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10/03/2022 às 13h57min - Atualizada em 10/03/2022 às 18h01min

Oralidade e cantoria amazônicas marcam jornada literária virtual nesta sexta-feira

Educadora e contadora de histórias paraense Rayza Miranda evoca a mitologia amazônica em espetáculos que será apresentado na 2ª FrESTA

SALA DA NOTÍCIA / HARLEN FELIX
https://linktr.ee/ciaapocaliptica
Divulgação
A segunda edição da FrESTA – Jornada Literária Apocalíptica, promovida pela Cia. Apocalíptica, de São José do Rio Preto, em suas mídias sociais, segue nesta sexta-feira, 11 de março, destacando a cultura popular dos povos amazônicos em contação de história da paraense Rayza Miranda, educadora e contadora de histórias que atualmente reside na cidade paulista de Cotia. Ela traz para a FrESTA “Histórias amazônicas para te mundiar”, uma apresentação de três histórias da cultura ribeirinha da Amazônia Paraense, que são permeadas por canções populares. O espetáculo de contação pode ser conferido às 17h no Youtube da Cia. Apocalíptica (ciaapocaliptica).

Segundo Rayza, “mundiar” é um verbo amazônico que significa encantar, causar torpor a, magnetizar. “Quando o ribeirinho caça mais do que precisa para se alimentar, a Curupira não gosta e ‘mundia’ o sujeito, e neste caso o deixa com febre, dor de cabeça, delírios, podendo o levar a morte”, exemplifica. “No entanto, ficar ‘mundiado’ também pode ser relacionado a ficar embevecido pelos encantos da floresta. Os seres encantados da Amazônia com seus mistérios e enredamentos provocam estas sensações em nós, e é isso que o espetáculo quer te proporcionar, um mergulho nas águas doces e barrentas da Amazônia e um adentrar na floresta cheia de samaúmeiras e tamba tajás”, acrescenta.

Para ela, as histórias compartilhadas entre gerações por meio da oralidade revelam toda uma mitologia amazônica, composta por seres míticos muito próprios, mas que ainda são poucos difundidos em ambientes como a escola, em que se estuda mais sobre a mitologia grega ou romana e dá pouca importância a culturas como a indígena e a africana. No entanto, Rayza reconhece que a cultura oral tem ganhado mais espaço, impulsionada por manifestações como a contação de histórias. “Dos anos 2000 para cá muitas histórias da nossa cultura popular estão sendo levantadas e compartilhadas. Hoje vemos e temos conhecimento de muitos escritores indígenas, como o Daniel Mundukuru, que também está na FrESTA”, diz a paraense, que hoje integra a Cia. Caruru, de São Paulo, e faz parte do Mocoham (Movimento de Contadores de Histórias da Amazônia), com 11 anos de atuação na divulgação da mitologia amazônica no Brasil.

Da Amazônia Paraense para o Haiti, a FrESTA apresenta nesta sexta, 11 de março, ao meio-dia, um podcast em que o jornalista e escritor Raul Marques, de São José do Rio Preto, compartilha suas reflexões em torno da experiência de conhecer de perto a realidade do país que é considerado o mais pobre da América. No ano de 2009, a serviço do Diário da Região, ele viajou para o Haiti, produzindo uma série de reportagens sobre a dura realidade de seu povo.

A programação de sexta-feira da FrESTA ainda traz, às 18h, o debate “Processo de produção de história em quadrinhos autoral e independente no Interior”, com o Coletivo Traços e Ideias; e a intervenção “Sensações e poesia ao assumir: um olhar gostoso de si mesmo”, às 21h, com Lucas Horas e DJ Basim. A partir de depoimentos de diferentes pessoas do público LGBTQIA+ sobre seu processo de assumir, a dupla concebe uma apresentação baseada nos sentidos e na poesia, tendo a música como pano de fundo.

Atividades formativas
Nesta sexta, 11 de março, a FrESTA segue com oficinas que exploram diferentes aspectos relacionados à produção literária. Terão continuidade a oficina de escrita criativa com Juliana Medeiros, a de figurinos e cenários para contação de histórias com Isaac Rui e a de mitologia e filosofia como formas criativas do grupo rio-pretense Jabá com Jaca.

A realização da segunda edição da FrESTA foi viabilizada pelo fomento do Edital ProAC Nº 24/2020 – Realiação de ações de incentivo à leitura (presenciais e/ou online) no Estado de São Paulo, do Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa.

2ª FrESTA – Jornada Literária Apocalíptica
11 de março (sexta-feira)

10h – Oficina: ‘Cenário e figurino para contação de histórias’ (Issac Ruy – São José do Rio Preto/SP)

12h – Podcast: ‘As feridas do Haiti’ (Raul Marques – São José do Rio Preto/SP)

13h – Oficina: ‘Escrita criativa’ (Juliana Medeiros – São José do Rio Preto/SP)

15h – Oficina: ‘Olhar: mitologia e filosofia como formas criativas’ (Grupo Jabá com Jaca – São José do Rio Preto/SP)

17h – Contação de história: ‘Histórias amazônicas para te mundiar’ (Rayza Miranda – Cotia/SP)

18h – Debate: ‘Processo de produção de história em quadrinhos autoral e independente no interior’ (Coletivo Traços e Ideias)

21h – Intervenção: ‘Sensações e poesia do assumir: um olhar gostoso de si mesmo’ (Lucas Horas e DJ Basim – São José do Rio Preto/SP)

SERVIÇO

FrESTA – Jornada Literária Apocalíptica

Quando: de 9 a 13 de março de 2022
Onde: mídias sociais da Cia. Apocalíptica (@cia.apocaliptica)
Grátis

Assessoria de imprensa:

Harlen Félix – Jornalista – Mtb: 36.522
[email protected]
(17) 99121-5800 (WhatsApp)



 
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