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02/01/2022 às 00h00min - Atualizada em 02/01/2022 às 00h00min

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Da Redação
GB Edições

Feminismos

Embora a origem do feminismo muitas vezes se restrinja à narrativa de "ondas", protagonizadas por um grupo restrito de mulheres, o movimento foi e continua a ser global. Amparada por uma sólida pesquisa, a historiadora Lucy Delap parte de oito grandes temas – sonhos, ideias, espaços, objetos, visuais, sentimentos, ações e canções – para examinar as diferentes formas pelas quais mulheres se mobilizaram pela igualdade de gênero ao redor do mundo. Abrangendo uma gama ampla de revoluções, religiões, impérios e lutas anticoloniais, “Feminismos” esmiúça as complexidades do movimento, sem deixar de lado o paradoxo central de que as feministas também praticaram as próprias exclusões, ouvindo determinadas vozes e silenciando outras. Ao jogar luz sobre esses episódios e figuras, Delap mostra ao leitor como conhecer o passado pode ajudar a direcionar o futuro desta luta. Com 336 páginas o livro é da Editora Companhia das Letras.
 

O Eu Soberano

Depois de vinte anos, os movimentos de emancipação parecem ter mudado de direção. Já não se perguntam como transformar o mundo para que ele seja melhor, mas dedicam-se a proteger as populações daquilo que as ameaça: desigualdades crescentes, invisibilidade social, miséria moral. As pessoas exibem seus sofrimentos, denunciam as ofensas, dão livre curso a seus afetos, como marcadores identitários que exprimem um desejo de visibilidade. Em contraponto, consolida-se outra maneira de submeter-se à mecânica identitária: o isolamento. Essa é a tese de Elisabeth Roudinesco em “O Eu Soberano”, livro provocador em que a autora se pergunta: o que fez com que os engajamentos emancipadores de outrora, notadamente as lutas anticoloniais e feministas, se fechassem de tal forma sobre si mesmas? À luz de Freud e Lacan, das obras de Sartre, Simone de Beauvoir, Aimé Césaire, Fanon, Judith Butler, Foucault e Derrida, Roudinesco tece os fios que unem os debates acerca de identidade, gênero, raça, interseccionalidade, pós-colonialismo, nacionalismo, República, extremismo e religião, buscando identificar o significado das mudanças contemporâneas na relação com a alteridade. Com 304 páginas é da Editora Zahar.
 

A Rolha de Cristal – Edição de Luxo

Convencido a participar de um roubo à casa do deputado Daubrecq, Arsène Lupin é lançado numa teia de eventos sombrios quando as coisas não saem como esperado: seus cúmplices são presos e condenados à guilhotina, a misteriosa rolha de cristal que foi parar em suas mãos some e ele parece ter perdido a capacidade de estar à frente dos acontecimentos. Romance surpreendente e singular entre as histórias do “Ladrão de Casaca”, “A Rolha de Cristal” apresenta um Lupin mais humano e falível, à mercê da astúcia de um rival maquiavélico. Sexto volume da série original escrita por Maurice Leblanc, este é o quinto livro de Lupin a ser publicado no selo Clássicos Zahar. A obra tem 336 páginas.
 

Modernismos 1922 - 2022

Neste volume, organizado por Gênese Andrade e com ensaios inéditos de José Miguel Wisnik, Lilia Moritz Schwarcz, Walnice Nogueira Galvão, Regina Teixeira de Barros e outros vinte e cinco pesquisadores, é instigante perceber como temas e questões que envolvem a Semana de 22 não se esgotam. Revisitar aqueles dias de fevereiro de 1922 envolve avanços e recuos, novas perguntas e respostas em aberto numa reflexão centenária que gira em torno de antecedentes e desdobramentos, sobre os quais não há consenso. Do diálogo com o pensamento feminista, que ecoa nas herdeiras da Antropofagia que marcam a literatura e a música contemporânea, à representação e representatividade do negro na produção artística do período; das reflexões sobre a força do design gráfico de livros e revistas de vanguarda à controversa relação de Tarsila do Amaral com a moda parisiense; das relações dos modernistas com a política à apropriação da temática indígena em algumas de suas principais obras. Os textos reunidos neste livro têm como objetivo trazer para o debate as manifestações e as obras artísticas modernistas, reconhecendo suas virtudes e controvérsias, as relações com seu contexto político, social e cultural de produção e recepção, com o mesmo vigor que moveu seus protagonistas. O livro tem 896 páginas e é da Editora Companhia das Letras.
 

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