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12/04/2022 às 20h34min - Atualizada em 12/04/2022 às 20h34min

Presidente do TSE defende mais mulheres indígenas na política

Tema integrou a pauta de encontro com representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil

Da Assessoria
Ministro Edson Fachin recebe indígenas - Foto: Divulgação
 
Durante encontro realizado nesta segunda-feira (11) com representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, destacou que 2022 será um ano de defesa da democracia, por meio do diálogo e da igualdade, aspectos que deverão ser respeitados. A reunião ocorreu na sede do Tribunal, em Brasília.

Ao receber o grupo, composto principalmente por mulheres indígenas que são pré-candidatas às Eleições 2022, o ministro afirmou que uma democracia para responder pelo nome deve ter seguramente uma face feminina, “mas que ela será ainda mais verdadeira se tiver a face da mulher indígena”.

Participaram da reunião o advogado indígena Luiz Henrique Eloy Amado, André Guajajara, Val Terena, Célia Xacriaba, Eunice Kerexu, Simone Karipuna, Eliane Bakairi, Juliana Genipapo Canindé, Shirley Pankará e Sonia Guajajara. Por parte do Tribunal, estiveram presentes a secretária-geral, Christine Peter, Samara Pataxó, assessora do Núcleo de Inclusão e Diversidade da Secretaria-Geral da Presidência, e a secretária de Comunicação e Multimídia, Giselly Siqueira.

Articulação - Sônia Guajajara falou da importância da adoção de ações concretas por mais candidaturas indígenas no Brasil. “Lançamos esse movimento, denominado ‘Chamado pela Terra’, para lançar essas candidaturas, de forma articulada. A política não é um espaço facilmente ocupado por nós. Fazer uma campanha no Brasil é algo muito difícil. Nas últimas eleições, pudemos lançar candidatos e candidatas que nos representassem verdadeiramente, mas o resultado ainda é pequeno”, enfatizou.

Ao falar da emoção com o encontro, Fachin ressaltou que espera converter a emoção em ação. “A sociedade tem um débito histórico com os indígenas. É nossa prioridade trazer as vozes e as cores dos povos indígenas para construirmos, juntos, uma sociedade livre, aberta e plural. A terra não é o lugar onde pisamos; a terra é elemento da vida, assim como dizem os povos indígenas, e devemos ser fiéis a esse chamado”, disse.

Destacando que a reunião era um momento de muita alegria, energia e sinergia, a secretária-geral do TSE enfatizou que ela abria um novo portal para novas urgências. “Para pensarmos no futuro do mundo, das próximas gerações, pois a política só vai ser mais bem ocupada quando tivermos mais igualdade de gênero”, disse.

Samara Pataxó agradeceu a coragem das pré-candidatas, lembrando que o TSE conta com uma Ouvidoria da Mulher, um ponto de entrada para receber as demandas de todas as mulheres. “O TSE é um espaço também para se pensar em novas ações voltadas para uma maior participação de grupos sub-representados na política. Pensando na coletividade, o Tribunal vem apontado o caminho para termos melhores resultados em longo prazo”, disse. 

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