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06/10/2020 às 00h00min - Atualizada em 06/10/2020 às 00h00min

CASO CAMILA FONTINELE: empresário é absolvido da acusação de ser o mandante do crime

O empresário José Braz Xavier Bezerra é pai de Camila Fontinele. Apontado como o mandante do crime, é absolvido 14 anos depois por falta de provas

Dema de Oliveira
Camila Fontinele foi morta por Jó com um tiro - Foto: Arquivo/O PROGRESSO

Aconteceu na última sexta-feira, 2 de outubro de 2020, o julgamento do empresário José Braz Xavier Bezerra, que foi apontado como o mandante da morte da própria filha, Camila Bezerra Fontinele, crime ocorrido no dia 20 de novembro de 2006, por volta de 8h, na Rua Henrique Dias, bairro São José do Egito.

O pedreiro Jó Gonçalves dos Santos, conhecido por ‘Miúdo’, foi o autor do crime. 

Na ocasião, as investigações apontaram que Jó Gonçalves dos Santos, o ‘Miúdo’, estava realizando um trabalho de pedreiro na casa de José Braz, e era conhecido da família.

No dia do crime, Jó abordou Cleanes Mendes Fontinelle Bezerra e, quando Camila saiu do banheiro, ele pediu para amarrá-la. Camila se negou a amarrar a própria mãe e, por conta disso, Jó - que estava de posse de um revólver, efetuou um disparo contra Camila. A bala atingiu a jovem no olho e ela teve morte instantânea. Jó ainda tentou alvejar a mãe de Camila, mas foi impedido pelo irmão dela, que ao ver a gritaria na sala da casa saiu do quarto para ver o que estava ocorrendo. O jovem, na ocasião com apenas 16 anos, ainda se atracou com Jó, que conseguiu fugir, deixando cair a arma. De acordo com o que Cleanes Mendes Fontinele Bezerra, mãe da estudante, que cursava o último ano do Ensino Médio.

Jó foi preso em abril de 2007, quase sete meses depois do crime, em Tocantinópolis (TO), a cerca de 120 km de Imperatriz. Foi trazido para Imperatriz e em seu depoimento apontou José Braz como o mandante. Na verdade, segundo a versão do criminoso, José Braz teria mandado matar a esposa, Cleanes Mendes, mas a empreitada deu errado, porque Camila Fontinelle e o irmão apareceram. 

José Braz foi indiciado e ficou respondendo em liberdade, foi pronunciado a júri e 14 anos depois foi absolvido da culpa, por insuficiência de provas. O próprio representante do Ministério Público pediu a absolvição de José Braz, por falta de elementos que o incriminassem como sendo o mandante do crime. 

O Tribunal do Júri que julgou José Braz foi presidido pelo Juiz Glender Malheiros Guimarães, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de João Lisboa. A acusação coube a Paloma Ribeiro Gonçalves Pinho Reis, titular da 8ª Promotoria de Justiça, e a defesa coube aos advogados Miguel Daladier Barros e Jaqueline Aguiar de Sousa.


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