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12/11/2022 às 00h00min - Atualizada em 12/11/2022 às 00h00min

A VIDA COMO UM JOGO DE PERDE E GANHA

BANDEIRA NETO

BANDEIRA NETO

Nelson BANDEIRA NETO é cronista e funcionário do SESI-Serviço Social da Indústria

  
Foi o que realmente aconteceu nestas eleições presidências do pleito de 2022.
Portanto!...
Quando o prato é muito disputado, o jeito é deixar para quem está passando fome.
tempo ao tempo, a vida vai nos mostrar o que realmente tem que acontecer.
Todavia, para tornar-se suave, doce, brando, menos intensa a pirexia anormal pelo poder... convidamos para dançar a valsa intitulada “escárnio de…pica...canha”...
Aproveitando todas essas entrelinhas, vou contextualizar uma matéria do autor [MARK NEPO] ... com o sublime título...

ENTREGANDO-SE A DANÇA
             Agora nada mais resta
            A não ser dançar.

(...) Na maioria das vezes, quando uma crise se instala em nossa vida, aparece junto à possibilidade de um novo caminho. Não sei se é da natureza humana, mas raramente desenvolvemos todas as nossas possibilidades até sermos impelidos para isso por uma situação desafiadora.

Alguns dizem que alguma coisa dentro de nós vem à tona nessas ocasiões, ou que há, como Hemingway chamou, “uma graça sob pressão” que surge na maioria de nós quando nos deparamos com essas situações. Outros dizem que esse papo de “graça sob pressão” é meramente uma forma de justificar os tempos difíceis e as experiências dolorosas, uma forma de colocar um rosto alegre na tragédia.

Pensando em tudo isso, passei a acreditar que, por meio de nossas experiências cotidianas, estamos destinados a nos abrir ao mundo e, gestemos ou não, estejamos conscientes ou não, iremos, com o tempo, cada um de nós, trazer à tona nossa parte mais profunda e vesti-la como se fosse uma nova pele.

Sejam por meio das ações destrutivas exteriores, seja por processo de eliminação interior - e frequentemente por ambos -, somo impelidos a viver mais autenticamente. Mas assim que uma crise, a qual nos abriu para um novo caminho, é superada, teremos de tomar uma decisão concreta: continuaremos a levar uma vida autêntica?

Não é segredo que o câncer em toda sua gravidade me lançou a uma forma aberta de viver. E tenho me esforçado, desde então, para preservar essa conquista, sem depender de outra crise. Porém, me pergunto se isso é possível sem uma crise para nos empurrar para frente. Agora, anos após a guinada, a questão é: como me manter no processo de mudança, a partir dos meus desejos, para não ser surpreendido por novas crises, sem à minha espreita?

Talvez o maior momento de ruptura para mim tenha acontecido quando fui levado para a sala de cirurgia. Sentia um medo impassível, atordoado pela anestesia, olhando o teto do hospital passar e repetindo sem parar as seguintes palavras, enquanto esperava na maca:

A morte me empurrou para o limite. Não há para onde fugir. Apesar dos meus medos, dancei em abandono diante dela. Nunca dancei assim livre. Agora, nada mais resta, a não ser continuar dançando. Esse é o caminho que eu teria escolhido tivesse eu três vezes nascido um bravo.

Muitas vezes, uma experiência nos leva mais longe do que gostaríamos de ir, mas é esse salto extra que os conduz ao centro vibrante de tudo o que significa estarmos vivos.

 
[Mark Nepo: é um poeta e conselheiro espiritual]
O livro o “DESPERTAR”.
Finalmente: (...) uma lição de vida é apenas o que parece...
Uma lição que se aprende na vida
- Realmente baseado na ideia de apreender com seus erros.
Se a vida não ficar mais fácil, trate de ficar mais forte.
                                  DEUS tenha piedade dos deletérios.  
 
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