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15/08/2022 às 22h50min - Atualizada em 15/08/2022 às 22h50min

Tráfico de drogas, tortura, execução e destruição de cadáver entre outros crimes. Facção maranhense que tentava se estruturar no Tocantins é desarticulada

Antes de serem mortas, vítimas eram obrigadas a gravarem vídeo afirmando ter a facção poder sobre a cidade

Com Informações da 12ª Delegacia de Polícia Civil de Augustinópolis e da SECOM - Governo do Tocantins
Mais de 100 policiais cumpriram mandados de busca e apreensão; 20 criminosos foram presos e 1 morreu - Foto: Luiz de Castro / Governo do Tocantins
 
Coordenada pela 12ª Delegacia de Polícia Civil de Augustinópolis, a Polícia Civil do Tocantins (PC-TO) com o apoio de com apoio da Polícia Militar, Polícia Penal, Ministério Público Estadual do Tocantins e do Centro Tático Aéreo do Maranhão, deflagrou na manhã de ontem, 15, a Operação Absterge com o objetivo de desarticular uma facção criminosa do Maranhão que tentava se estruturar em Augustinópolis e vinha cometendo crimes, entre eles, quatro homicídios, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Aproximadamente 100 policiais participaram da ação que visou cumprir um total de 43 mandados. 23 de prisão preventiva e prisão temporária e o restante de busca e apreensão nas cidades de Augustinópolis (TO) e nas cidades maranhenses de João Lisboa, cidade vizinha a Imperatriz e em São Luís, capital daquele Estado. Os alvos já vinham sendo monitorados pela Polícia Civil há cerca de dois meses.

Crimes
Indícios colhidos até o momento, segundo uma fonte, apontam que ao menos três homicídios que ocorreram em Augustinópolis nos últimos dias estão relacionados à ação da organização criminosa. Em um deles, na tentativa de destruir o cadáver, o corpo de uma mulher foi queimado e jogado em um matagal. Em outro, os suspeitos dispararam contra um homem que estaria vendendo drogas sem autorização.

Houve também a morte de um membro da organização no Maranhão, em retaliação aos homicídios praticados pela facção, onde um homem foi assassinado com pedradas na cabeça.

É “CV, P…”
Antes de serem mortas, vítimas eram obrigadas a gravarem vídeo afirmando ter a facção poder sobre a cidade.

Prisões
Do total de mandados, 23 eram de prisões, dos quais 21 foram cumpridos já que dois dos alvos conseguiram fugir antes da chegada da polícia. Um dos bandidos, Daniel Sousa da Silva, 24 anos acabou indo a óbito em razão de confronto com a polícia, quando do cerco ao domicílio, recebeu a polícia a tiros, no revide foi atingido e levado para o Hospital Regional de Augustinópolis não resistiu.

Do total de presos, sete eram mulheres que estavam sendo investigadas por associação criminosa e tráfico de drogas.

Um menor de 16 anos também foi apreendido, apontado como integrante de facção criminosa. O adolescente tem longa ficha criminal envolvendo crimes como homicídio e ocultação de cadáver.

Tanto as mulheres como o adolescente foram encaminhados para a Central de Flagrantes em Araguatins para depois serem reconduzidos para as Unidades Prisionais.

Já os homens presos nesta operação foram conduzidos diretamente para o presídio de Augustinópolis.

Operação Absterge
A Operação Absterge, que faz menção a limpeza ou purificação, também aconteceu dentro do Presídio de Augustinópolis, no qual foi realizada uma revista nas celas.
 
Coordenador da operação, O delegado titular da 12ª Delegacia de Polícia Civil em Augustinópolis Jacson Wutke, afirmou que o principal objetivo foi desarticular essa organização criminosa que buscava se enraizar aqui no município de Augustinópolis com atuação voltada para o tráfico de drogas e homicídios. O balanço geral foi por ele considerado como positivo pois dos 23 mandatos de prisão preventiva e temporária, 21 foram cumpridos. “A operação foi exitosa. Além das prisões, foi efetuada uma grande apreensão de drogas e de armas de fogo e de outros objetos que vão ajudar a elucidar os crimes investigados”, destacou”.

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