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19/01/2022 às 21h26min - Atualizada em 19/01/2022 às 21h26min

Dr. Daniel Fiim defende a união de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e do governador do Maranhão em defesa da saúde de Imperatriz

Lima Rodrigues
Dr. Daniel Fiim nasceu em Imperatriz e se formou em medicina (ortopedia) em Araguaína (TO) - Foto: Ana Cláudia Aragão
 
O Coordenador Geral do Serviço Público de Ortopedia do município de Imperatriz - MA, que reassumiu o cargo dia 7 de janeiro deste ano, Dr. Daniel Fiim, afirmou que a saúde de Imperatriz precisa da união das autoridades municipais, estaduais e do próprio governador do Maranhão, Flávio Dino, para melhorar o atendimento ao público da cidade e região. Ele já havia assumido este mesmo cargo de 2017 até início de 2020. Após deixar a coordenação, continuou atendendo em sua clínica em Imperatriz e em cidades da região tocantina.  

“A saúde de Imperatriz é uma saúde pública de alta complexidade, mas que precisa ser melhor estruturada para atender toda a demanda da população, porque o desafio é muito grande. A gente sabe que isso demanda investimento de maior monta do poder público. Para a saúde pública de Imperatriz funcionar a todo contento é necessária a pactuação de todas as esferas de poder. Tem que ter tanto a participação federal, quanto a participação estadual maciça e a participação municipal também de maneira maciça. Esses três poderes precisam se unir em termos de investimentos na saúde pública de Imperatriz”, disse ele.

Dr. Daniel Fiim destaca que a pactuação, com comunicação eficiente, funciona muito melhor: “Para você ter uma noção, nós temos dois hospitais públicos em Imperatriz: o Macrorregional e o Socorrão, o hospital municipal. A comunicação sobre a pactuação entre esses dois hospitais é muito pobre. Algo que não deveria acontecer. O Macrorregional é um hospital de 100 leitos, com 12 leitos de UTI, mas é um hospital que funciona para cirurgias eletivas. Portas fechadas. Enquanto o Socorrão está explodindo em atendimento a pacientes de urgência e emergência. Então, é necessário em primeiro lugar, uma pactuação muito mais bem estruturada e uma comunicação de regulação entre os hospitais muito mais bem estabelecida. Para levar isso adiante é preciso formar equipes, médicos, enfermeiros, técnicos e pessoas comprometidas com a saúde da população. Com o tempo chegaremos ao topo que sonhamos, mesmo que estas conquistas cheguem para a geração de nossos filhos”, afirmou.

Então, os dois hospitais deveriam fazer cirurgias de emergência e eletivas?
Com certeza. A distribuição seria muito maior. Você teria mais um hospital e melhor condições de assistir aos pacientes que precisam do serviço público municipal de saúde. É uma situação que precisa acontecer na nossa cidade.

E isso pode acontecer?
Pode, porque já temos as estruturas prontas. Precisamos fazer um processo de convencimento político de que isso é importante. E outra situação é uma sensibilização maior daqueles que têm cargos de gestão, como vereadores e prefeitos; deputados estaduais e federais e senadores, e o próprio governador sobre a importância desse investimento na nossa região. Não precisa só construir hospital, como está sendo construído o novo Hospital Municipal (Socorrão). A estrutura de saúde ela tem que ser montada de forma mais ampla, envolvendo médicos, enfermeiros, técnicos, pessoal de apoio, equipe, comunicação, regulação, enfim, o envolvimento de todos. Exemplo: um paciente que vem de Grajaú, de Porto Franco e de toda a região, ele precisa ser melhor regulado. Se houver uma boa comunicação, ficaremos sabendo onde tem leito disponível no Macrorregional em Imperatriz; no Socorrão se não tem UTI aqui, tem UTI acolá. Então a comunicação tem que ser melhor nesse sentido. É essa visão que estou defendendo, tem que acontecer no Brasil todo e não só aqui na região tocantina, ressaltou o médico. 

