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03/11/2021 às 19h42min - Atualizada em 03/11/2021 às 19h42min

PM acusado de matar médico em Imperatriz é transferido para presídio militar em São Luís

Soldado Adonias Sadda foi indiciado pela morte do médico Bruno Calaça

Dema de Oliveira
Adonias Sadda é acusado de ter disparado o tiro que matou o médico Bruno Calaça - Foto: Arquivo/O PROGRESSO
 
O soldado da Polícia Militar, Adonias Sadda, foi transferido para um presídio militar no Comando Geral da PM, em São Luís. Até então, o policial estava preso no quartel do 3º Batalhão da Polícia Militar, em Imperatriz. 

Adonias foi indiciado pelo assassinato do médico Bruno Calaça no último dia 26 de julho, dentro de uma boate também Imperatriz, após imagens de câmera de segurança flagrarem o momento em que ele atira a queima roupa contra o médico, durante uma discussão.

Além da morte de Bruno, Adonias Sadda responde a um processo onde é acusado de atropelar e matar Hiego Santos, de quatro anos, em Imperatriz. O caso aconteceu há seis anos e continua em tramitação na justiça.

“Com essa outra situação que aconteceu sobre esse caso, do Bruno, eu acredito que agora vá para frente. Porque até então, a gente mesmo, só estava na expectativa”, desabafou Alayne Santos, mãe da criança.

Esta também não é a primeira vez também que Adonias Sadda responde por processos internos de investigação da PM do Maranhão. Há cinco anos, ele foi absolvido de um caso de abuso de autoridade, após ter sido acusado de dar um soco em uma advogada durante uma abordagem policial.

Segundo a denúncia, Adonias Sadda deu um forte soco na vítima que era passageira de um veículo que estaria fazendo manobras perigosas. A vítima que não quis não se identificar, afirmou que se apresentou à polícia e que o PM foi truculento e, após questionar a apreensão do veículo, foi agredida.

“Ele foi muito grosso, muito ignorante. Eu falei ‘você vai me agredir’, quando eu cheguei perto dele falando isso, ele me agrediu. Ele me deu um soco no lado esquerdo do rosto, na mandíbula, e imediatamente eu comecei a chorar e fiquei nervosa”, disse a mulher.

Além de Adonias Sadda, também responde pela morte de Bruno Calaça, o bacharel em Direito, Ricardo Barbalho. Nas imagens que registraram a ação, Ricardo aparece junto com o PM. Ele foi preso duas vezes, mas já está novamente em liberdade. 
 

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