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19/02/2022 às 00h00min - Atualizada em 19/02/2022 às 00h00min

CHÁ: O NOSSO BENDITO CHÁ!!!

(Remédio amargo é comigo mesmo!)

CLEMENTE VIEGAS

CLEMENTE VIEGAS

O Doutor CLEMENTE VIEGAS e advogado, jornalista, cronista e contesta o social.

 
Até há bem pouco tempo eu costumava dizer aos meus próximos: “... estou INVICTO nessa pandemia”. E seguia cercado de cuidados. Algo, porém, sempre me incomodou: Não acredito que lavar as mãos, usar álcool 70 graus, usar máscaras, cuidados com a imunidade – que isso formem uma barreira contra essa maldita/invenção/doença. É o meu imaginário. “Melhor remediar do que curar”, ensina a sabedoria popular. Meu amigo-irmão Daniel, militar em Cuiabá, cerca-se dos cuidados dos contra a doença. Pegou COVID e estava comprometido em 55% dos seus pulmões. Já havia tomado duas doses. Conseguiu rever a situação, apesar das sequelas. Imagine os mortais, sem dinheiro, sem remédio, sem plano de saúde, só à base dos  CHÁS, DOS BENDITOS CHÁS!

Assim é que, quando dei por mim, eu estava com uma “crise de amígdalas”, acompanhado de frio e sintomas de febre. Como já tive “problema de amídalas”, logo imaginei que haveria uma reincidência. Aliás, que à vez primeira, o Arlindo, um raizeiro do Bacuri, me receitou umas favas de sucupira, mais um antigo Vinho. Não é um chá, mas  um santo remédio! Novamente fui ao Arlindo que me receitou uma “gororoba”, feita de sei-lá-o-quê (?).

Liguei ao amigo de Cuiabá, o qual insistiu que eu fizesse um teste de COVID. Mas eu estava convicto das “minhas amigdalas”. E então lhe disse NÃO. O amigo insistia ferozmente e, para não decepcioná-lo, fui fazer o tal teste de COVID. Não deu outra! Tanto eu como a minha mulher estávamos acometidos da doença. Minha mulher já com duas doses e eu com três, da vacina. Os sintomas não foram graves:  Olfato e paladar, tranquilos. Minha preocupação era com O AR DA RESPIRAÇÃO. Também não foi afetado. Glória a Deus!

Entrei de “quarentena” por 15 dias. E haja chás! E haja chás!”.  Até porque, segundo o axioma jurídico: “O QUE NÃO É PROIBIDO, logo É PERMITIDO”. E haja as “gororobas” do  Arlindo. Tudo ruim, amargo, de causar aversão, mas... SENTINDO MELHORAS, tanto eu quanto a companheira/esposa que faz tratamento especializado de saúde, regrada aos medicamentos ditos alopáticos – estes com uma quantidade de danosos e insidiosos EFEITOS COLATERAIS. E haja chá! E haja chá! Até porque a gente já tem uma convicção centenária de que “chá não tem efeito colateral” e ainda que tantas vezes...  “o chá é um santo remédio”.

Tomamos regiamente aqueles chás amargos durante quinze dias. Eu, radicalmente! Então lembrei do meu pai que na infância e criancice me/nos obrigava ao remédio amargo, na base do “guti-guti-guti”. Então tornei-me um COSTUMEIRO (useiro e vezeiro) do remédio amargo. E, naquela fase de quem já não era mais INVICTO da COVID, a mim me prometi  (“fiz uma promessa”), que, ao final da maratona, como ato de AGRADECIMENTO E RECONHECIMENTO, logo escreveria um tema denominado “GUTI, GUTI, GUTI – REMÉDIO AMARGO É COMIGO MESMO”. Estou PLENAMENTE RECUPERADO. Graças a Deus!

Guardo então comigo, a experiência de quem já passou por remédios ruins e chás amargos, terrivelmente amargos. O meu pai ministrava um remédio anti verminose chamado “Tiro Seguro”. Horrível! Cruz credo! Mas ele dizia “Guti, guti, guti”. Pronto! Era a determinação, a ingestão. Havia um sal - SAL AMARGO (sulfato de sódio) - que a língua chamava de SALAMARGO, que era dissolvido na água morna. Aquela composição química não dissolveu (hoje imagino que estaria vencida). Tive que engolir como uma papa semelhante ao açúcar. E meu pai dizia: guti, guti guti. Fiquei uns três anos que não podia nem ver o açúcar.

