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01/10/2022 às 00h00min - Atualizada em 01/10/2022 às 00h00min

A Eleição e a Saúde do Brasil

NAILTON LYRA

NAILTON LYRA

O Doutor ​NAILTON Jorge Ferreira LYRA é médico e Conselheiro Regional de Medicina e Conselheiro Federal de Medicina representando o Estado do Maranhão

 
Escrevendo a dois dias da maior eleição do Brasil quando iremos escolher o quem irá determinar o futuro de nossa nação, chamada de Terra de Pindorama pelos antigos proprietários!

Estamos nos recuperando de uma grande tragédia. A maior da nação brasileira que foi a epidemia de COVID 19, com 690 mil mortes. Só no Maranhão a tragédia resultou em cerca de 11 mil mortos e 472 mil casos. Se acrescentarmos a esses números os pacientes sequelados, os que ficaram incapazes de maneira permanente, o tempo de paralisação das atividades comerciais tem um prejuízo econômico que não consigo dimensionar.

Para a maioria da população quando for às urnas, uma prioridade, com certeza a primeira, será a Saúde. Na escolha de seu candidato pesará quem valorizou um dos principais diferenciais do país junto ao mundo, o Sistema Único de Saúde, o SUS, que foi fundamental para evitar ainda um número maior de óbitos pelo SARS – COV 2, o coronavírus.

A pandemia provocou diversos efeitos, entre um deles a queda da expectativa de vida do brasileiro em 4,4 anos após 80 anos de crescimento ininterrupto, a expectativa de vida do brasileiro saltou de 33 anos em 1921 para 77 anos na atualidade, Na década de 40 era de 42 anos no início da década.

O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que possui um sistema de saúde que atende de forma gratuita, o maior sistema de saúde pública do mundo com programas modelos como tratamento dos portadores de HIV, remédios populares e genéricos, o sistema de transplante de órgãos, listados entre os melhores do planeta .

A COVID 19 fez um estrago em um dos maiores orgulhos do Brasil, seu sistema vacinal e sua cobertura vacinal. Em 1990 o Brasil erradicou a poliomielite e outras doenças infecciosas como o sarampo. A irresponsabilidade somada a maus gestores e políticos inescrupulosos, levou à politização da pandemia com um aumento de um sentimento ridículo anti vacinal.

Estamos listados como altíssimo risco para o retorno da Paralisia Infantil. O Sarampo voltou com surtos e até a erradicada varíola, da década de setenta, voltou como uma variedade chamada de varíola dos macacos (monkeypox).

Todos os principais candidatos hoje listam em suas prioridades a necessidade de fortalecimento de nosso sistema de saúde, defendem a vacinação e a atenção primária.

Todos sabem que é necessário a erradicação da fome e o aumento do saneamento básico, principais vetores das doenças infecciosas são a água e insetos.

Temo medicina de alta complexidade nas principais capitais do país, mas sua periferia é pobre na prevenção de doenças causadas pela má qualidade de alimentação e da água, tanto a consumida como a utilizada.

Exemplo? Junto de nós, vejam o cheiro das águas do caudaloso e majestoso Tocantins em alguns pontos. Vá ao antigo Porto da Balsa, onde está a foz do Bacuri e sinta o cheiro! Podridão, água suja e não tratada.

Temos que ampliar a estratégia da saúde da família, identificar os problemas com maior efetividade e menos complexidade.

Atentem para os problemas emergentes em nossa cidade que cresceu muito e inchou, nosso sistema de distribuição de água vive dando pane.

Viram alguma proposta?  Eu não.

Vamos priorizar aqueles com propostas sérias e possíveis, chega de canto da sereia, com grande poder de atração e que as pessoas caem sem resistência.

Boa eleição para todos.
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