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11/03/2022 às 20h37min - Atualizada em 11/03/2022 às 20h37min

PF investiga servidores do IBAMA em Imperatriz por desvio de madeira apreendida no Maranhão

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que mais de 100 caminhões de madeira foram liberados

Dema de Oliveira - Jornal O PROGRESSO
Delegado da PF durante coletiva na manhã de ontem - Foto: Divulgação
 
Nesta sexta-feira (11), a Polícia Federal (PF) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em Imperatriz, e em endereços residenciais ligados a servidores do órgão na cidade, suspeitos de desviar madeira apreendida.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a Operação Xilófago, que tem o objetivo de combater os crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de capitais.

A investigação teve início no ano de 2021, após informações de que servidores do IBAMA estariam desviando madeira apreendida e direcionando a terceiros, de forma ilegal. Em contrapartida, os membros do grupo criminoso recebiam vantagens indevidas daqueles que eram beneficiados com a destinação ilegal da madeira.

De acordo com a Polícia Federal, no decorrer da investigação, foi possível identificar e qualificar vários integrantes da organização criminosa, que atuavam nas cidades de São Luís e Imperatriz.

Segundo Polícia Federal, as investigações apontam que mais de 100 caminhões foram liberados, mas que os valores arrecadados pelos investigados é inestimável. Os valores recebidos foram rateados entre os servidores e advogados.
Além do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, um servidor suspeito foi afastado do cargo.

Segundo a PF, os envolvidos poderão responder pelos crimes de Corrupção Passiva, Organização Criminosa e Lavagem de Capitais. Caso sejam condenados, os suspeitos podem cumprir até 30 anos de reclusão.

A Polícia Federal destaca que a operação foi denominada Xilófago, pois ele é uma espécie de inseto que se alimenta da madeira, principal matéria-prima negociada ilegalmente pelos integrantes da organização criminosa.

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