Então, será um processo demorado....
É um processo demorado, mas é aquela história: quando a gente quer a coisa arrumada a gente tem que começar arrumar dentro da nossa própria casa. Não adianta querer que você se arrume, se eu não estou arrumado. Outra alternativa é o processo de consórcio entre os municípios em busca de mais recursos.

A história
O jovem Daniel Pereira da Silva, mais conhecido como Dr. Daniel Fiim, é médico ortopedista sub especialista em ombro e cotovelo. Nasceu no dia 5 de maio de 1984 em Imperatriz (MA). É filho de Francisco Fiim de Assis Pereira da Silva e de Eliene Maria Silva. Ele tem mais quatro irmãos: Fabiano (advogado e especialista em Direito Administrativo Público e mestrando em Educação Profissional), Fernanda (Fonoaudióloga e mestra pela PUC-SP), Marcos Diego (Farmacêutico e Diretor da Faculdade de Medicina de Açailândia – MA) e Felipe (médico cirurgião geral e atualmente R2 em cirurgia plástica no INCA, Rio de Janeiro).

Infância
O menino Daniel teve uma infância muito feliz e tranquila em Imperatriz. Brincava bastante na Praça de Fátima próximo onde residia com a sua família;  jogava bola com os amigos em campinhos de futebol da redondeza; jogava bola de gude (também chamada na região à época de peteca), além de adorar tomar banho no majestoso rio Tocantins, que banha a sua cidade natal, a pujante Imperatriz. “Vivi bem todas as fases da minha infância, sempre alicerçada pela fé em Deus, com meus pais me levando para as missas na Igreja de Nossa Senhora de Fátima”, recorda.

Escolas
O Dr. Daniel Fiim estudou o Jardim de Infância e o ensino fundamental em escolas de Imperatriz. Depois, foi para São Luís, a bela capital do Maranhão, cursar o ensino médio. Em Araguaína, prestou o vestibular para medicina no ITPAC (Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos), passou e se formou em medicina. Mas o jovem médico queria mais. Foi em busca deste objetivo. Fez especialização em ortopedia no Complexo Hospitalar do Mandaqui, em São Paulo, e depois uma sub especialização em ombro e cotovelo.  

O retorno
Formado, especializado e preparado, Dr. Fiim cumpriu a promessa que fez para si mesmo: retornar para Imperatriz após concluir os estudos em medicina. Apesar de receber propostas tentadoras para continuar trabalhando em São Paulo, ele manteve o propósito, fez as malas e retornou para o Maranhão. “Eu tinha o desejo de voltar para Imperatriz. Este compromisso eu assumi após ser informado como foi a morte do meu pai. Ele morreu dia 13 de outubro de 1994, vítima de acidente automobilístico quando retornava de São Luís após uma apuração de uma eleição, em que concorrera ao cargo de deputado estadual. Ele tinha somente 37 anos, e eu, apenas 11 anos de idade. Meu pai quebrou a costela, mas se tivesse tido um atendimento adequado à época, desde os primeiros socorros, até a chegado ao hospital em Imperatriz, ele teria sobrevivido”, afirmou. “A perca do meu pai foi o principal motivo para eu fazer medicina. Eu queria poder evitar que outros filhos se tornassem órfãos de pai, que outras famílias perdessem seus entes queridos na mesma situação em que perdi meu pai”, ressaltou. 

Em 2013 retornou à Imperatriz e montou um consultório na Rua Alagoas, no centro da cidade, e, paralelamente, passou a atender em hospitais e clínicas de várias cidades do sul do Maranhão: Porto Franco, Açailândia, Grajaú, Amarante, João Lisboa, Campestre, Carolina e em Augustinópolis, no Tocantins, dentre outras.

