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01/04/2022 às 12h28min - Atualizada em 03/04/2022 às 00h01min

Com 5 milhões de brasileiros conectados, metaverso desperta interesse do varejo nacional

6% dos brasileiros que usam internet já transitam por alguma versão do metaverso

SALA DA NOTÍCIA Temma
Unsplash

Aproximadamente 5 milhões de brasileiros já estão no metaverso. O dado está presente em levantamento do Kantar Ibope Media, que mostra que 6% dos brasileiros que utilizam a internet já transitam por alguma versão do metaverso. Mas como isso pode impactar o varejo no país? 

 

Com a migração massiva de consumidores para o ambiente virtual após o início da pandemia, o varejo compreende a importância de olhar com atenção para as novas tecnologias, indo além do e-commerce tradicional, inclusive. Social commerce, live commerce e outras tendências crescem vertiginosamente em todo o mundo, abrindo caminho para mais uma possibilidade, o metaverso. 

 

Segundo a Bloomberg Intelligence, o varejo no metaverso deve ser responsável por movimentar cerca de US$ 800 bilhões até 2024, considerando que 2022 é o ano em que as grandes marcas e empresas do mundo começam a investir pesado no novo espaço. 

 

O metaverso é a tendência mais popular de 2022 no varejo, conforme explica  o CEO da empresa de tecnologia Codeby e autor do livro “Universo do E-commerce”, Fellipe Guimarães. “Geralmente, o metaverso se faz mais presente em jogos de videogame e mundos virtuais, por conta disso é normal que cause estranhamento inicial ao se deparar com o conceito junto de “Mercado” e “Marcas”. É importante entender o metaverso como um ecossistema coletivo, onde pessoas podem interagir e recriar suas experiências entre o mundo real e virtual”, ressalta o especialista.

 

Possibilidades no metaverso

 

“No mundo da moda, marcas como Balenciaga, empresa espanhola referência em moda de luxo, já deram os primeiros passos para adentrar o Metaverso. No caso da Balenciaga, a empresa fechou um contrato de parceria com o Fortnite para emplacar suas peças no universo do mundo virtual. Recentemente a Gucci fez uma parceria com a Superplastic, disposta a investir no ambiente digital combinado com a venda de NFT. A loja se chamará Vault, e a marca de luxo promete que será uma loja conceito com um ‘ar de magia’. Ou seja, há muito o que explorar nesse novo universo, e o varejo certamente irá se beneficiar”, ressalta Guimarães. 

 

A consultoria Gartner prevê que, em 2026, um em cada quatro usuários de internet vai gastar ao menos uma hora por dia nos mundos virtuais, o que mostra o grande potencial das tecnologias de realidade virtual e aumentada (RV e RA) de modificar a forma como os clientes compram e se relacionam com as marcas, não apenas na internet ou no metaverso quanto também no mundo físico.

 

Se ainda pode parecer nebuloso para a grande maioria dos consumidores, ao menos sabe-se que há disposição e interesse para entender melhor o que está acontecendo. De acordo com a consultoria eMarketer, 27% dos norte-americanos que usam a internet se interessam em experimentar realidade virtual ou aumentada para comprar roupas, 23% para móveis e 22% para utilidades domésticas e produtos de tecnologia.


“É importante entender o metaverso como um ecossistema coletivo, onde pessoas podem interagir e recriar suas experiências entre o mundo real e virtual, ou seja, phygital.”, finaliza Guimarães.
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