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21/01/2023 às 00h00min - Atualizada em 21/01/2023 às 00h00min

Coisa de Cachorros Grandes

CLEMENTE VIEGAS

CLEMENTE VIEGAS

O Doutor CLEMENTE VIEGAS e advogado, jornalista, cronista e contesta o social.

 
Contava uma autoridade de forma simples e coloquial que aquela outra autoridade (sua colega de banco, de banca, de plumas e de serviço público), gra-du-a-dís-si-ma,  nunca passou em um concurso. Disse mais que quem lhe disse isso foi seu outro colega – também de banco e de banca. E de pluma. Todos enfim graduadíssimos!

FUAMPA... (vida real)
Fuampa era um sujeito barra pesada. Vivia destacado no “Morro dos Macacos” onde o diabo perdeu as botas. Amansando gente braba, diziam. Diziam também que bastava ele sair de casa que sua mulher já tinha gente na fila, todos aguardando a sua vez. Diziam que até o MOLECOTE já estava fichado. Fuampa que não era bobo nem nada, tinha obrigação de conhecer as vontades de sua amada.

Certa feita, por volta de oito da noite, Fuampa encontrou o MOLECOTE, naquela pracinha – todos que moravam ali por perto. O Incendiário, então pegou sua pistola e deu a ordem para o MOLECOTE (o último da fila) “Te ajoelha e abre os braços pra morrer”. Molecote prontamente atendeu: Ajoelhou-se e abriu os braços. Fuampa então retrocedeu: “Tu não vale nem uma bala”. E mandou o MOLECOTE correr.

O BOI... ...
Naquela pequena cidade, com lendas de pistolagem, roubo de carga e outros, ocorreu que um boi caiu dentro de um poço. Quinze, vinte homens para retirar o boi de dentro do poço. Haja sufoco! Retirado o animal a muito esforço, o bicho estava altamente estressado.  Estressado e zangado. E o povo ali em volta, naquele converseiro. Foi quando o animal, investiu contra as pessoas, pondo-as todas para correr. O episódio fiou fazendo parte da lenda na cidadezinha com tantos pistoleiros, apostadores e saqueadores de carga e outros do ramo.

Passado algum tempo, ocorreu nessa mesma cidade, um episódio inusitado. É que um sujeito de namoro e encontro marcado uma mulher casada, seguia na noite pelo seu quintal (da mulher), quando caiu em um poço ali existente. Olha o sufoco! E então pôs-se a gritar. Reuniram-se dezenas de pessoas e a menor custo (em relação ao boi), retiraram-no daquele precipício.

Fora do buraco, as pessoas arrodearam-no e puseram-se em perguntas; “Mas o que tu estavas fazendo por aqui a essa hora?”  “E tu não viu o poço? Tu não sabia desse poço? Aí o que se viu foi uma fera! Logo compararam-no àquele boi que caiu no poço e depois investiu contra as pessoas. Detalhe: O personagem tem-se nome, sobrenome e CPF, mas...

ABORTO:
Em terras da Eguinha Pocotó (se lembra, né?), uma jovem mulher envolveu-se com a desdita de um crime de aborto – no tempo em que o aborto era   “o crime da mala”, nas terras da Eguinha Pocotó. Foi então, puxar cadeia e cadeia braba! Era uma mulher solitária de boa aparência, puxando cadeia, em meio a marmanjos. Na época isso era possível e então ela, boa conduta, bom comportamento acabou por ir morar na casa do “justiceiro da justiça”. Para os dias de hoje um contra senso, mas, na época isso era tranqüilo em terras da Eguinha Pocotó.

Deixa que a moça, nessa fase acabou por arranjar um namorado um militar graduado, sim senhor! E então, nas noites em finais de semana o milico, todo enquadrado (mas todo enquadrado, mesmo!), ia à casa do justiceiro da justiça pegava a moça pelas mãos e lá se iam os dois pombinhos para o cinema. Cinema mesmo! Tudo na maior moral! Velhos tempos. Belos dias!

FALANDO NISSO...
Aquele outro era um cara que já tinha histórico de separação, filhos que deixou para trás, e agora namorava com a filha do cabo. O “cabo velho”, como se costuma dizer. Mas, tais pensando o quê? O sujeito se enquadrava todo, todinho, diante da namorada, a filha do cabo. Aquele respeito todo, aquele comportamento todo que devotava à moça, era no fundo, um gesto de respeito e subserviência ao pai da moça, o cabo velho. Haja mesuras!

MAS NÃO...
Não foi bem assim que aconteceu com aquele outro. O pai da moça era um pai de santo “legítimo de Borba” e tinha uma filha que como ele mesmo dizia era “a chave do seu cofre", quer dizer: do seu coração, tal a afinidade, o entrelaçamento e a estima que uniam pai e filha. Deixa porém que, ali por perto, havia uma família abastada de nome bom e prestígio em alta, em terras da Eguinha Pocotó, E, nesta família um cabra bem nutrido e disposto que não estava nem aí para o azar de seu ninguém.

Aí o cabra filho de boa família pegou a moça com desculpa de irem para o cinema, assim tudo na melhor “fita”. E... e... comeu a menina. Quando o pai da moça soube e viu que o prato sobre a mesa só tinha as sobras, aí o velho caiu em si. “Deixei você sair com a minha filha, em respeito e consideração a seu pai, à sua família. Você me enganou. Um outro cara que estava ali por perto falou para os seus botões: “Ora se um cabra pra comer a filha de outro, tem lá alguma coisa com esse negócio de que o pai do cabra e a família do cabra são gente boa. Tem disso não” ...

OPINIÃO:
Daqui a pouco quando a fonte secar, quando o mar não estiver pra peixe, e quando os beneficiários da Lei Rouanet estiverem de bucho cheio e te derem uma banana, não vai dizer que eu não te avisei.

· Viegas questiona o social.
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