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22/03/2022 às 18h38min - Atualizada em 22/03/2022 às 18h38min

Câmara rejeita pedido de abertura de processo de impeachment contra o prefeito Assis Ramos

Da Redação
Plenário da Câmara Municipal de Imperatriz durante a votação do pedido de impeachment - Foto: Divulgação
   
Hoje pela manhã a Câmara Municipal de Imperatriz rejeitou o pedido de abertura de um processo de impeachment contra o prefeito Assis Ramos, entregue na segunda-feira (21) pela juíza aposentada Maria das Graças Carvalho ao presidente da Câmara Municipal, Alberto Souza. O ato aconteceu no Gabinete da Presidência, com as presenças dos vereadores de oposição Bebé Taxista, Carlos Hermes, Ricardo Seidel, Flamarion Amaral e Manchinha.
 
A sessão desta terça-feira foi rápida e marcada por aplausos e protestos. As galerias ficaram lotadas, com grande maioria de apoiadores do prefeito Assis Ramos, que portavam faixas e cartazes e usavam camisetas com a inscrição “Deixa o homem trabalhar”. Apesar do clima tenso, não houve ato de violência.
 
Conforme havia prometido à oposição no ato do recebimento, o presidente Alberto Souza colocou em votação o pedido de impeachment. Vereadores da oposição queriam que primeiro houvesse uma discussão, com cada um se manifestando. Mas o presidente, usando o Regimento Interno, não aceitou e abriu a votação. O pedido de abertura de processo de impeachment foi rejeitado por 13 votos a 6.
 
A Câmara tem 21 vereadores. Votaram 19. Dois estavam ausentes. O vereador Ricardo Seidel, da oposição, ainda não havia chegado, e Jhony Pan ficou no seu gabinete. Ele é da base de apoio ao prefeito, mas preferiu não participar da sessão.  
 
Com o resultado favorável, os apoiadores de Assis Ramos comemoraram com gritos de ordem, enquanto os contrários, em minoria, se revoltavam contra os vereadores que votaram a favor do arquivamento do pedido de impeachment. Após a votação, os vereadores oposicionistas foram para a frente da prefeitura, acompanhados de cerca de 50 manifestantes. Fizeram discursos e prometeram continuar a mobilização pelo afastamento do prefeito. A Guarda Municipal foi acionada para proteger a sede do Executivo.
 
As manifestações de opositores tem se intensificado ultimamente, principalmente depois da operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE-MA), realizada na semana passada contra órgãos da prefeitura, como a Secretaria da Infraestrutura e a Superintendência de Limpeza Urbana.
 
Foram realizadas buscas e apreensões e uma prisão. Uma firma especializada em limpeza pública urbana foi contratada em maio de 2018 pelo valor de R$ 25.968.018,96, que foi elevado ao total de R$ 58.183.579,48 depois de dois aditivos que estenderam o contrato até março de 2021. O GAECO investiga suposto cometimento dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidades documentais e fraudes licitatórias.
 
A operação levou o prefeito Assis Ramos a exonerar o secretário da Infraestrutura, Zigomar Filho, e o superintendente de Limpeza Urbana, Alan Johnes, alvos das investigações.
 
Para o lugar de Zigomar, o prefeito nomeou o vereador Fábio Hernandez. Alan foi substituído pelo advogado Valdir Torres, que já foi secretário de Agricultura e atualmente estava como assessor de Projetos Especiais.

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