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05/04/2022 às 22h07min - Atualizada em 05/04/2022 às 22h07min

Garimpeiro que faturava R$ 300 mil por mês com extração ilegal de ouro no Pará é preso pela PF em Araguaína

Vendido em São Paulo, lucro da venda do ouro era revertido em compras de fazendas no Tocantins e Pará

Da Redação
PF Tocantins/Araguaína
Dinheiro, barra de ouro e retro-escavadeira apreendidas durante a operação da PF - Foto: Divulgação/PF
  
A Polícia Federal em Araguaína deflagrou nesta terça-feira (05/04) a ‘Operação Mercúrio’ que tem como objetivo investigar a exploração e comercialização ilegal de ouro nos Estados do Tocantins, Pará, Minas Gerais e São Paulo.

Cerca de 30 policiais federais estão dando cumprimento a 06 mandados de busca e apreensão nas cidades de Araguaína (TO), Tucumã (PA), Uberlândia (MG) e São José do Rio Preto (SP), expedidos pela Justiça Federal em Araguaína. Uma pessoa foi presa por porte ilegal de arma de fogo.

A OPERAÇÃO
A PF detalhou que as investigações tiveram início no ano de 2018 quando foi identificado um indivíduo residente em Araguaína que era o responsável por extrair ilegalmente ouro, isto é, sem autorização legal da Agência Nacional de Mineração (ANM). O ouro era extraído em fazendas localizadas no estado do Pará, sendo o produto transportado até a cidade de Araguaína, onde era armazenado e posteriormente levado para o Estado de São Paulo para comercialização em joalherias.

Conforme a Polícia Federal, no decorrer das investigações restou comprovado que o lucro líquido do principal investigado em decorrência da extração ilegal de ouro era de pelo menos R$ 300 mil por mês, bem como parte do proveito do crime era revertido em compras de diversas fazendas nos Estados do Tocantins e Pará.

O objetivo do cumprimento das medidas judiciais é colher maiores elementos de provas que permitam a identificação de todo o fluxo financeiro, da extração a comercialização ilegal de ouro extraído pelos investigados, bem como apurar o dano ambiental causado em decorrência de tais extrações ilegais.

Segundo a PF, os investigados poderão responder, na medida de suas culpabilidades, pelos crimes de extração ilegal de minério, usurpação de bens da união, organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas máximas somadas podem chegar a 24 anos de reclusão.

O nome da operação ‘Mercúrio’ faz alusão a substância que serve de ímã para grudar os pedaços menores de ouro, tornando-os mais visíveis e fáceis de serem separados, sendo utilizado em larga escala pelos garimpeiros ilegais.

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