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02/11/2022 às 00h00min - Atualizada em 02/11/2022 às 00h00min

Coluna do Lima Rodrigues

Agricultoras do sudeste do Pará transformam
frutas de quintais e pomares em negócio diversificado

Em São Félix do Xingu, na região sudeste do Pará, um grupo de mulheres está transformando as frutas dos quintais, pomares e Sistemas Agroflorestais (SAfs) de suas propriedades em um negócio rentável. Tudo começou com polpas de frutas, mas agora elas se preparam para dar passos maiores e diversificar sua produção. Reunidas na Associação das Mulheres Produtoras de Polpas de Frutas (AMPPF), o grupo busca capacitação e investe na qualidade da produção.
Com apoio do programa Florestas de Valor, iniciativa do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) patrocinada pela Petrobras, as mulheres participaram de dois treinamentos com o objetivo de aprimorar os conhecimentos sobre técnicas de aproveitamento das frutas e do cacau, principal item da cesta de comercialização do grupo, responsável pela maior parte da renda familiar.

Licores e frutas cristalizadasCom o treinamento, além de aprimorarem as técnicas de cultivo e produção, as 23 mulheres da associação poderão aproveitar melhor as frutas de seus quintais e aumentar o leque de produtos para alcançar mercados diversificados, além de incrementar a renda familiar. Na ocasião, elas aprenderam como produzir licores, frutas cristalizadas, geleias e compotas. Já na produção de cacau, 30 produtoras aperfeiçoaram técnicas produtivas para beneficiamento do fruto, como chocolates, doces e drinks.
O momento de aprendizagem foi muito esperado pelas produtoras. “O curso de boas práticas de fabricação de alimentos e beneficiamento de frutas nos proporcionou melhorar a qualidade das nossas polpas de frutas, diversificar o uso das frutas dos nossos quintais e cuidar do meio ambiente, pois produziremos alimentos de qualidade para as pessoas consumirem e incentivaremos novos plantios de árvores frutíferas e aproveitaremos mais as frutas evitando perdas das mesmas”, explicou Maria Josefa Machado Neves, presidente da associação.

Agroflorestas: restauração e oportunidade de negócio

Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) são formas de uso ou manejo de culturas agrícolas consorciadas com espécies arbóreas que podem ser utilizadas para a conservação do solo e recuperação de áreas degradadas. Por meio de tecnologias específicas é possível minimizar possíveis danos, limitações de terreno e otimizar a produção da atividade agrícola. Por isso, o uso de diferentes árvores no mesmo espaço é fundamental para a recuperação das funções ecológicas.
O modelo produtivo é fomentado na região pelo programa Florestas de Valor, que tem desenvolvido, além do apoio e assessoria aos empreendimentos comunitários, ações de formação e capacitação para transição rumo a um modelo agroecológico orgânico. A temática tem animado as mulheres produtoras que buscam agregar valor à produção por meio de iniciativas sustentáveis.
“O curso foi muito importante, pois, de uma matéria-prima, aprendemos a diversificar o aproveitamento do cacau, gerando mais renda para nós mulheres e para os jovens. Do cacau, aprendemos a fazer diversos produtos e isso mostra a importância do cacau para os agricultores familiares e nos incentiva a ampliar a lavoura cacaueira no município de São Félix do Xingu e assim termos mais áreas verdes”, destacou Maria Helena Gomes, produtora de frutas e sócia da AMPPF.
As capacitações ocorreram com apoio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pa) e Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio).

Sobre o Imaflora

O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) é uma associação civil sem fins lucrativos, criada em 1995 sob a premissa de que a melhor forma de conservar as florestas tropicais é dar a elas uma destinação econômica, associada a boas práticas de manejo e à gestão responsável dos recursos naturais. O Imaflora busca influenciar as cadeias produtivas dos produtos de origem florestal e agrícola, colaborar para a elaboração e implementação de políticas de interesse público e, finalmente, fazer a diferença nas regiões em que atua, criando modelos de uso da terra e de desenvolvimento sustentável que possam ser reproduzidos em diferentes municípios, regiões e biomas do país. Mais em www.imaflora.org
(Fonte: Imaflora – Comunicação Projetos – Assessoria de Imprensa)

IBRAC

Setor da Cachaça apresenta crescimento de produtos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
O número de registros de Cachaças (produtos) no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, aumentou 40% entre 2020 (3.533 produtos) e 2021 (4.969 produtos). Se comparados os números de 2021 com 2019 (período pré-pandemia), esse crescimento é de 67%.
As informações fazem parte do Anuário da Cachaça (dados 2021), divulgado recentemente pelo MAPA, em Brasília, em evento organizado pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), entidade representativa do setor, com o apoio do MAPA, em parceria com a GS1 Brasil. Estiveram presentes o ministro da pasta, Marcos Montes, além de outros representantes do Ministério; Carlos Lima, diretor executivo do IBRAC; produtores e demais entidades ligadas à categoria.

