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05/11/2022 às 00h00min - Atualizada em 05/11/2022 às 00h00min

AS FRASES E AS LIÇÕES: NO TEMPO

(AGRURAS DE UM PERDEDOR (???)

CLEMENTE VIEGAS

CLEMENTE VIEGAS

O Doutor CLEMENTE VIEGAS e advogado, jornalista, cronista e contesta o social.


  
Noite dessas e eu doído e infeliz, parei no tempo e perguntei: ...POR QUÊ??? E, aos poucos, em me refazendo, fui lendo frases e ouvindo respostas.

Está escrito no ULTIMATO ON LINE, ele que humilde, me pede um “cafezinho” para continuar respirando e que me diz: O nosso país está vivendo num clima de convulsão social.  Assim, acredito que o diabo já esteja verticalizando o inferno, por falta de terreno, e construindo edifícios por lá, a todo “vapor”, em face da demanda criada pela sociedade do presente século, cada vez mais distante de Deus”.

E, mergulhado na minha pergunta – POR QUÊ??? – Saí em busca de outra/s reposta/s. E fui bater nesta outra: “Cada povo tem o governo que merece” – A pérola desgastada pelo tempo e ao desuso é do pensador iluminista, o filósofo francês - JOSEP MARIA MAISTRE (1.753 / 1821). Ele que se opunha à Revolução Francesa, esta que torturou, matou e “guilhotinou”.

Ainda perdido em meus pensamentos, eles que me avassalam, me entristecem, porém, me trazem reflexões, além de uma VERDADE GRITANTE, fui encontrar-me com o Velho Rui num precedente – quando ele disse num texto para um discurso proferido em março de 1820 (faz 102 anos), em ORAÇÃO AOS MOÇOS: ”De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e  a ter vergonha de ser honesto”.

Velho Rui, em sua lavra centenária: ”De tanto ver triunfar as nulidades... ...de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus”.  E então, tenho a viva e lacerante sensação de que repouso no travesseiro dos justos, para compreender o difícil momento em que atravessamos. Um momento AMARGO e INDECISO – mas ao caminho das previsões – em nossa vida e em nossa História.  E, ainda seguindo as pegadas do velho Rui, volto a encontrá-lo: “A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela não há a quem recorrer”.  E logo ouço uma antiga canção que diz: ”O que dá pra rir, dá pra chorar”.

É quando vou, no distante tempo me encontrar com aquele mal-humorado Presidente Figueiredo, o último da Era-64 quando declarou, referindo-se ao PT que, dia haverá em que o povo irá querer “tirá-lo de lá”. “E para tirá-lo de lá, será à custa de muito sangue brasileiro”. * Seria o Presidente Figueiredo, um vidente ou um previdente?

E persisto perdido nesse marasmo existencial quando minha irmã me manda uma mensagem cristã em que se faz escrito:

“Eu só me lembro de quando Deus fala para Samuel: “Samuel diga ao povo que eu irei dar o Rei que eles querem. Não é esse que escolhi para eles. Mas se é esses que eles querem... Irei dar. Mas diga que eu não ouvirei suas queixas”.

E assim seguia eu EM-MIM-MESMADO, procurando onde meter a cara, onde entrar, onde sair, onde me esconder, quando as correntes das comunicações sociais, insistem em me dizer que O JOGO NÃO ACABOU. Que vão questionar a súmula, o VAR. e que o jogo vai mudar. Não sei. “Só sei que nada sei”.  Vejamos então o que teremos pela frente. Espero viver para poder ver. E você também. Mas é como disse aquele moço, alto, bom som e provocante, num dia de julgamento, frente ao Judiciário: “Tudo vendido... tudo comprado”...

Tem nada não. O jogo não acabou. A luta contra a/s potestade/s não acabou. Ainda que no coração dos cristãos. E não vai acabar no grito, na manobra. E uma coisa é certo: “Quem planta vento, colhe tempestade”. Está escrito. Tem mais: “Você planta, você colhe”. Vejamos então, o que DEUS tem para nós, ignorando os murmúrios daqueles outros.

O HOMEM E O SEU CAJADO
Na grande fila dupla do mutirão da cirurgia de catarata, o povo, murmurando, manifestava-se inquieto. Nada do médico chegar para avaliação de retorno. Enquanto isso, ali estava sentado, quieto sem dizer palavra, um homem corpulento, barrigão, que dava a impressão de que ele enxergava só de um olho. Ele se mostrava complacente, compassivo, tolerante. Enquanto isso, de posse de um modesto cajado, tipo um cabo de vassoura, quiçá para ampará-lo em suas andanças por aí, ele rolava o objeto por entre os dedos e a seguir, sentado que se encontrava, apoiava o seu queixo sobre o tal cajado. Em seguida, numa rotina que se repetia, um olho fechado e outro aberto, ele rolava o modesto cajado por entre os dedos, e a seguir repousava o seu queixo sobre aquele seu amuleto, seu cajado, ao tempo em que se mostrava de bem com a vida.

PAU QUE DÁ EM CHICO...
A frase não é dele mas o Ciro costuma/va dizer que “O pau que dá em Chico, dá em Francisco”. Enquanto os verde-e-amarelo temem dias desastrosos, tenebrosos, além do ACHATAMENTO que advirá, a petralhada sorri com as paredes, com a boca cheia de dentes esperando a banda passar. Sei não. Só sei que “O pau que dá em Chico, dá em Francisco”.
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