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12/11/2021 às 00h00min - Atualizada em 12/11/2021 às 00h00min

Bastidores

 

É guerra! 

Em abril de 2018, o então juiz federal Sérgio Mouro determinou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foi condenado no caso da Lava Jato. Os aliados do petista acusaram o juiz de tê-lo condenado para impedir a sua candidatura à presidência da República, abrindo caminho para Jair Bolsonaro. Com a vitória do Capitão, que terminou acontecendo, Moro seria beneficiado. Exatamente como aconteceu. Moro foi nomeado ministro da Justiça e estava tudo acertado para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), seu sonho. Só que em abril de 2020, pouco mais de um ano no governo, Moro se desentendeu com Bolsonaro e pediu demissão. Não aceitou a troca do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, indicado por ele. Moro e Bolsonaro, então, viraram inimigos e o ex-juiz passou a ser bombardeado pelos bolsonaristas. Já não “prestava” mais. Agora, Moro se filia ao PODEMOS e acirra-se a animosidade. No seu discurso de filiação, Morro cutucou Bolsonaro. “É mentira dizer que acabou a corrupção, quando, na verdade, se enfraqueceram os instrumentos para combatê-la”, cravou. Bolsonaro, claro, não deixou a provocação sem resposta. “Não aprendeu nada... Ficou um ano e 4 meses e não sabe o que é ser presidente, nem ser ministro”, disparou o presidente. A guerra tá declarada! 

Sigla da Lava Jato

Depois de Sérgio Moro, o próximo a se filiar ao PODEMOS será o ex-coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol. Ele renunciou ao cargo de procurador do Ministério Público Federal para ser político. Será candidato a deputado federal pelo Paraná. A filiação foi anunciada pelo presidente nacional da sigla, senador Álvaro Dias (PR). 

Revoada

O PCdoB vai perdendo nomes importantes no Maranhão. Depois do seu líder maior, o governador Flávio Dino, foi a vez do deputado estadual Marco Aurélio deixar a sigla. Os dois foram para o PSB. Agora o deputado Othelino Neto, presidente da Assembleia Legislativa, admite trocar o PCdoB pelo PDT. Embora Flávio Dino ainda não tenha batido o martelo sobre o seu candidato ao governo, Othelino já anunciou que vai apoiar o senador Weverton Rocha (PDT).   

E…

Ontem o governador Flávio Dino revelou nas redes sociais que “aproxima-se a hora de definições”, se referindo à escolha do candidato do grupo à sua sucessão. “Vamos realizar reunião com os partidos que integram o nosso governo nas próximas semanas. Na ocasião, apresentarei metas administrativas e ouvirei sugestões dos partidos sobre os nossos caminhos em 2022. Aproxima-se a hora de definições, sempre com muita serenidade e diálogo”, afirmou o governador. Disputam a vaga o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o senador Weverton Rocha (PDT), o secretário de Educação, Felipe Camarão (PT), e o de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo (SD). É aguardar.

Ele disse

- “Não, jamais. Jamais. Sou um homem de Justiça e, sem qualquer demérito, não sou um homem da política. Acho que a política é uma atividade importante, não tem nenhum demérito, muito pelo contrário, existe muito mérito em quem atua na política, mas eu sou um juiz, eu estou em outra realidade, outro tipo de trabalho, outro perfil. Então, não existe jamais esse risco”. Ex-juiz Sérgio Moro, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, em novembro de 2016.

Números da pandemia

Boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SES-MA), divulgado no final da tarde de ontem, registra  30 novos casos de Covid-19 em Imperatriz. Desde o início da pandemia já foram 19.286 casos. A SES não informa o número de mortes até agora, em Imperatriz. Dos 20 leitos de UTI, 9 estão ocupados (45%) e 11 livres. Dos 26 leitos clínicos, 10 estão ocupados (38,46%) e 16 livres. Já ocorreram 10.252 óbitos no estado.
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CORIOLANO FILHO

CORIOLANO FILHO

CORIOLANO Miranda Rocha FILHO, passou a comandar a Redação depois de ter passado por praticamente todos os setores do jornal.

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