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14/09/2021 às 13h16min - Atualizada em 14/09/2021 às 13h16min

A gestante e a direção

Da Redação
GB Edições
Imagem Ilustrativa: Internet
  
A gestação é uma fase muito especial na vida da mulher. E esta fase maravilhosa também vem acompanhada de cuidados especiais. Por exemplo, até que mês da gravidez a mulher deveria dirigir veículos?

A questão não está prevista no Código de Trânsito Brasileiro e vale analisar as condições individuais de cada gestante e sua rotina diária.

Há quem garanta que as mulheres grávidas têm mais chances de se envolverem em acidentes graves de trânsito e isto se intensifica após o quarto mês de gestação. O motivo seria os fenômenos característicos da gravidez, tais como náuseas, cansaço e ansiedade etc.

No entanto, há quem discorde disso, já que a gravidez produz tais sintomas, mas as sensações variam entre as mulheres grávidas. Assim, a conclusão é que a decisão cabe à gestante, que deve sentir-se segura e confortável para fazê-lo. A partir do momento que isso se torna um problema, ela deve parar.

Independente do perfil da gestante há cuidados essenciais a todas elas. A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) reuniu em uma cartilha orientações para o transporte de crianças e gestantes. Baseados nessa cartilha,seguem aqui algumas recomendações.

O cinto de três pontos é o ideal para a grávida, que deve ajustá-lo de maneira confortável e deixar uma distância mínima de 15 centímetros entre o volante e a barriga. Evitar jejum, calor ou frio excessivos, e longas distâncias são outras recomendações importantes, assim como cuidar das medicações ingeridas.

Além do enjoo, náusea e distração, a intensidade de emoções também traz desdobramentos à condução de veículos. Esta fragilidade, contudo, não é exclusividade das gestantes. Estudos apontam que dirigir em estado emocional alterado aumenta em quase dez vezes os riscos de colisões. Para se ter ideia, este número dobra ao associar o celular à direção. Dentre as emoções listadas pelos pesquisadores como as de mais risco estão a raiva, a agitação e a tristeza.

As causas de acidentes de trânsito podem ser remotas ou imediatas. As primeiras envolvem o caráter e a formação do condutor, além da manutenção do veículo. No segundo caso, estão a via, a sinalização e a ansiedade aguda, sobretudo no que se refere à paciência. Vale lembrar que a ansiedade pode estar relacionada a momentos alegres da vida. Por exemplo, é comum estar ansioso nas horas que antecedem uma grande viagem ou um encontro amoroso. Tal estado de ansiedade pode alterar os reflexos e comprometer o raciocínio lógico.

Uma gestação enquadra-se perfeitamente nessa lista de possibilidades, daí o bom senso deve falar mais alto. E sempre sob a orientação do médico obstetra que acompanha a gravidez e a gestante. 
 

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