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03/12/2021 às 21h28min - Atualizada em 03/12/2021 às 21h28min

APENAS COMEÇANDO

Phelippe Duarte
Numa dessas semanas frias onde você procura escrever sobre nada e ler sobre tudo, muita coisa parece voltar ao começo, mesmo que timidamente. De forma inóspita (não) vemos o vírus novamente saltar de pessoa em pessoa, como se ainda fosse uma novidade. Falam de novas variantes, nomes gregos para definir a mesma, e no final tudo o que importa é que devemos continuar em frente. Ir em frente, sem esquecer o ponto de partida de toda essa problemática sanitária mundial, para que os mesmos erros, não se repitam covardemente sobre o planeta.  As variantes do Covid tem o nome adotado baseado nas 24 letras do alfabeto grego, que se inicia com Alfa e finaliza em Ômega. Coitado dos gregos. O alfabeto deles está infestado de covid, e a OMS, que preserva situações de preconceitos, adota um dos alfabetos mais antigos do planeta para denominar uma desgraça que parece não ter fim. Vamos entrar, em março de 2022 em 02 anos da existência do covid conosco. De 2020 pra cá, muitas teorias foram surgindo, explicações científicas vazias porém norteadas de esperança, fakes news fortemente armadas de insanidade mental, discurso presidencial pautado em nada com nada e que continuam, em nada com nada.
 
Acredito que a maior variante nessa jornada incansável contra o vírus, seja a mentalidade das pessoas. Independente do avanço da vacina, muitas pessoas acham que a vacina cura. A vacina não cura, ela evita piora de quadro clínico e protege o sistema imunológico e ponto. O desleixo que se vê é nítido. Mas não podemos nos culpar, pois ainda estamos no início da batalha contra um inimigo que não tem data para ir embora. Não sabemos exatamente o que ele pode fazer mesmo tendo feito tanto estrago, tanta matança sem motivo algum. A cada dia que passa desde março de 2020, sinto que somos tão pequenos... o controle que achamos ser nosso, o domínio de nossas vidas, o simples caminhar ao ar livre, beijar pessoas, abraçar, tocar… nada está controlado. O que parecia estar novamente tomando eixos, começa a definhar aos poucos, se percebemos. Mas o momento é outro. Se não temos o controle de nada, e agora sabemos que nem sempre estaremos no controle, é que ao menos, podemos contar com nossa pequenez em salvar vidas, mediante a vacinação. O Covid nos ensinou que hoje é o dia que temos para viver e o amanhã, sempre será uma dúvida, o amanhã que eu falo, é o travestido de segundos, milésimos, pois não coloco o nascer do Sol nessa dividida, porque o nascer do Sol é a única esperança que temos para entender que Deus está vendo nossas lutas, é que um novo dia começa para que diante as tragédias ou alegrias, devemos ter fé, custe o que custar. Enquanto a variante das informações errôneas atinge metade da população mundial, os poucos conscientes devem proteger os seus familiares a qualquer custo. Vivamos a vida! Vamos em frente! Essa tempestade que está voltando, virá agora como chuviscos de verão, é nós conseguiremos passar por isso, sem chorar. Continuemos nos cuidando, o mundo novo começa agora, e estamos apenas começando. Nos agarremos ao que dizia o sábio grego Aristóteles: Sai do meu alfabeto Covid de merda! Sai da nossa vida!

Phelippe Duarte

Administrador e Publicitário
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