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25/09/2020 às 00h00min - Atualizada em 25/09/2020 às 00h00min

Franciscano abre mão de disputar as eleições

Willian Marinho
Franciscano não é mais pré-candidato a vice de Assis Ramos - Foto: Divulgação
O empresário, produtor rural e ex-prefeito Francisco Santos Soares, o Franciscano, anunciou ontem que não disputará as eleições como candidato a vice-prefeito na reeleição do prefeito Assis Ramos. Indicado pelo seu partido, o MDB, para ser companheiro de chapa do candidato do DEM, Franciscano informou que embora esteja com advogados ajuizando recursos contra decisão que o tornou inelegível solidário, não poderia prejudicar um eventual segundo mandato do atual prefeito, caso a decisão da justiça não acatasse as ações e depois a chapa ser cassada.

“Não tenho este direito, seria muita irresponsabilidade da minha parte prejudicar todo um processo político por teimosia ou vaidades. Preferi recuar com antecedência para que fosse indicado outro nome”, disse ele.

Mesmo com Franciscano abrindo mão, o MDB manteve a indicação de um nome do partido, com a escolha recaindo ao meio dia de ontem ao pré-candidato a vereador e ex-secretário de Regularização Fundiária, Alcemir Costa, que a partir de hoje será o novo companheiro de chapa de Assis Ramos. 

Franciscano assegurou que vai permanecer junto com o MDB apoiando a reeleição do atual prefeito.

Solidário
A condenação que tornou Franciscano inelegível foi por conta da utilização do restante do valor de um convênio assinado com a então prefeita Sônia Santos no valor de 95 mil reais para a construção de 160 kits sanitários e ele, ao assumir o mandato em 2001, sucedendo Sônia Santos, encontrou 45 mil reais do convênio e decidiu concluir os 50 por cento, pediu autorização da Funasa e recebeu o ok para a execução. Fez  os 83 kits, a Funasa comprovou, mas na prestação de contas da gestão anterior foi reprovado por não terem sidos feitos, e com isso, acabou de forma solidária sendo envolvido na ação embora a prestação de contas dos 50 por cento do convênio executado em seu mandato tenha sido aprovada, mas o TCU entende que não há divisão em convênios. Ou é todo ou nada.

“Político novo e com vontade de trabalhar para recuperar o tempo de governo desastroso no município continuei os serviços, minha prestação da metade do convênio foi aprovada pela Funasa, só que a outra metade da gestão da Sônia Santos não foi aprovada e caiu sobre minha cabeça o fato dela não ter usado os 50 por cento de forma correta. Se fosse hoje, com mais experiência, devolveria o dinheiro e caberia a ela sozinha responder por todo o convênio. O pior é que a Funasa autorizou a cumprir o restante do convênio e que fiz e ela atestou, não desviei ou usei de forma errada”, enfatizou ele.

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