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22/04/2022 às 19h05min - Atualizada em 22/04/2022 às 19h05min

Saída temporária de Páscoa: 23 presos não retornaram às penitenciárias maranhenses

O benefício da saída temporária foi concedido pela Justiça para 620 detentos

Dema de Oliveira
Jornal O PROGRESSO
Penitenciaria de Pedrinhas teve o maior número de beneficiados - Foto: Divulgação
 
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) confirmou que 23 presos não retornaram às unidades prisionais após a saída temporária de Páscoa na Grande Ilha e no interior do estado.
A Justiça concedeu o benefício a 620 internos do Complexo Penitenciário maranhense, mas apenas 597 retornaram.

Os detentos beneficiados saíram no dia 13 de abril e precisavam retornar às unidades prisionais até às 18h do dia 19 de abril (terça-feira). Os presos que não compareceram no prazo determinado são considerados foragidos.

Entre as exigências a serem cumpridas pelos beneficiados com a saída temporária estão:

Fornecer o endereço onde reside a família ou onde poderá ser encontrado no gozo do benefício;

Não frequentar bares, festas e/ou similares

Se recolher, no endereço informado, no período noturno.

A saída temporária está prevista na Lei de Execuções Penais (Lei 7.210/84), do artigo 122 ao artigo 125, e podendo ser concedida a condenados que cumprem pena em regime semiaberto, que destina-se para condenações entre quatro e oito anos, não sendo casos de reincidência. Nesse regime de cumprimento de pena, a lei garante ao recuperando o direito de trabalhar e fazer cursos fora da prisão durante o dia, devendo retornar à unidade penitenciária à noite.

Em regra, as saídas temporárias previstas no artigo 122 da LEP, são concedidas cinco vezes por ano, com duração de sete dias cada. As datas convencionadas par que as saídas aconteçam são Páscoa; Dia das Mães; Dia dos Pais; Natal/Ano Novo.

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