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28/05/2022 às 00h00min - Atualizada em 28/05/2022 às 00h00min

O OLHAR DO PÁSSARO SOBRE O GALHO

CLEMENTE VIEGAS

CLEMENTE VIEGAS

O Doutor CLEMENTE VIEGAS e advogado, jornalista, cronista e contesta o social.

 
Se eu não escrevesse  estes... “CAMINHOS POR ONDE ANDEI”, voltaria a escrever VISÃO GERAL ou... “O OLHAR DO PÁSSARO SOBRE O GALHO”.  A primeira deu título a uma antiga coluna que escrevi por aqui nos tempos de SEU VIEIRA, quando eu era o CLEVIEGAS. Esta outra, “O OLHAR DO PÁSSARO”, esse título tanto me tenta quanto me “atenta”. Porque, não sei. Hoje, então, eu vou de...

Havia no País das Maravilhas verdadeiras MÁQUINAS DE FAZER DINHEIRO. As caça-níqueis perdiam era feio! Quais as Capitanias Hereditárias, eram essas MÁQUINAS!  As máquinas de FAZER DINHEIRO passavam de pais para filhos e de filhos para netos. E ainda havia uma variante em que os agregados e compadres usufruíam-se das “gorduras do sistema”. Uma Maravilha e tanta! Um dia  reformularam esse MAMATA e a mamata acabou, VÍRGULA, mudou a forma de entrega. Mas a MÁQUINA  continuou funcionando. Fazendo dinheiro!

Aí  entregaram LEGALMENTE a máquina para um cara que era da CONCHICHINA. Foi um rebu, não queriam entregar A MINA.  Mas tiveram que entregar. O cara era um sujeito  maneiro, este  levou sua companheira - sua mulher. Esta uma VORAZ  E IMPLACÁVEL PELA DINHEIRAMA.  “Avarenta”, era fichinha. Neguinho fazia fila com senha e tudo para PAGAR O DINHEIRO.  E se faltasse ao menos um centavo não tinha perdão. Logo alegavam que um pedaço era do leão. Nada não! É que os caça-níqueis assim: Não perdoam um centavo.

Deixa que num  acidente nas nuvens, de lá mesmo o cara já foi pro céu. E lá embaixo no chão, logo a MÁQUINA mudou de mãos. Por isso que estava escrito naquele livro de leitura, no curso primário: “... quem tudo quer, tudo perde”.

O OLHAR DO PÁSSARO - II

O cara chegou na Holanda (?) e mal acostumado no País das Maravilhas jogou um “papel de bombom” ao chão. Logo chegou o guarda e, bom som, declarou: “… está multado!”. O cara, acostumado com aquele velho “jeitinho”, tentou levar o guarda na barrigada”. Sabe seu guarda, eu sou do País da Maravilhas, não conheço as leis daqui, eu peço desculpas.

O guarda, recolheu o bloco de multas e declarou: “Então o senhor vai responder tudo isso perante um Juiz”. E quando cara viu que a chapa já estava esquentando com esse negócio de ir para um juiz,  achou melhor pagar a multa.

Mal saiu dali daquela gelada e a poucos passos encontra uma corrente de ouro, rebentada, ao chão. Já estava de “rabo quente”, até imaginou que fosse uma ARMADILHA. E então foi ao dito cujo guarda: ”Seu guarda, olhaqui o que eu encontrei no chão”. O Guarda de posse do bloco de achados e perdidos, lavrou a ocorrência com  Identidade, CPF, Passaporte, endereço, CEP  e até uma foto. Em seguida fez uma advertência: “Tudo isto vai ser entregue no DEPOSITÁRIO PÚBLICO. Se com seis meses o dono não aparecer, será enviado para o seu endereço, consoante as anotações.

- Seis meses depois, o sujeito lá no País das Maravilhas, recebia aquela dita corrente de ouro, qual rebentada encontrou no meio da rua, juntamente com a lavratura do guarda efetuada no meio da rua, com indicativo de que aquele seria, doravante o seu “CERTIFICADO DE PROPRIEDADE”.

- Já pensou se essa corrente de ouro quebrada que nada-nada valeria uns três mil dinheiros, se tivesse sido perdida e em tais condições encontrada no País das Maravilhas? Alguém perguntou...

O OLHAR DO PÁSSARO - III

FOI O PRÓPRIO CARA QUEM ME DISSE. Não foi outro. Estava comodamente sentado em sua cadeira de Prefeito num Juçaral, no País das Maravilhas. Recebeu um telefonema do Senhor Presidente  – dizendo  que queria sua presença, com urgência, em Palácio. O cara não contava com essa! Então cortou os cabelos, aparou o bigode, tomou banho, penteou os cabelos, comprou passagem, pegou o “asa dura” e  vupt!!!!, foi-se apresentar diante do chamado. Afinal, só o fato de ter recebido um telefonema do Presidente já era uma honra! Ora se era!!!

- E então ele, “todos homirdes “, foi bater no Planalto! Pronto sua Excelência, o Senhor me chamou, estou aqui às suas ordens. O presidente, de maus bofes nem o convidou a sentar. Em pé estava em pé continuou. Lacônico e breve, ordenou o Presidente: “Eu quero o seu apoio a FULANO DE TAL na sucessão do Juçarall”. E deu as costas e foi saindo. - “Presidente, eu já estou comprometido com SICRANO DE TAL, já dei a minha palavra. A essa altura o Presidente que já sabia daquela aliança espúria nem se interessou pela sua vã justificativa. Deu as costas e foi saindo...

 Não demorou muito, o sujeito, simplesmente foi “encalacrado” e perdeu a boca no Juçaral, para nunca mais conseguir absolutamente nada vezes nada, igual a nada. E, qual um Cristóvão Colombo (aquele que descobriu a América), “morreu pobre e esquecido na cidade de Valadolid”. A história se repete. Ainda que noutro lugar.

* Viegas – é o olhar do pássaro sobre o galho
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