MENU

19/12/2020 às 00h00min - Atualizada em 19/12/2020 às 00h00min

Além das memórias – voltando ao passado



Particularmente, em se tratando de esporte popular, capitaneada pelo saudoso Sacerdote Capuchinho Frei Epifânio da Badia, falecido em 08 de fevereiro de 1983.

Aquele missionário foi uma figura emblemática para o esporte amador de Imperatriz, em especial ao futebol de campo.

Nasceu na Itália em 15 de dezembro de 1916, portanto, no dia 08 de fevereiro de 2021 vai fazer 38 anos de falecido. Sepultado no Cemitério Campo da Saudade, em Imperatriz.

O reverendo chegou à Igreja Santa Teresa D’Ávila no ano de 1956. Consta do registo de tombo de 1937 a 1962, estante (B) fila (IV) nº 28. Do acervo histórico do templo da padroeira.

Além de um predestinado desportista, disciplinador e líder da juventude que os admirava; determinava que todos cumprissem primeiro suas obrigações e deveres escolares, para depois deleitar das atividades físicas/recreativa, entre os praticantes.

Naqueles tempos idos nunca esquecidos, pelo menos quatro bons times: Renner, Imperatriz, Ginásio (G.B.S) e Comercial.

Quando este personagem jogava, o seu uniforme era a batina, uma atração a parte; fazia em campo um ponta esquerda falso; quando lançavam a bola pra ele, abria as pernas e amortecia a bola na roupeta preta, além de ser canhoto e veloz.
A última vez que nos acompanhou foi num torneio em Tocantinópolis. Passamos sete dias, o padre já era técnico; na disputa final, ficaram os donos da casa e a seleção de Imperatriz
.
O campo era dentro de uma jazida de piçarra, barro vermelho puro; para completar neste dia deu uma forte chuva, antes do início da partida.

Finalmente, vencemos o adversário pelo placar de 2x1. Os jogadores estavam mais vermelhos (cor de barro), parecia que estavam trabalhando em olaria.

Não recordamos o ano, mas era um 24 de junho, dia de “São João”, a prelazia daquela cidade estava realizando uma grande festa junina em homenagem ao seu padroeiro.

Fomos todos convidados para esse evento. A noite, todos prontos para a festança. O Frei Epifânio estava já nos esperando para cerimoniar os atletas comandados.

Só que ninguém esperava por um imprevisto cerimonial: esse divertimento o traje permitido tinha que ser passeio completo (paletó e gravata).

Um colega nosso muito extrovertido, disse para os organizadores da sui generis festança:

“Isso aqui está mais para enterro de Anão do que caipira na roça” (sic).

Foi outro disse-me-disse, até que nosso padre consiliário conseguiu um espaço no local do evento, e ficamos lá tomando umas boas geladas, observado, sempre, pelo nosso guia, o qual respeitávamos muito.

De madrugada pegamos o rumo de casa trazendo o troféu de campeão.

No mês de novembro daquele mesmo ano, fomos para Carolina jogar com o Batalhão do 24 BC de São Luís, que estava a serviço, momentaneamente, na época eleitoral da região e no estado.

Outra situação excêntrica: O padre ia pela primeira vez jogar de calção - abandonando, assim, sua velha batina, devidamente autorizado pelo Vaticano.

O estádio de Carolina ficou pequeno para tanta gente. O time do 24 BC, recheado com jogadores profissionais do Moto Clube.

Perdemos o jogo pelo placar de 4x1, mas em compensação o saudoso José Adoalbrantino Rosário de Miranda (o Marcosa) saiu fazendo esteira do meio campo, dando um banho de “cuia” no goleiro adversário e fazendo o gol de placa com o “calcanhar”.

Efetivamente, o Epifânio passou em nossas vidas e deixando marcas inesquecíveis.

Por isso, que contextualizei, para dizer: Recordar é viver um momento de novo.

   “Em Lembrança” .... Saudades!!!
Link
BANDEIRA NETO

BANDEIRA NETO

Nelson BANDEIRA NETO é cronista e funcionário do SESI-Serviço Social da Indústria

Tags »
Relacionadas »
Comentários »
Loading...