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13/12/2021 às 21h52min - Atualizada em 13/12/2021 às 21h52min

SESI e SENAI formam primeira turma do Novo Ensino Médio no Maranhão

Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
Protagonistas de uma experiência pioneira, 40 estudantes concluem Novo Ensino Médio e recebem certificado de conclusão e diploma de Técnico em Eletrotécnica - Fotos: Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
Com trajetória de sucesso, mesmo em meio a pandemia de Covid-19, que levou à suspensão das aulas e elevou a taxa de desemprego entre os jovens, estudantes do Serviço Social da Indústria (SESI/MA), conseguiram conquistar vagas no mercado de trabalho e serem aprovados em vestibulares tradicionais. Esses jovens são protagonistas de uma experiência pioneira no país, de implantação do Novo Ensino Médio, que associa o ensino regular à formação técnica e profissional realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/MA).
Enquanto as escolas públicas e privadas têm até 2022 para implementar o Novo Ensino Médio, SESI e SENAI Maranhão saem na frente e se tornam pioneiros no estado ao implementar a nova forma de ensino, que contribui para o autoconhecimento e o protagonismo na construção de um projeto de vida e de carreira, conforme alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Os alunos estudaram gratuitamente e vieram de escolas públicas.

HISTÓRIAS DE SUCESSO- Na solenidade de entrega dos certificados de conclusão e diploma técnico em Eletrotécnica, realizada na tarde da sexta-feira (10), 40 estudantes garantem os próximos passos na carreira. É o caso do Ruanderson das Chagas, que começa a dar os primeiros passos na carreira acadêmica. O jovem foi aprovado em dois vestibulares para medicina no Pará e Tocantins.
“Todos esse anos me preparei para prestar vestibular pra medicina, e sem dúvidas o SESI contribui para esse resultado”, conta Ruanderson das Chagas.
Para o também concluinte Alessandro Guerreiro, a formação recebida é garantia de sucesso no futuro. “ Antes da conclusão, já conseguir emprego e agora aguardo resultado do Enem. Vou seguir carreira acadêmica e continuar trabalhando”.

SOBRE O NOVO ENSINO MÉDIO – Chamado de Novo Ensino Médio, a nova forma de ensino pretende aproximar os conhecimentos aprendidos em sala com a realidade dos estudantes e permitir que eles escolham áreas de estudo com as quais tenham mais afinidade. Para isso, a formação tem uma parte do currículo comum e outra direcionada a uma área técnica, escolhida pelo aluno, com ênfase em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico.
“Por mais de um século, tivemos um mesmo modelo de ensino, que não acompanhou as mudanças tecnológicas e as necessidades do mercado de trabalho e da indústria. O Novo Ensino Médio é a revolução desse modelo, possibilitando aos jovens experimentarem e construírem planos para o futuro profissional”, afirmou o superintendente do SESI-MA, Diogo Lima.

CURSO TÉCNICO X EMPREGABILIDADE – O curso na área de Eletrotécnica foi escolhido para as primeiras turmas após pesquisa nacional de avaliação de demanda nacional por profissionais na indústria. Por atuar em diferentes segmentos com manutenção, projeto e execução elétrica e eletrônica, o técnico em eletrotécnica é um dos mais requisitados.
Além disso, o itinerário formativo técnico profissional pode contemplar o estágio e a aprendizagem, que auxiliam o jovem no ingresso no mercado de trabalho e na geração de renda – um dos principais fatores para a evasão nessa etapa escolar.
Para se ter uma ideia nos países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 48% dos estudantes do ensino médio fazem educação profissional; no Brasil, índice não chega a 10%. A formação se faz ainda mais necessária tendo em vista que 44,2% dos brasileiros de 14 a 17 anos e 31,4% dos de 18 a 24 anos de idade estão desempregados e em busca de trabalho.
“Precisamos mudar essa realidade para que as pessoas do nosso país passem a enxergar o curso técnico como uma oportunidade inclusive de ingresso em curso superior. No Brasil, ainda lutamos contra o preconceito da carreira técnica e nós sabemos que esse tipo de formação prepara aluno para os desafios da atualidade, contribui para a empregabilidade, inovação das empresas e a economia do país”, pontua o diretor regional do SENAI, Raimundo Arruda. 

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