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09/12/2021 às 19h40min - Atualizada em 09/12/2021 às 19h40min

A decisão do Banco Central, por um sétimo aumento expressivo da Selic, aumenta o custo do financiamento, desestimula a economia e inibe o crescimento econômico

Agência de Notícias da Indústria
Presidente da CNI, Robson Braga de Andrade - Foto: Miguel Ângelo/CNI
 
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera equivocada a decisão do  Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, por um novo aumento da taxa básica de juros, Selic, em 1,5 ponto percentual. 

De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, os últimos dois trimestres de retração do Produto Interno Bruto (PIB) deixaram evidente o quadro adverso da atividade econômica. Além disso, efeitos defasados do aumento da Selic devem contribuir, nos próximos meses, para desestimular ainda mais o consumo e, por consequência, desacelerar a inflação. 

“Dessa forma, um aumento menos intenso da Selic, em conjunto com as elevações anteriores, já seria mais que suficiente para levar a inflação até a meta, sem que o Banco Central aumentasse a probabilidade de recessão”, avalia Robson Andrade. 

Em razão desse cenário, a CNI entende que as restrições nas condições de crédito para consumidores e empresas poderiam ter seu ritmo reduzido. A decisão do Banco Central por um sétimo aumento expressivo da Selic vai de encontro a essa necessidade, aumentando o custo do financiamento e desestimulando a demanda, justamente em um momento em que muitas empresas ainda estão se recuperando. 

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