Atuar na medicina em Imperatriz
“Representa muito para mim estar na minha cidade, com toda aquela atmosfera que eu vivi como criança e adolescente. Atuar como médico no município, inicialmente, numa clínica privada e, posteriormente no serviço público, cujo desejo eu sempre tive na minha vida, é, acima de um desejo profissional, a realização de um sonho, justamente pelo fato de saber o quanto nossa cidade precisa evoluir na área da saúde. 

Hoje, quando você fala de Imperatriz na área ortopédica você não está falando só da cidade de Imperatriz e sim de uma macrorregião. Para você ter uma ideia, a referência que é pactuada pelo Serviço Único de Saúde (SUS) na área de ortopedia para Imperatriz e região, é algo em torno de 50 municípios, fora os pacientes que vêm de outras cidades do Tocantins e do Pará. Então, a gente atende um raio de 1,5 milhão de pessoas, aproximadamente, que sofrem acidentes ortopédicos e traumatológicos em toda a região e vêm para Imperatriz em busca de atendimento. 

É com o serviço público que você consegue dar um atendimento muito grande, porque nem todo mundo consegue pagar uma consulta ou uma cirurgia em hospital particular. No serviço público de saúde estão os mais necessitados, então eu sempre tive esse desejo de atuar dentro do sistema público de saúde. Além de ser um grande desafio. 

A situação da saúde pública de um modo geral é complicada, mas ao mesmo tempo tenho uma visão muito grande de como fazer, até mesmo pela minha formação, pelo meu crescimento, pelo que tive de base, pelo meu histórico de vida e pela minha formação e meu aprendizado em São Paulo. Eu trouxe essa bagagem toda comigo, ou seja, como a coisa funciona”.

O pai
Dr. Daniel Fiim fala com orgulho do pai, Francisco Fiim. “Meu pai foi eleito vereador mais bem votado de Imperatriz em 1982, com apenas 21 anos de idade. Foi secretário de Educação do então prefeito Ribamar Fiquene;  sub-chefe da Casa Civil do governo do Estado do Maranhão, durante o governo de Edson Lobão;  prefeito interventor em Montes Altos e candidato a deputado estadual por duas vezes. Meu pai ajudava o povo e era muito carismático. Infelizmente morreu ainda muito jovem”, lamenta.

Daniel tem ótimas recordações do pai dele. “Lembro perfeitamente de uma situação que marcou muita vida minha: eu, meus irmãos, minha mãe, meu pai, todos deitados na cama deles e meu pai com uma Bíblia na mão lendo alguns textos bíblicos. Meu pai foi e é referência de vida. É um modelo a ser seguido. As palavras ensinam e os exemplos, eles arrastam. Ele deixou um exemplo de como se deve viver”, ressaltou.

Quase padre
Ele conta com emoção que o pai, Francisco Fiim, era muito católico e fazia parte de movimentos religiosos da paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Imperatriz. E, sorrindo, faz uma revelação familiar e de bastidor: “Minha mãe tirou meu pai do sacerdócio. Ele estava no seminário para ser padre”. E acrescenta: “Ele que implantou o Cursilho em Imperatriz e o ECVC, encontro de casais. Além do mais, liderou diversos movimentos da igreja católica. Ele era muito amigo do padre Josimo, que foi assassinado em Imperatriz por defender os sem-terra àquela época. Era compadre do Padre Felinto, que é padrinho de batismo do meu irmão mais velho, Fabiano. Também foi muito amigo do Bispo Dom Afonso Felipe Gregori, dos padres Lourenço, Toinho, etc. Meu pai conseguiu alinhar bem a caminhada espiritual, com grande formação dentro da igreja católica, com as questões profissional,  política e familiar, e conseguiu manter uma linha ética. E isto é muito difícil nesse mundo que a gente vive hoje. Ele foi muito ético”, afirmou.

Candidaturas
Dr. Daniel Fiim declarou que é político até pelo cargo que exerce e pelas suas ações na área da saúde na região tocantina. Em 2018, ele foi candidato a deputado federal e revelou que obteve 22.400 votos. Foi candidato a prefeito de Imperatriz na última eleição e informou que teve cerca de 10 mil votos. 

