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13/03/2021 às 00h00min - Atualizada em 13/03/2021 às 00h00min

GRATIDÃO PELA VIDA...


Há mais de 30 anos que conheci o José Francisco dos Santos, com a alcunha de Boquinha, na época, aproximadamente, em 1970, fazia parte de um efetivo militar que não passava de oito soldados.

Quem conviveu com ele tem pelo menos a gratidão pela vida que exerceu nesta Imperatriz crescente em tudo; pujança de seu povo, problemas pela falta de um plano diretor, heterogeneidade a qualquer coisa em comparação com outra.

À cidade tudo era proporcional de acordo com o censo do IBGE; só tinha dois partidos politicos (ARENA/MDB); a Câmara de Vereadores era composta de nove representantes, eleitos, sem direito a vencimento e outros bondosos auxílios pessoais.  

A Prefeitura funcionava onde é hoje a Academia Imperatrizense de Letras; o personagem em tela prestava serviços com outro policial, como segurança pública no poder municipal.

Os fuzis que conduzia eram apelidados de “pé de mamão macho” pelo tamanho da arma e peso.

No perímetro urbano todos conheciam além de policial, o amigo Boquinha, sociável e cortês, na prestação das informações pleiteadas. 

Por característica própria, foi um eterno apaixonado pelo esporte amador (futebol), jogava como peladeiro, até ao posto de árbitro nas competições aqui realizadas.

Foi a óbito, por consequência de morbidades que ceifaram sua vida aos 82 anos de idade. Deixando essa grande lacuna no seio esportivo e para a sociedade que lhe acolheu. 

Estamos memorizando este fato, até porque a reminiscência é passageira. Visto que, no sucedido caso do ex-árbitro e policial, ficou despercebido, assim, como uma página esquecida de sua trajetória
.
Uma justa homenagem seria, sim, desfilar pelo centro da cidade, em cima de um carro aberto (in memoriam), aludindo à importância de quem foi em vida – uma vez que seu falecimento persuadiu ausência de bactérias e outros danos epidêmicos. 

Às vezes é tão revoltante a quebra de protocolo de certas situações públicas, que deixa o expectador sem rumo e sem bússola, para localizar pra onde fica o horizonte para se deduzir.

É muito triste!..

Só resta a pedir: Ó Senhor! Abençoa em paz ao seu povo. Dando-lhes saúde e restabelecendo à vontade de viver.

- Final de semana chegou, em casa que não vou ficar... Espera, vai sim!

                                       TCHAU!
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BANDEIRA NETO

BANDEIRA NETO

Nelson BANDEIRA NETO é cronista e funcionário do SESI-Serviço Social da Indústria

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