Certa feita por aqui, fui fazer uma audiência no Itaguatins-TO. Numa estrada de chão, tive um ataque terrível de dor abdominal (dor de barriga). Cheguei numa casinha modesta à beira  da estrada. A senhora cheia de boa vontade naquele seu fogão de lenha me fez um CHÁ DE BOLDO. SANTO REMÉDIO! Daí a uns vinte minutos eu seguia na estrada. E assim o CHÁ DE BOLDO nessas e noutras situações tem me servido com a mesma eficácia. Glória a Deus!

Certa feita eu viajava com destino Açailândia. À altura do Trecho Seco, uma dor terrível nos rins. A muito custo cheguei numa “farmaciazinha”. Tem aí um remédio para dor nos rins .Para dor nos rins? - Não tem mas... tem aqui um comprimido que pode lhe ajudar e já recomendou em mastigar. Mastiguei-o e não senti melhora. Não tinha a menor condição de prosseguir viagem. Uma dor com suor frio. Terrível! De mera intuição, resolvi sabe o que? Beber água! Uns vinte minutos depois a dor aliviou e eu seguia a viagem. Um efeito “psicológico”, certamente (?).

Certa feita fui a Porto Franco fazer uma audiência mas bem ali no Povoado Bananal, a dor nos rins voltou a atacar. A “farmaciazinha” estava fechada. E Porto Franco, naquela situação era no fim do mundo. Eu não dava conta sequer de fechar a ponta do carro.
Aí uma senhora me fez uma chá de QUEBRA PEDRA. E, sem mais demora, Porto Franco ficou bem ali! Acredite se quiser! Eu morria de medo fosse um “cálculo renal” (pedra no rim). A partir dali, por um tempo, incorporei o CHÁ DE QUEBRA PEDRA, ao meu receituário. Mais de vinte anos já se foram... ..
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Herdei do meu pai uma tal labirintite. Fui ao otorrino que me indicou um remédio (desses com mais de meia dúzia de efeitos colaterais). Deu certo. Com o tempo, a doença voltou. Fui à mesma receita mas o remédio não correspondeu. O NOSSO MERCADINHO, para quem não sabe, é o maior centro fármaco–popular deste pedaço de planeta. Fui ao Mercadinho e, sem pagar quinhentos ou seiscentos reais por uma consulta e sem os tais remédios com efeitos colaterais comprei uma porção de três componentes  ao preço de DEZOITO REAIS (R$18,00 REAIS). Para o preparo de  UM CHÁ – duas vezes ao dia. Faz uns seis (06) meses e, até aqui... ADEUS LABIRINTITE.

Dia desses quando eu estava me recuperando da COVID e TOMANDO TODOS OS CHÁS que a mim me indicaram, eu me lembrava dos ditames do meu pai que, coitado, sem noção das regras da ANVISA (criada na semana passada – rsrsrs rsrsrs), onde não havia um médico sequer. Ele, quem determinava a ingestão daqueles remédios e chás horríveis, ruins, amargos... chás esses que serviram a todas as tribos daquele mundo, meio do mundo e fim de mundo. Muitos que contaram a história e outros que, como eu, insiste/m em dizer que “o chá é um santo remédio”. Até porque segundo o axioma jurídico: “O QUE NÃO É PROIBIDO, logo É PERMITIDO”.

E então eu me prometi escrever: “GUTTI, GUTI, GUTI –  CHÁ AMARGO É COMIGO MESMO”.  E, a propósito disso, vejo agora que o CHÁ (esse BENDITO CHÁ), serve à humanidade desde meados de 250 a.C.,  na China. Quer dizer:  Vive em torno de 2.220 anos a serviço da humanidade!  E então: “O QUE NÃO É PROIBIDO, logo É PERMITIDO”.  Outrossim, “...mais vale a fé do que o pau da barca” (um tema para logo-logo). E então: Bendito seja o CHÁ, para todo o sempre, AMÉM!

Viegas serve-se da cultura do CHÁ CASEIRO. E questiona o social
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