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03/10/2020 às 00h00min - Atualizada em 03/10/2020 às 00h00min

Acerca do Otimismo e sua (in)utilidade

Cândido Madeira
Para mim, a crença em frases de auto-ajuda, mesmo que de cunho religioso, parece ser o RIVOTRIL dos DESESPERADOS. Acho que pensamento positivo e dedos cruzados são ineficazes, não resolvem coisa alguma ...  e quase sempre funcionam como formas de se procrastinar o que deve ser feito.

Observo que, quem passa os dias contemplativo, admirado com o  nascer e o pôr do sol, com a beleza das plantas e dos pássaros, ou dizendo: “Senhor, estou em suas mãos, faça segundo o seu querer ... “,  passa é a mensagem que ESTÁ PERDIDO e não sabe mais o que fazer.

Deus, como qualquer outro pai zeloso, ouve os planos, desejos e aflições de seus filhos adultos e os admoesta:

Vá! Esforce-se, lute, persevere ... que serás abençoado com a realização dos desejos de seu coração e mente..

“A vida é combate ...” E não nos faz promessas ...

E quase sempre só dar certo “pra quem deixa pra sonhar quando está dormindo”.

O Nobel de Literatura português José Saramago escreveu:

“As importantes transformações do mundo são obras dos pessimistas. Que os otimistas estão muito ocupados contemplando o que já existe”

Qualquer boa filosofia ensina que, quando o futuro é incerto, deve se fazer tudo que for preciso, como redobrar esforços, intensificar o foco pra atingir objetivos.

Às vezes reconhecer erros de trajetórias e os próprios limites é importante. Sem contar que, a buscar incessante pela felicidade e sucesso pode se tornar fonte permanente de estresse.
Cândido Madeira  é Economista e Auditor do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão
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