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13/01/2022 às 19h29min - Atualizada em 13/01/2022 às 19h29min

Senador pede rigorosa apuração da chacina de São Félix do Xingu

Da Assessoria
José Gomes com a mulher Márcia e a filha Joane, de 14 anos - Foto: Divulgação
 
O senador Paulo Rocha (PT/PA) pediu apuração urgente ao Ministério da Justiça e à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará sobre a chacina contra uma família de ambientalistas. O triplo assassinato aconteceu em São Félix do Xingu, na última semana. A família de ambientalistas desenvolvia um projeto de criação, defesa e reprodução de quelônios.

A bancada do Partido dos Trabalhadores da Câmara dos Deputados também acompanhará as investigações por meio de uma Comissão Externa.

Os corpos de José Gomes, conhecido como “Zé do Lago”, da mulher dele, Márcia Nunes Lisboa, e da filha Joane, de 14 anos, foram encontrados na zona rural do município, no domingo, 9, mas acredita-se que a chacina possa ter ocorrido na quarta-feira, dia 5.

“Nossa luta é a defesa da vida e contra a impunidade aqui no nosso estado e no Brasil”, indigna-se, Paulo Rocha.

O Setorial Nacional de Direitos Humanos e a Secretaria Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Partido dos Trabalhadores (PT), bem como suas coordenações estaduais do Pará, também se manifestaram por meio de nota pedindo apuração e punição rigorosa a autores e mandantes dessas graves violações.

Repúdio

Os corpos do trabalhador rural e da filha foram encontrados do lado de fora da casa onde moravam. No local das mortes, diversas cápsulas de bala. O corpo de Márcia, a esposa, foi encontrado boiando no Rio Xingu. Os corpos encontrados já se encontravam em decomposição. Um filho do casal e a Polícia Civil localizaram a família morta, na segunda-feira, 10.

“Nós repudiamos esse crime brutal, manifestamos nossa solidariedade à família e amigos e estamos empenhados em cobrar a apuração desse massacre que atinge a todos os que defendem o meio ambiente, a vida e aos direitos humanos”, lamenta o senador.

Até o momento ainda não existem informações se “Zé do Lago” sofria algum tipo de ameaça por conta de seu trabalho de guardião da floresta e de preservação de animais. Além de proibir a caça na área em que vivia, todo ano ele devolvia para o rio Xingu 4 mil filhotes de tartarugas, que protegia da rapinagem até os animais terem condições de voltar para o seu habitat natural. E isto ele fazia sem apoio de qualquer instituição pública ou organização não governamental.

“Essa barbárie, que resultou na morte de Zé do Lago e sua família, prova que parte da nossa sociedade ainda é muito primitiva, não consegue respeitar todas as formas de vida e de diferenças. Estamos chocados pela desfaçatez dos autores e mandantes e vamos acompanhar o desenrolar da elucidação desse crime contra pessoas que tombaram pela nobre atividade de defender a vida, o meio ambiente”, concluiu o senador.

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