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18/04/2022 às 21h57min - Atualizada em 18/04/2022 às 21h57min

1.143 médicos formados no exterior fazem prova para revalidar diploma no Tocantins

Candidato precisa tirar no mínimo 70 pontos em cada uma das provas

.Assessoria
Em Gurupi foram 784 presentes e, em São Paulo, 359 candidatos participando do processo - Foto: Divulgação
 
A Universidade de Gurupi (UnirG) recebeu na manhã deste domingo (17) cerca de 1.697 médicos formados no exterior, tanto brasileiros quanto estrangeiros, que foram inscritos no processo de Revalidação de Diplomas Estrangeiros. O certame está sendo realizado em Gurupi e São Paulo (SP). As provas iniciaram às 09h e encerram às 13h.

Nesta etapa, a UnirG recebeu 1.143 candidatos aptos para fazer a prova. Em Gurupi foram 784 presentes e, em São Paulo, 359 candidatos participando do processo.

Conforme o presidente da Fundação UnirG, Thiago Miranda, o Revalidação foi criado para simplificar o processo de reconhecimento de diplomas de Medicina emitidos por instituições de ensino estrangeiras.

“É muito bom ver a quantidade de pessoas pela cidade, movimentando a nossa economia. Esse é o primeiro processo de revalidação realizado pela UnirG, depois que se tornou Universidade, dando continuidade ao trabalho que vem sendo realizado há anos, por diversas pessoas que colaboraram para que finalmente possamos concretizá-lo. Tivemos bastante inscritos de médicos de outros países que também tem o sonho em atuar no Brasil”, falou o presidente.

O exame compreende em três etapas, sendo a primeira a análise documental, a segunda a avaliação escrita (prova objetiva e prova discursiva) e a terceira os estudos complementares.

Para a médica Daisivâna Lopes Guimarães, 40 anos, de Waderlândia (TO), que se formou na Bolívia, disse que essa será a oportunidade de atuar na Medicina. “Sou também graduada em enfermagem, e atualmente trabalho nesta área, mas estou esperançosa para alcançar finalmente meu objetivo. Estou desde o ano passado na expectativa de exercer a medicina”, revelou.

Douglas Gasparetto é gaúcho e mora atualmente no Pará. Ele revela que não foi fácil formar em outro país por ter que vencer as adversidades, porém se sente preparado para exercer a profissão no Brasil.

“Sempre tive o anseio em ser médico e busquei a Católica da Bolívia para minha formação, devido às condições financeiras. Venho almejando exercer a profissão, não só quando me formei, mas desde quando planejei minha ida para outro país. Vejo como uma oportunidade que encontrei na UnirG e minha expectativa é ser aprovado nessa fase, para finalmente realizar meu objetivo”, falou o médico.

De acordo com a reitora Sara Falcão, este é um processo planejado há mais de um ano que integra uma das metas de expansão da UnirG, baseado no Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI.

“É um projeto que realiza o sonho de médicos que estudaram fora do Brasil e que agora têm a oportunidade de revalidar seu diploma, por meio da nossa Instituição garantindo credibilidade e confiando em nosso trabalho. Agradeço a todos que acreditaram na nossa Instituição, que tem o respaldo do MEC e do Inep. Esse é mais um passo grande que a UnirG está conquistando rumo a concretização de novos sonhos pelas pessoas que estão participando”, concluiu a reitora.

Para o candidato que obtiver, no mínimo, 70 pontos em cada uma das provas da 2ª etapa terá alcançado a equivalência curricular e seu diploma será revalidado pela UnirG.

Estudos complementares
A terceira etapa contempla avaliação de habilidades clínicas, os estudos complementares, para os candidatos que não alcançarem a nota mínima. Serão selecionados 60 classificados, de acordo com o resultado final da segunda etapa, em ordem decrescente de classificação, para ocuparem as vagas disponibilizadas.

As aulas teóricas e práticas em internato serão ofertadas pela UnirG no período de 12 meses (totalizando 2.880 horas).  

Após a conclusão dos estudos, o candidato aprovado estará apto à revalidação do diploma de médico graduado no exterior pela Instituição

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