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10/10/2021 às 09h47min - Atualizada em 10/10/2021 às 09h47min

“Bandeira 2” fez sucesso no início dos anos 70

De autoria de Dias Gomes e direção de Daniel Filho e Walter Campos, “Bandeira 2” foi exibida pela Rede Globo, no horário das 22 horas, de 28 de outubro de 1971 a 15 de julho de 1972, totalizando 179 capítulos.

Da Redação
GB Edições
Paulo Gracindo interpretou o bicheiro Tucão e Milton Moraes, o seu fiel escudeiro Quidoca, em “Bandeira 2”, sucesso global do início dos anos 70 - Foto: Arquivo GB Imagem
 
A rivalidade pelo controle do jogo do bicho no subúrbio carioca de Ramos foi o tema principal da novela “Bandeira 2”. A trama contava a história de Artur do Amor Divino, o Tucão (Paulo Gracindo), e Jovelino Sabonete (Felipe Carone), inimigos declarados, que foram surpreendidos pelo romance entre seus filhos, Thaís (Elizângela) e Márcio (Stephan Nercessian). Os dois bicheiros disputavam ainda o amor da taxista Noeli (Marília Pêra), porta-bandeira da escola de samba do bairro. Com ideias feministas, Noeli enfrentou preconceito por ser desquitada. No final da novela, Tucão é assassinado. A cena do enterro foi ao ar no último capítulo. Quidoca (Milton Moraes), o braço direito do bicheiro, ajudou a carregar o caixão, vestido exatamente como Tucão e assumindo o papel de seu herdeiro.

Todas as escolas de samba do Rio de Janeiro se candidataram para participar da novela. A escolhida foi a Imperatriz Leopoldinense, na época apenas uma pequena escola sediada em Ramos, onde se passava a trama. Paulo Gracindo foi a primeira escolha do autor Dias Gomes para dar vida à Tucão, embora a direção quisesse o ator Sérgio Cardoso para o papel.

O bicheiro Tucão teve imensa aceitação popular, inclusive entre os contraventores do jogo do bicho. Mas, o sucesso não impediu que a Censura Federal exigisse a morte do personagem, sob o argumento de que o bem deveria triunfar sobre o mal.

A trilha sonora original de “Bandeira 2” incluía “Martim Cererê”, o samba-enredo composto por Zé Catimba e Gibi, da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, para o carnaval de 1972. Zé Catimba foi interpretado na novela por Grande Otelo. No disco, o samba foi gravado pelo próprio Zé Catimba, junto com a banda Brasil Ritmo.

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