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22/04/2022 às 19h08min - Atualizada em 22/04/2022 às 19h08min

Estudantes do SESI se preparam para a etapa nacional da F1 in Schools

Competidores concorrem a 17 troféus e vagas para o mundial

Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
Foto: Divulgação
 
SÃO LUÍS –
O momento da largada está próximo! Estudantes do Serviço Social da Indústria (SESI) de São Luís das escuderias Ragnar, Pugnator e Spartacus realizam os últimos ajustes para competir na etapa nacional do F1 in Schools.   

Depois de dois anos de competição online, as equipes já estão preparadas para a avaliação de cada categoria: Apresentação Verbal, Engenharia, Empreendedorismo (Marketing e Pit Virtual), Gestão de Projeto e, por fim, Projeto Social.  

 Para as Corridas Contra o Relógio, as equipes deverão utilizar os carros usinados pelos próprios alunos. O programa F1 in Schools, desafia estudantes de 9 a 19 anos a criarem empresas para competir em uma pista de corrida em miniatura. Em 2022, a competição ocorre em maio em São Paulo.  

A competição é realizada há alguns anos no Brasil e desafia os alunos a projetarem uma empresa e protótipo de carros de Fórmula 1, além de vivenciar, durante a prova, toda a experiência de uma corrida. As escuderias têm como desafio construir um carro em miniatura, criar um logotipo, divulgar na mídia, conseguir patrocínios e parceiras e desenvolver projetos sociais e integra o Torneio SESI de Robótica.    

As escuderias maranhenses vão disputar o campeonato com 31 times, compostas por 160 estudantes da rede SESI de 17 estados brasileiros. O Maranhão será representado pelas equipes Pugnator, Spartacus e Ragnar da Escola SESI São Luís. 

 Cada membro tem uma função com o objetivo de ajudar a equipe e todos devem colaborar. Na parte técnica, que é projetar um minicarro, os estudantes precisam aprender a usar um software que é o Fusion 360. Esse carro vai participar de uma corrida numa pista de 20 metros, impulsionados por um cilindro de CO² e podem chegar a 80 km/h em menos de um segundo, conforme o recorde mundial. Os alunos precisaram, ainda, criar sua própria marca, com logotipo, e precisam ter também um plano de negócios para divulgar o produto.    

Para o professor do SESI São Luís, técnico de f1 in schools, Luis Fernando Silva, a criança e o adolescente que tem contato com a robótica desde cedo, passa a entender que existem diversas maneiras de resolver um problema. 

“O Projeto F1 in Schools tem como principal objetivo do mudar as percepções dos jovens em relação a ciência, tecnologia, engenharia e matemática, criando um ambiente de aprendizado divertido e excitante para eles desenvolverem uma visão informada sobre carreiras em engenharia, Fórmula 1, ciência, marketing e tecnologia”. 

Com tantos desafios a superar, a aluna do 1º ano do SESI São Luís, Yasmim Evilyn da Silva, que atua na gestão e empreendedorismo da Escuderia Spartacus, diz que esse, é um preparativo para a carreira profissional. “A F1 in Schools para mim, é uma oportunidade de entrar no mercado de trabalho, mesmo tão jovem, e obter conhecimento em diversas áreas, melhorando minhas habilidades, adquirindo experiência e sei bem o que fazer após os resultados dentro da F1 in Schools”. 

 Com o olhar para o futuro, o aluno do 2° ano do SESI São Luís, Pablo Guilherme Pestana, engenheiro de manutenção F1 in Schools da equipe Spartacus, conta que muita coisa mudou desde que entrou para o projeto. “Como engenheiro, tive contato com softwares de autodesk sofisticados e inovadores e conceitos que mudaram meu modo de trabalhar, tanto na vida escolar, quanto na vida pessoal e hoje penso em prestar o vestibular para Engenharia de Automação”. 

 Da escuderia Ragnar, Thaylon Mario Campos Silva, do 2° ano do SESI São Luís, faz parte da gestão de mídias sociais e fala da experiência adquirida na equipe. “Na minha função, realizo reuniões com patrocinadores e amantes do Projeto. Dou suporte nas mídias sociais e ajudo a gestão em questões de organização e planejamento. Desenvolvi todas essas habilidades, graças ao projeto”. 

 O campeonato, que faz parte de um projeto internacional realizado pela própria Fórmula 1, reproduz desafios profissionais envolvidos em uma corrida de carros do início ao fim, desde a criação da escuderia até o enfrentamento nas pistas.  

 “Não se trata só de velocidade, mas também de aerodinâmica, tudo se conecta à ciência e à tecnologia”, explica o superintendente do SESI-MA, Diogo Lima. “Os alunos de robótica apresentam um desempenho melhor em sala de aula e desenvolvem habilidades importantes, como trabalhar em equipe”, finaliza.  

 PREMIAÇÃO - Para reconhecer o esforço e empenho das equipes, a competição possui dezessete prêmios ao todo. Os times podem concorrer aos seguintes troféus: Prêmio Melhor Engenharia do Carro, Prêmio Escrutínio FIA, Prêmio Patrocínio e Marketing, Prêmio Pensamento Criativo, Prêmio Reconhecimento de Conquista do Comitê dos Juízes, Prêmio Pesquisa e Desenvolvimento, Prêmio Carro Mais Veloz, Prêmio Identidade Visual, Prêmio Estande, Prêmio Apresentação Verbal, Prêmio Gestão de Projeto, Prêmio Mídias Digitais, Prêmio Melhor Desempenho Feminino e, por fim, Prêmio Projeto Social.  

Além do troféu de primeiro lugar, a equipe vencedora garante vaga para o campeonato mundial. Já o segundo colocado será indicado para compor uma equipe colaborativa com alunos de outro país para competir no mundial.  

De qualquer forma, fazer parte do F1 in Schools, seja competindo ou avaliando, já é uma grande vitória de aprendizado, desenvolvimento e muito mais. Pensando nisso, todas as equipes e técnicos que participarem receberão medalhas.  

A aluna Jhulia Stephanny Andrade Borges da 3 série do Ensino Médio do SESI Imperatriz, responsável pela Gestão da Escuderia Graffeno, manifesta a satisfação em ir para a Nacional. “Em nome da equipe venho dizer que é uma honra participar da nacional, e estamos muito felizes por essa experiência. Sentimentos do tipo ansiedade e nervosismo toma de conta da gente, mas as expectativas são bem altas em relação ao nosso desempenho na competição”. 

 A técnica da Escuderia Graffeno, a professora Conceição de Maria Oliveira, considera que participar da Nacional com a Escuderia, é uma realização tanto profissional quanto pessoal. “Poder representar nossa instituição no evento é gravar o nome do SESI Maranhão no cenário da Robótica. Como técnica, preciso passar tranquilidade para a Escuderia que está bastante ansiosa. Estar na competição, é uma oportunidade ímpar para o desenvolvimento de novas habilidades”. 

 As equipes enviarão os carros para o SESI Nacional e acompanharão o disparo automático via transmissão ao vivo. As reuniões aconteceram de forma remota e os treinos estão sendo realizados respeitando todos os protocolos de segurança. 

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