“A questão política é natural, especialmente pela minha história, mas vai depender do que o município de Imperatriz e o estado do Maranhão querem de mim como homem público. Estou aqui para servir, mas ainda não é hora de discutir essa situação. O momento é de muito trabalho para o fortalecimento e melhoria da saúde pública no município. Por enquanto tenho que fazer meu trabalho como profissional. Esta é minha preocupação no momento. A questão política depende de toda uma conjuntura no momento adequado”.  Revelou que está analisando propostas e na hora certa tomará sua decisão “sobre futura participação nas próximas eleições”.

Homem realizado
O ortopedista Daniel Fiim afirmou que se sente um homem realizado por tudo que fez e faz em Imperatriz e região. “Com certeza. Muitas coisas ainda estão para serem conquistadas e para avançar. Conquistei o que tenho com garra, determinação e muita luta,  tenho uma família maravilhosa e só agradeço a Deus por isso”, frisou.

Casamento
Em 2007, em uma boate que ficava em frente à Praça da Cultura, em Imperatriz, dois jovens se conheceram, se apaixonaram e se casaram com as bênçãos de Deus. A esposa se chama Bárbara Rodrigues, também é natural de Imperatriz, é enfermeira, formada pela Facimp de Imperatriz e especializada em UTI pelo Hospital Albert Einstein de São Paulo. É estomaterapeuta, especialista em curativos tecnológicos e grandes feridas. O casal tem dois filhos: João Pedro, de 10 anos, e Maria Luiza, de 7 anos.

O futuro
Dr. Daniel Fiim torce para um futuro brilhante para Imperatriz. “Nossa cidade é bem localizada, é cortada por uma importante rodovia, a Belém-Brasília, e conta com um rio maravilhoso, o majestoso Tocantins. Possui terras férteis e um povo trabalhador. Então, tem tudo para crescer, se desenvolver e explodir economicamente”.

Por ser um ortopedista filho de Imperatriz e de família comprometida com a cidade, por lutar por dias melhores para a saúde da nossa cidade, o Dr. Daniel Fiim é o nosso homenageado de hoje no “Projeto Homenagem”.

Agradecimento
Agradeço aqui publicamente ao Dr. Daniel Fiim, a equipe médica coordenada por ele, aos enfermeiros, técnicos e todos que participaram direta ou indiretamente da cirurgia da minha mãe, Iraídes Lima Rodrigues, no Hospital Socorrão.

Ela tem 94 anos, caiu em casa, quebrou o quadril, foi operada, passou pela UTI e na manhã de terça-feira (18) teve alta e está na sua residência no Bairro Juçara se recuperando. 
Deus foi o médico dos médicos, a quem agradecemos a todo instante. E obrigado à equipe médica que participou de todo o processo de recuperação dela, desde quando ela chegou para ser hospitalizada no Socorrão e por lá permaneceu mais de uma semana, até sua alta na terça-feira.

Além do Coordenador Geral, Dr. Daniel Fiim, agradeço aos demais médicos (efetivos) que trabalham no serviço de ortopedia no Hospital Municipal de Imperatriz (Socorrão):

01- Dr. Manoel Almeida
02- Dr. Gustavo Leocádio
03- Dr. Manoel Elias
04- Dr. Elias Holanda
05- Dr. Gustavo Aguiar
06- Dr. Leandro Pessoa
08- Dr. Gilson Campelo
09- Dr. Paulo Roberto
10- Dr. Lourenço Euzébio
11- Dr. Cláudio Pillar
12- Dr. Valmir Martins
13- Dr. José Carlos
14- Dr. Alfredo Flores

Aos amigos agradeço
Os momentos de oração
Minha mãe era o endereço
De tanta manifestação
Agradeço ao Dr. Daniel Fiim
Um gigante pra mim
E a todos do Socorrão.

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