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27/04/2022 às 17h46min - Atualizada em 27/04/2022 às 17h46min

FIEMA reúne empresários e autoridades públicas para solucionar questões relativas aos cartões corporativos

Empresários maranhenses discutem as altas taxas praticadas pelas operadoras de cartões

Da Redação
Imprensa/Sistema FIEMA
Empresários e setor público e dirigentes da FIEMA em reunião do COMPEM na FIEMA - Foto: Divulgação
 
SÃO LUÍS – O presidente do Conselho Temático de Micro e Pequena Empresa (COMPEM) da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), Celso Gonçalo de Souza, presidiu, na tarde da última terça-feira, 26, a reunião do conselho no espaço FIEMA. O encontro contou com a presença do corregedor geral do Estado, Mauro Costa da Rocha, do coordenador de licitação e contratos do Tribunal de Justiça do Estado, Wherbeth Silva Sousa, do secretário municipal de administração da  prefeitura  de São Luís, Diego Rafael Rodrigues Pereira, além de microempresários e diretores da federação que discutiram as pautas sobre compras governamentais e cartões corporativos

 Responsáveis por grande parte dos empregos na indústria, as pequenas empresas têm sido as mais afetadas pelas cobranças de altas taxas praticadas pelas operadoras de cartões corporativos, o que, de acordo com as reclamações expostas na reunião, aumentam os orçamentos mensais e prejudicam a vida das empresas maranhenses por esta prática de cobrança. 

 O presidente do COMPEM e vice-presidente executivo da FIEMA, Celso Gonçalo, enfatizou o debate técnico com o poder público para tratar do assunto, que é de interesse da indústria e do empresariado em geral. “Nós dialogamos com as autoridades presentes sobre os problemas relacionados às compras governamentais e o uso dos cartões corporativos, que hoje estão apresentando taxas muitos onerosas. Então, nos unimos para pensar soluções, para entrarmos em um acordo, para que essas taxas sejam de mercado, sejam justas sem distorções de valores”.
 
 A 2ª secretária da FIEMA, Leonor de Carvalho, que também é presidente do Sindicato da Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Maranhão (SINDIREPA) explicou que, diante das dificuldades expostas, o estabelecimento que deseja se credenciar nessas plataformas de cartões corporativos, precisa se preparar para taxas muito altas. “O governo não faz mais as licitações diretamente com as empresas fornecedoras, como as oficinas mecânicas, por exemplo, mas com as operadoras de cartões de gestão de frota. Creio que, diante dessa situação, deve-se realizar uma regulamentação para se ter um controle das taxas abusivas que estão sendo cobradas”. 

 Francimeire Melo trabalha na administração dos postos de combustíveis Boa Sorte e Naila e comentou que a reunião serviu para conscientizar o poder público, que desconhece a realidade dos empresários. “Pelo que pude observar, a imagem que eles tinham é de que nós, os fornecedores, ganhamos muito. Nós temos os nossos custos, não podemos trabalhar somente para pagá-los. Por isso, pagamos contas e taxas para empresas que operam esses cartões e que são de fora do Maranhão. Somos um Estado pobre que precisa que esse dinheiro circule aqui, gere emprego e renda para a nossa população. E dessa maneira, servindo ao que essas empresas de cartões ditam, vamos chegar a um ponto insustentável, caso não haja solução”.
 
 O coordenador de licitação e contratos, Wherbeth Silva Sousa, considerou o encontro fundamental e uma importante iniciativa da FIEMA. “Essa foi a minha primeira participação na reunião com o COMPEM, pois nunca tinha participado e fiquei muito satisfeito em ser convidado. Esse encontro é de extrema importância, a administração pública precisa se aproximar dos fornecedores que executam todos os trabalhos da área meio da administração. Essa reunião vem para a gente alinhar, saber o que está acontecendo realmente com os nossos fornecedores e para propormos soluções para que possamos atender as demandas deles”. 

 Uma nova reunião por videoconferência está agendada para o dia 04 de maio com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (SEINC), para dar continuidade às discussões tratadas neste encontro do COMPEM. 

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