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01/08/2020 às 10h43min - Atualizada em 01/08/2020 às 10h43min

Nada se cria, tudo se copia

Escarafunchando para encontrar a razão do empreguismo de vocábulo como o (inglês) na língua portuguesa, faz lembrar quando defendi o tema de minha (monografia): A Infiltração do estrangeirismo em nosso idioma.

Parece que o brasileiro já nasceu com o preconceito de não gostar da língua vernácula de nossa origem pela qual aprendemos a articular e movimentar.

Entendemos: que é conduzida por um sistema de diferente formas e significados e de seus entrelaçamentos verbais.

Já o inglês, dos sinais ortográficos, somente o ponto para indicar uma pausa total da frase. Os demais não são obrigatórios.

Cujo tema faz recordar o saudoso “Chacrinha”, que sempre anunciava como bordão no seu programa de televisão “Nada se cria, tudo se copia” ...

E olhe, há um monte de estudantes que se diz dominar o inglês; mas o número é pouquíssimo; embora, na escola, está grade curricular, onde deveria ser o latim de onde veio a origem da língua pátria sonorizada em conto e verso por Olavo Bilac.

Os demais são no decoreba mesmo. Escreve e ler de qualquer jeito. Já o português tem a gramática normativa onde se usa as normas: padrão, não padrão e culta.

Na realidade, a língua portuguesa é muito difícil...Suas regras causam muita confusão...

Visto que no inglês, os verbos não variam tanto ou que a gramática é mais simples. Toda propaganda de chamamento comercial e social as legendas e status, estão lá estampadas nos quadriláteros na terrinha e solo brasileiro...

Fashion> moda; Fast food> comida rápida; Feedback> comentário; Merchandising> negociante; Outdoor> ao ar livre e Workshop> oficina; Webinar> seminário gravado.

Prazerosamente, usam, e muita das vezes não sabem expressar-se por meio da escrita e da pronúncia.

O avanço tecnológico na área da informática, os estudantes com restrição de poucos, estão, ainda, desguarnecidos de conhecimento linguístico e contrapondo ao passando, quando subjetivamente se escrevia um texto com a obrigação de interpretá-lo.

No momento atual deitam e rolam em cima de recursos e/ou atalhos: Ctrl(C) com o Ctrl(V) do PC... colou o assunto determinado, está prontinho o trabalho... não muda nada que nele se contém.

Se os docentes rejeitarem tudo isso, é muito provável que o professor (a) deixe de lecionar porque o contraditório é grande por parte do educando e de seus próprios responsáveis.

(...) Chama-se analfabetismo funcional?

- São aulistas que embora saibam reconhecer letras e números, são incapazes de compreender textos simples, bem como realizar operações matemáticas, mas elaboradas possíveis.

Estatisticamente, para tristeza de futuro, 50% dos discentes não leem livros, textos, obras literárias por não saber explicitar seu conteúdo...

Assim mesmo, conclui o curso e vai para o mercado de trabalho.

Para consubstanciar: conheci dois profissionais que se sentaram defronte um ao outro, para responder uma planilha de indagação...

A pergunta era: Qual a culminância do projeto?

Por surpresa, um olhou para o outro e disse: “vamos mudar o cardápio, tirando algumas frutas, como maçã, pera, kiwi, manga etc (sic).

Onde deveria conter o ponto mais importante, definindo o que é mais relevante dentro daquela estrutura interpretada para aquela finalidade...

Foram para o figurado (comilança) ato de comer muito...prevendo um custo benefício menor.

Felizmente, alguém da área os corrigiu antes de cometer tamanha barbaridade. Cadê a qualidade do aprendizado?

O mundo da linguagem, sem o mundo da prática é um mundo vazio” (Kim).

(“”) Educação é aquilo que a maior parte das pessoas recebe, muitas transmitem e poucos possuem.

Tchau, estou indo.

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BANDEIRA NETO

BANDEIRA NETO

Nelson BANDEIRA NETO é cronista e funcionário do SESI-Serviço Social da Indústria

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