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12/09/2020 às 00h00min - Atualizada em 12/09/2020 às 00h00min

O Covid gosta é de bar

Phelippe Duarte

Phelippe Duarte
O que é realmente de responsabilidade de uma fiscalização baseada em um decreto? Que vigie e oriente a todos os segmentos comerciais correto? Errado. Em Imperatriz, a fiscalização contra o Covid -19 tem uma nova China: os empresários da noite. Para a fiscalização do decreto, a China se instalou na cidade em forma de bares. Os jornais televisivos, adoram bater em uma empresa da noitada. Adoram repetir dia após dia, que os bares não ajudam em nada contra a doença. Enquanto isso, as câmeras e os microfones, assim como a caneta da fiscalização, não frequentam a praia. Se frequentassem a praia… o decreto só vale a noite. Praias aglomeradas. E o que dizer das reuniões políticas e convenções de homologação de candidatura? Será que a fiscalização teria coragem de interditar uma convenção? Onde imagens mostram um pré-candidato a vice-prefeito sendo carregado nos braços por várias pessoas sem máscara? Imagens mostraram, ainda, centenas de pessoas sem máscara? Um empresário de um bar interditado, disse que o simples fato de seu cliente devidamente afastado de uma mesa a outra, por dois metros, levantar para dançar, mesmo que cercado por disciplinadores, sua casa seria autuada e fechada. A fiscalização seletiva arrumou um culpado para acalmar a pressão do Ministério Público. Cegam para convenções e reuniões políticas em bairros, onde não se vê o mínimo de cuidados. Cegam ao ver as praias lotadas. O que o empresário da noite pode fazer?  É rezar. Somente rezar. Enquanto não tiver vacina, a culpa do Covid-19 se espalhar em Imperatriz são dos bares, de acordo com os decretos de lei. O cidadão na praia ao lado de 300 pessoas, não pega Covid-19. A fiscalização descobriu que o Rio Tocantins, produz uma proteção contra vírus de todos os tipos, inventada por Frei Manoel Procópio, e descoberta somente agora. A fiscalização descobriu que na inauguração de um supermercado, e isso no auge da pandemia na cidade, quando tudo parecia um deserto, que este supermercado tinha uma po$ão mágica e seus clientes ficavam imunes ao Covid-19, durante as compras. A fiscalização também soube, e de um jeito astuto, que nas convenções partidárias e reuniões políticas em bairros, o candidato usando uma promessa, o Covid-19 não acreditaria e sairia correndo de imediato do local. Sim, os bares não gostam dessas proteções. Lá o Covid-19 é o rei da noite. Vai pra balada porque não gosta de reunião política. Vai pra balada, porque na praia, o Sol é quente demais. O Covid-19 não vai ao supermercado em dia de inauguração, é gente demais... incomoda ele. Portanto, amigos, agora entendemos a fiscalização em Imperatriz. E nós aplaudimos de pé, pois se não fossem os decretos em cima dos bares, Imperatriz teria hoje 200 mil mortos. Obrigado fiscalização! 

E no meio de toda essa confusão que não acaba, o feriado da independência do Brasil ainda inventou a cura real para o vírus! Todos se divertiram no Rio Tocantins, uma triste realidade. E durante todo este protesto que não vai valer de nada, a fiscalização surfa no decreto seletivo. Os jornais televisivos no feriado, não levam câmeras a praia nem microfones... é feriado, e uma imagem de arquivo de um bar interditado vale mais do que mil imagens aglomeradas. Vamos ver o que nos espera nestas eleições, nos bairros e ruas de Imperatriz. Mas fiquem tranquilos eleitores: O Covid-19, de acordo com o decreto, estará em um bar bebendo, e não em uma reunião política. E depois que o bar for interditado, também não se preocupem: o Covid-19 estará tão bêbado, que nem mesmo por decreto, irá se levantar.

* Phelippe Duarte  é administrador e publicitário

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