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18/11/2021 às 21h33min - Atualizada em 18/11/2021 às 21h33min

Cadeirante aguarda 2 anos por procedimento hospitalar e perde atendimento após voo ser cancelado em Araguaína

Passaredo não teria comunicado os passageiros sobre o cancelamento

Assessoria
Jenária Barbosa tinha procedimento agendadi no Sarah Kubistcheck - Foto: Divulgação
 
Atraso de um voo no Aeroporto de Araguaína causou vários transtornos a passageiros e prejudicou uma cadeirante que tinha uma internação agendada para a realização de uma cirurgia no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. O caso aconteceu na tarde desta quarta-feira (17/11).

O voo da empresa Passaredo Linhas Aéreas estava agendado para as 15h, no entanto, o avião não apareceu e nenhum responsável pela empresa esteve no local para dar satisfação aos passageiros.

“Ninguém veio avisar se cancelaram ou porque atrasaram. Não tem ninguém no box de atendimento da empresa para nos auxiliar e nos dar suporte. Muitas pessoas vieram de outras cidades e também estão sendo prejudicadas assim como eu”, disse Jenária Barbosa.

Jenária Barbosa, 32 anos é cadeirante e há dois anos tentava agendar no Sarah o procedimento urodinâmica, que é um tipo de exame que permite um amplo estudo da bexiga e de suas funções, em relação ao armazenamento e eliminação de urina. O procedimento dará seguimento para a cirurgia de toxina botulinica (a toxina age na bexiga, relaxando os seus músculos; ao fazer isso, ela evita as contrações involuntárias que causam a incontinência urinária).

“Fiz o procedimento em 2018 e com a pandemia cancelaram os atendimentos presenciais e só agora marcaram o exame e eu tinha internação nesta quinta-feira. Esse procedimento eu faço para minha bexiga crescer porque é pequena, quem tem lesão medular precisa desse tratamento para ter uma vida melhor, ter condições até de trabalhar.Eu tinha passado pela avaliação da anestesista, teste do covid.Agora não faço ideia de quando vão remarcar, porque pelo Sus é complicado”, afirmou.

Jenária trabalha como telefonista no Hospital Dom Orione e não terá como apresentar o atestado médico da falta. “Fui prejudicada também no trabalho. Não vou ter como apresentar justificativa da minha falta”, desabafou.

Outras pessoas que foram pegar o mesmo voo ficaram sem resposta. Edualdino da Conceição que mora em Campinas, São Paulo, veio para Carmolândia no Tocantins passar as férias com a família e retornaria para casa fazendo conexão com o voo em Brasília. “Gastei quase R$ 5 mil em passagens e não tenho nenhuma explicação. A de Brasília já foi perdida, não te como recuperar mais. Estamos perdidos aqui ao vento, e não tem nenhum funcionário para nos realocar, para dar uma ideia sobre o que vamos fazer. Não sabemos o dia que vamos voltar pra casa. O que eu faço?”, questionou.

Um responsável pela administração do aeroporto apareceu no local, e informou que a Passaredo avisou por um ofício que não teria voo nesta quarta-feira (17/11), mas não era de responsabilidade deles entrar em contato com os passageiros da empresa.

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