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16/12/2021 às 20h19min - Atualizada em 16/12/2021 às 20h19min

Polícia Civil ‘caça’ golpistas do WhatsApp nos estados do Tocantins, Goiás e Maranhão

Bandidos podem ter arrecadado mais de R$ 4 milhões com os golpes

Da Assessoria
Cartões bancários e demais mídias eletrônicas apreendidas - Foto: Dicom/SSP-TO
 
A Polícia Civil deflagrou uma operação nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (16) com o objetivo de desarticular uma associação criminosa que se especializou em aplicar golpes com a utilização do WhattsApp.

Batizada de ‘Male Habitu’, a operação ocorreu em Palmas (TO), Porto Nacional (TO), Araguatins (TO), Augustinópolis (TO), Goiânia (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Imperatriz (MA) e Timon (MA). 36 pessoas estão sendo investigadas.

Conforme o delegado Lucas Brito Santana, os policiais civis cumpriram 17 mandados de busca e apreensão em locais previamente identificados como possíveis residências de alguns dos investigados no decorrer da operação.

Foram apreendidos computadores, aparelhos celulares, cartões de crédito de bancos digitais, máquinas de passar cartão, HDs, além de outras mídias que estavam em alguns dos domicílios.

O crime

De acordo com a autoridade policial, trata-se, essencialmente, do crime de estelionato, na modalidade fraude eletrônica, na qual o golpista finge ser algum familiar ou amigo através do aplicativo, passa a enviar mensagens e solicitar valores.

“Essa operação visa, sobretudo, combater o chamado golpe do WhatsApp, em que o autor se passa por um parente ou amigo e solicita valores às vítimas, as quais, induzidas a erro, acabam por transferir tais quantias, incorrendo em severos prejuízos financeiros. Após a transferência, os proveitos ilícitos são imediatamente pulverizados, por meio de novas transferências, saques, pagamento de boletos falsos e outras transações. Vale ressaltar que essa prática criminosa ainda continua fazendo muitas vítimas no Tocantins e no Brasil”, ressalta o delegado.

Lucro milionário

O delegado Lucas afirma que os lucros auferidos pelos golpistas são estimados em mais de R$ 4 milhões.

“Uma soma muita expressiva que pode ter sido amealhada pelos indivíduos, sendo que, até o momento, 36 pessoas estão sendo investigadas. A associação também possui uma divisão de tarefas, sendo que alguns integrantes ficam responsáveis por identificar possíveis vítimas e outros indivíduos participavam do esquema criminoso cedendo suas contas para onde o dinheiro das fraudes eletrônicas era depositado e depois repartido entre os autores”, disse o delegado.

As investigações serão aprofundadas para que a Polícia Civil possa detalhar as condutas criminosas e identificar a conduta de outros autores envolvidos nas práticas dos golpes.

A operação ‘Male Habitu’ recebeu esse nome em alusão ao termo de origem latina e significa ‘mal disfarçado’.

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