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12/08/2022 às 18h55min - Atualizada em 12/08/2022 às 18h55min

Aos mestres, no Dia do Estudante

Raimundo Primeiro
 
Hoje, lembrei-me dos meus tempos de escola. Uma áurea época. Recordei-me, primeiro, da infância, quando estudava na Escola “O Mundo da Criança”, em Imperatriz, cuja proprietária era a professora, ou, na época, "tia" Edna, baiana arrojada, empreendedora na verdadeira acepção do termo.

Depois, passei pela "Escolinha de Arte". A diretora, professora de fino trato, por razões justificáveis, ou seja, saudades de seus familiares, fechou as portas da instituição e retornou para São Luís. Por opção, decidiu fixar residência na Ilha-Capital. Saudades, eternas saudades!

Os anos passaram-se, obviamente, mas as recordações das professoras, indicando-me que caminhos seguir, estão fortemente registradas. Reminiscências inapagáveis.

Depois, com o passar dos tempos, fui avançando, percorrendo outros caminhos, passando por outras escolas. O tempo de estudante, com certeza, marcante. Ah, que saudades! Professores e professoras, cada com um, com seu modo de ser, ensinava-me, passavam os conhecimentos necessários ao meu processo de aprendizagem.

Na Escola Mourão Rangel, também estive. Lá, estudei a terceira e quarta séries, indo, na sequência, para a Escola Nascimento de Morais, mais conhecida por Polivalente, nas proximidades da Praça da Bíblia, no bairro Bacuri. Tive professores brilhantes e colegas com os quais dividi momentos inesquecíveis.

Antes, porém, não poderia deixar de falar sobre a minha inesquecível professora de Português. Seu nome: Aurora. Tal qual a deusa da mitologia romana, identificada como Eos, que personificava o amanhecer, a mestra soube ensinar-me, instruir o filho de dona Dina, indicando-lhe que estrada percorrer.

A professora Aurora, sim, era brava, mas também orientadora, uma espécie de ‘comandante’ quando na condução da nau. Sua bússola era a maneira com que nos ensinavam a língua pátria. Nunca me esqueci dos livros de Comunicação & Expressão, principalmente os escritos por Domingos Paschoal Cegalla. Que tempos!

Na Escola Mourão Rangel, conheci gente bacana. Fiz amizade com o João Palmeira, o Palmeirinha, hoje, engenheiro agrônomo; com o Fernando, entre outros. Com o Palmeirinha, mantive uma grande amizade. Era fã do Bruce Lee. Emprestei-lhe várias revistas com assuntos sobre karatê e kung-fu. Também compartilhei com ele revistas do Tex, das quais eu era colecionador.

Na Escola Fortaleza, lembro-me do professor Raimundo, de Matemática. Era duro, entrava na sala com o propósito de realmente fazer com que todos prestassem atenção a sua aula, ouvindo atentamente o que ele falava. Outro dia, encontrei-me com ele, no Mercadinho. Conversamos durante alguns minutos. O sisudo instrutor de Matemática, a propósito, lembrou sobre as minhas aptidões para a escrita e a oratória. “Mestre Raimundo era competente e gentil, só queria que a gente aprendesse, participasse atentamente de suas aulas. Por isso, o comportamento duro na sala, quando estava em atividade.

Entretanto, tinha jeito especial de conduzir a garotada. Queria mesmo era fazer com que todos saíssem instruídos. Não me esqueço do Paulo, da Sandra, da Socorrinha. Que tempos, que dias que não voltam mais! Na quadra de esportes, do Anildo, jogando handebol, além do Carlão, no voleibol.

No Dia Nacional do Estudante, 11 de agosto, lembrei-me do que disse Paulo Freire, frisando que “...a escola não transforma a realidade, mas pode ajudar a formar os sujeitos capazes de fazer a transformação, da sociedade, do mundo, de si mesmos...”

Assim, acredito, consegui captar os ensinamentos, mesmo com alguns rigores. Todavia, sadios, pois eles visaram o bem, as instruções dos professores, dos mestres, desde a tenra idade escolar. Hoje, somos (eu os colegas), pessoas bem encaminhadas, pois aprendemos as lições sobre ética e cidadania. 

As aulas de Religião, Moral e Cívica e OSPB – Organização Social e Política do Brasil, não foram em vão. Valerem à pena. Agora, mais do que nunca, reconhecemos e apoiamos a rigidez dos nossos professores. Sempre eles, norteando-nos, reforçando a educação que recebemos em nossas casas, dos nossos pais. Os primeiros professores.

Obrigado, professores!
Continuo um estudante, um eterno aprendiz!
Parabéns, professores!

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