Estabelecimentos Produtores

No Anuário da Cachaça também foi revelado o número de estabelecimentos produtores de Cachaça registrados no Ministério. Em 2021, o setor fechou o ano com 936 estabelecimentos, o que representa uma pequena diminuição de 2% em relação a 2020, quando havia 955 registrados. Em 2021, foram registrados 98 novos estabelecimentos produtores. Outros 117 cancelaram seus registros, o que corresponde a uma redução líquida de 19 estabelecimentos em relação ao ano anterior.
Na participação das regiões, o Sudeste continua sendo a que mais concentra produtores de Cachaça. Já na participação dos Estados, Minas Gerais aparece em primeiro lugar em número de produtores (353 estabelecimentos), seguido de São Paulo (143) e Espírito Santos (64). Em número de registro de produtos, Minas Gerais aparece novamente na primeira posição (1.778 produtos registrados), seguido de São Paulo (738) e Rio de Janeiro (464 produtos registrados).
(Taiane Luz e Gabriela Henriques – assessoria de imprensa IBRAC)

Combate às emissões de carbono na agricultura
é tema da UPL no Zero Summit, no PR

A proposta de reimaginar a sustentabilidade da UPL, uma das cinco maiores empresas de soluções agrícolas do mundo, exige a adoção de medidas para minimizar a emissão e maximizar o sequestro de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Esse tema tão importante para o futuro do planeta está na pauta de painel da Zero Summit, a primeira conferência latino-americana focada exclusivamente em tecnologias e ideias para um futuro zero carbono.
O evento acontecerá nos dias 3 e 4 de novembro, no Mabu Thermas Grand Resort, em Foz do Iguaçu (PR), com transmissão ao vivo pela internet. O painel sobre agronegócio será realizado no primeiro dia de evento, às 9h30. Mediado por Carlos Pellicer, co-fundador do Zero Summit, o debate terá participação de Rogério Melo, gerente de carbono e Food Value Chain da UPL Brasil, e de outras cinco personalidades do agronegócio.
“Estamos empenhados em cultivar um futuro com menos CO2/ na atmosfera. Nossa prática comprova isso. De forma global, nos últimos 5 anos, a UPL reduziu suas emissões de carbono em 26%. Até 2025, reduziremos mais 25%. Além disso, fomos a primeira empresa de nosso setor a se tornar signatária do Climate Pledge, nos comprometendo a zerar nossas emissões líquidas de carbono até 2040, 10 anos antes do previsto pelo Acordo de Paris”, destaca Melo.

Gigaton Carbon Goal

A UPL também é inovadora na criação de projetos que auxiliam a redução dos impactos do carbono e intensifica investimentos em práticas agrícolas sustentáveis, com o desenvolvimento do projeto Gigaton Carbon Goal, que objetiva reduzir a emissão para atmosfera de 1 gigatonelada de CO2/ até 2040.
Em sua primeira fase (2021 a 2024), a iniciativa envolve Brasil, Argentina, Índia, Estados Unidos e alguns países europeus.
“Neste projeto, inicialmente atuamos na mitigação do problema, disseminando boas práticas de sustentabilidade, da agricultura regenerativa e a aceleração da adoção de biossoluções; medidas que ajudam a reduzir a emissão de gases do efeito estufa. Essas práticas estabelecem ganhos adicionais aos produtores, como racionalização dos custos, melhor rentabilidade e maior qualidade dos produtos agrícolas”, explica o gerente da UPL Brasil.
“O plano é avançar para a adoção de práticas cientificamente comprovadas para redução de emissões e sequestro de CO2/ da atmosfera e, depois, para a criação de créditos de carbono, cuja metodologia está sendo desenvolvida por meio de estudos de pesquisadores de diversas nações e de várias instituições. / Durante a fase de expansão global, a partir de 2025, o plano é impactar área equivalente a 100 milhões de campos de futebol profissional”, diz Rogério Melo.
Além de Melo e de Carlos Pellicer, o painel sobre agronegócio contará com a presença de Roberto Marcon, CEO da Orígeo, joint venture criada por UPL e Bunge; Aurélio Pavinato, presidente da SLC Agrícola; Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra para a América do Sul; e Carla Rufino, diretora da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) Soja./ As inscrições para o evento podem ser realizadas no site/ www.zerosummit.com. (Rafael Iglesias – Texto Comunicação Corporativa – SP).
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