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02/10/2021 às 00h00min - Atualizada em 02/10/2021 às 00h00min

Rato de Telhado

 
 

Idos de 1970 a 1973, visitando São Luís do Maranhão, para convenção partidária do MDB, junto com o prefeito da época.
Bom: fomos de carro particular com mais outros políticos e pretensos candidatos a cargos eletivos.

Os chamados espoca urna....

Naqueles tempos só tinham dois partidos (ARENA e MDB).

A Câmara de Vereadores do pretérito tinha nove representantes, cinco do governo e quatro oposição.

Não tinha vencimento e tampouco ajuda de custo. Era o voluntarismo que se propunha defender a sociedade.

Reunião acontecia de segunda a sexta-feira.

Com muito debate, contraposição, enfim, todos lutavam por uma causa.

Certo que muitos políticos foram para capital para se fazer presentes nas convenções políticas partidárias que se realizavam naquele período determinado.

O custeio era feito pelas siglas dos partidos somente com a locomoção; estadia por conta do voluntariado político.

Todavia, nesses tempos remotos, tinha poucos hotéis e pousada ali no centro da cidade, nas proximidades do Hotel Central, onde se juntava a cambada de políticos para tagarelar e beber cerveja.

Certo que só encontramos vaga no Hotel Recife, perto do cabaré da “Maroca”, na 28 de Julho.

Prédio antigo com escadaria em madeira; já debilitada pelo tempo.

Aliás, os poucos quartos já estavam ocupados; só tinha um salão perto do refeitório com “escapas” para atar redes, e assim ficamos.

A dona da hospedaria disponibilizou uma rede (branca) avarandada para o descanso do prefeito.

Como, também, deixou um cabideiro para o “homi” pendurar o paletó e demais apetrechos.

Os demais se agasalharam conforme o que estava disponível para hóspedes não tão importante.

Ao deitar-se, o alcaide, deixou seus sapatos debaixo da tipoia.

Dia amanheceu, fomos para o café da manhã; muitas iguarias à vontade, diga-se de passagem.

Nisso a dona do estabelecimento cai na besteira de perguntar ao prefeito: - Como passou a noite?

No ambiente, a presença de muitos gringos sararás, para fazer a primeira refeição do dia.

Foi quando o gestor público de Imperatriz falou:

- Olha, foi legal a dormida.

- O único empecilho ocorrido durante o sono profundo, foi que um rato de telhado entrou num dos pés de sapato e desceu escada abaixo.

- Só ouvindo aquele potok, potok, potok, isso me despertou e olhei para os sapatos só tinha um pé.

O outro, o mus musculus, conhecido como “Rato de Telhado”, já tinha devorado o cadarço e um pedaço da sola do pisante...
Juntando o apetite com a fome de comer do roedor.

Como ali na redondeza tinha muito bons engraxates, levou o distinto para reparar as avarias que o camundongo deixou...

Para os visitantes, foi uma gargalhada só.

Não pergunte o nome do Prefeito!..

O que a política não faz!

Ali na Ilha Rebelde: (...) Quando um rato ri do gato, há um buraco perto.

Assim eram as meninas da 28 e adjacência com o Xirizal do Oscar Frota... 

- Aprenda com o passado, mas não viva dele.

Divirta-se bem!


 
 
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BANDEIRA NETO

BANDEIRA NETO

Nelson BANDEIRA NETO é cronista e funcionário do SESI-Serviço Social da Indústria

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