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30/10/2021 às 00h00min - Atualizada em 30/10/2021 às 00h00min

A Vitamina D


  
Nos últimos anos temos sido um aumentado interesse, principalmente das mulheres na vitamina D e que aumentou  muito , esse interesse, na pandemia pelo SARS COV 2. Fomos assolados por um crescente aumento de propaganda para a sua utilização, surgindo, no mercado, inúmeras apresentações comerciais.

Mas qual a importância real da vitamina D, ela tem uma função bem conhecida relacionada a saúde dos ossos mas é responsável por outras importantes atividades como reguladora do crescimento, do sistema imunológico, do cardiovascular, dos músculos, do metabolismo e da insulina.

A vitamina D é na realidade um hormônio produzido pelo nosso organismo, quando descoberta acreditava-se que só poderia ser adquirida através de alimentos , na década de 70 descobriu-se sua função hormonal, mas já estava consolidada sua nomenclatura. Hormônios são substâncias químicas com função de mensageiros que tem função especificas, com regular o crescimento a função sexual, o metabolismo etc.

Nos só sabemos da importância da vitamina D na sua falta, nos adultos predisposição a fraturas ósseas espontâneas e perda de força muscular, nas crianças a deficiência do crescimento dando origem ao raquitismo.

A principal forma de ativar a vitamina é através de sua ativação com exposição à luz solar, ela está presente em muitos alimentos como o ovo inteiro, o óleo de fígado de bacalhau (quem não tomou a deliciosa EMULSÃO SCOTT), leite  fígado bovino, peixes de couro (gordurosos), cogumelos secos. Mas teríamos que consumir uma enormidade desses alimentos para suprir nossa necessidade continuando, portanto, a síntese através da luz solar a fonte de maior importância, a pele deve ser exposta a luz solar pelo menos de 20 a 30 minutos por dia sem filtro solar, no início da manhã e no final da tarde (maior presença de raios ultra violeta), os muito brancos devem, obviamente diminuir a exposição, Filtro solar acima de 8 FP prejudica a absorção.

Inicialmente o que sabemos desde o tempo que a Vovó nos empurrava a EMULSÃO SCOTT, (cheguei a esconder alguns vidros até tomar umas boas palmadas), que a saúde dos ossos é uma de suas funções, já que ela é responsável pela absorção de cálcio e fósforo em  nosso organismo e também papel importante na força muscular.

A vitamina D é absorvida no intestino e necessita da presença de gorduras para sua absorção, são as vitaminas lipossolúveis chamadas de ADEK (vitaminas A, D, E e K).

Como a vitamina D tem enorme importância na contração muscular junto com o cálcio nosso principal músculo o cardíaco, precisa muito de níveis adequados da substância.

Na prevenção das doenças, os linfócitos, células do sangue e uma das responsáveis por nossa defesa tem receptores de vitamina D  que atua no fortalecimento de nossa defesa atuando na prevenção de doenças como as virais, poderia atuar, em teoria, na prevenção do SARS COV 2. Não constitui justificativa com evidências nível 1 para sua utilização. O excesso de vitamina D causa lesões graves como a calcificações das válvulas cardíacas.

A evidências, observacionais, que a concentração diminuída de vitamina D estaria relacionada a aumento de diabetes do tipo I em crianças e que sua reposição diminui o risco futuro da doença.

Na gravidez a deficiência estaria associada ao desenvolvimento de hipertensão e diabetes gestacional e concepto de baixo peso.

Nas doenças auto imunes a vitamina D tem sido utilizada para melhora do quadro clínico do diabetes tipo I das doenças inflamatórias intestinal (Crohn e Reto colite) e esclerose múltipla.

Na prevenção do câncer existe relação, em pesquisa, do câncer de cólon (intestino) e de mama com a baixa concentração de vitamina D.

Os níveis normais de vitamina D são:

• Maior do que 20 ng/mL é o desejável para população geral saudável;
• Entre 30 e 60 ng/mL é o recomendado para grupos de risco como idosos, gestantes, pacientes com osteomalácia, raquitismos, osteoporose, hiperparatireoidismo secundário, doenças inflamatórias, doenças autoimunes e renal crônica e pré-bariátricos;
• Entre 10 e 20 ng/mL é considerado baixo com risco de aumentar remodelação óssea e, com isso, perda de massa óssea, além do risco de osteoporose e fraturas;
• Menor do que 10 ng/mL muito baixa e com risco de evoluir com defeito na mineralização óssea, que é a osteomalácia, e raquitismo.

Então, viva a Vovó, ela estava certinha com a EMULSÃO SCOTT!
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NAILTON LYRA

NAILTON LYRA

O Doutor ​NAILTON Jorge Ferreira LYRA é médico e Conselheiro Regional de Medicina e Conselheiro Federal de Medicina representando o Estado do Maranhão

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