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16/11/2021 às 17h13min - Atualizada em 16/11/2021 às 17h13min

MPMA participa de audiência pública em Imperatriz sobre terreiros de religiões africanas

Iane Carolina - MPMA
CCOM
Audiência foi relacionada ao Dia Nacional da Umbanda e à Semana da Consciência Negra - Foto: CCOM-MPM
 
O Ministério Público do Maranhão participou na última quinta-feira, 11, de uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Imperatriz. A sessão foi solicitada pela Associação de Terreiros de Cultura e Religião de Matriz Africana (Astercma) e contou com a participação da promotora de justiça criminal em Imperatriz, Samires Mercês, que é coordenadora do Núcleo de Promoção da Diversidade do MPMA.

A audiência pública teve como pauta discutir reivindicações dos povos de terreiros da Região Tocantina, fazendo menção ao Dia Nacional da Umbanda e à Semana da Consciência Negra.

A coordenadora do Núcleo de Promoção da Diversidade do MPMA, Samira Mercês, abordou diversos assuntos, com discriminação indireta, que atinge questões como mercado de trabalho. A promotora de justiça destacou, ainda, que estatísticas mostram os problemas pelos quais passam as pessoas negras, que têm maior dificuldade em conseguir moradia, escolaridade, ensino superior, emprego formalizado e que aparecem em maior número nas estatísticas de morte, violência e atuação letal da polícia.

“Nós sabemos que é difícil as pessoas de religiões de matrizes afro usarem suas vestes e circularem dentro das cidades, pegar um transporte, etc. Porque os olhares, as falas são sempre dirigidas de forma pejorativa e muitas vezes ultrapassam as agressões verbais, se tornam violência física. Em 2021 tivemos muitas denúncias de terreiros que foram violados e este espaço é muito importante para ouvir as pessoas de religião de matrizes africanas como tentativa de discutir essa intolerância”, ressaltou a promotora de justiça.

O diretor cultural da Astercma, Região Tocantina, destacou vários pontos abordados na audiência pública, como a legalização dos terreiros de candomblé e a intolerância religiosa. “Nós precisamos acabar com a intolerância religiosa, o preconceito em relação aos povos de matriz africana e queremos discutir a necessidade de criação de uma secretaria de igualdade e reparação social no município para defender a diversidade social em âmbito local”.

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