palavras chulas e medíocres, gera mais instabilidade na democracia do que as canetadas de Alexandre de Moraes, então estamos perdidos. Bolsonaro chamar alguém de idiota não fere o direito de ninguém falar o que pensa, mesmo que seja uma opinião não compartilhada pelo povo brasileiro. Ao decretar congelamento de contas, destituição de redes sociais e demais absurdos medievais, Moraes não protege a democracia: ele mostra quem manda no país. A capa preta lhe dá o direito de andar no batmóvel a 190 km/h, tomando uísque no gargalo, fumando maconha e com acompanhante de luxo, em plena luz do dia, na Av. Paulista. A impressão que dá é esta. Em 1964 onde houve o primeiro golpe deste país, o segundo foi contra a Dilma Roussef, temos que admitir que sim, a analfa sofreu um golpe, a tensão no país era mais perigosa, mais vulnerável nas ruas e esquinas do Brasil. Grupos conservadores aliarem a militares converteram as leis que regiam o país na época em cima do então presidente João Goulart, visto como esquerdista tanto por eles, quanto pelo governo mais forte do planeta, os Estados Unidos. Por decisões descabidas como as de Alexandre de Moraes, houve uma revolta sem precedentes nas esferas administrativas dos poderes em 64. Mas o que se provou depois? Que estes mesmos conservadores e militares que tomara o poder de Jango, tornaram o Brasil num pais de suas próprias leis. Uma revolução que beneficia a um, e não a todos, fede a merda pura. Portanto, o respaldo de Moraes se dá no que já foi vivido para não ser repetido, mas até agora nenhuma de suas canetadas faz sentido, nenhuma. O que dá a entender que o cunho político é simplesmente contra Bolsonaro, que  constitucionalmente tem poder zero para mudar esse quadro, portando “apenas” da maior arma que pode ter: o voto do povo, para ser reeleito pela democracia. A mais estapafúrdia decisão judicial foi a de que o verde e amarelo teria que ser proibido, por fazer alusão a campanha de Bolsonaro. Onde entra a sanidade de uma decretada dessas? Na Copa, vamos vestir a camisa da Alemanha? Da Argentina? Se o povo defende suas ideologias com as cores do país, isto não é um crime, e sim elevar o amor à bandeira, a ordem e ao progresso. Os caras pintadas usaram vermelho no rosto? Alexandre de Moraes precisa urgente entender, que nem o Super Homem usava todos os seus poderes. Guarde para situações extremas, Moraes. Deixe uma prova concreta acontecer, para nós entendermos suas ações, porque até agora, suas canetadas têm cheiro de frutos do mar. E de um fruto em particular, que foi indigesta ao país por anos. Minha cor é verde e amarela não por político, mas pelo meu país. Já estou com receio, de Moraes mudar as cores da bandeira para preto-ministro coleção de verão 2022. E antes, do dia 02 de outubro.

Phelippe Duarte - administrador e publicitário
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