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02/10/2021 às 00h00min - Atualizada em 02/10/2021 às 00h00min

O Dedo

  
Resolvi falar não de uma síndrome, de uma condição física que causa morte e sofrimento, de uma pandemia que ocorreu em outros tempos, de malária, de febre amarela, ou dos grandes nomes da Medicina Brasileira como Carlos Chagas e Osvaldo Cruz, mas de um personagem atual, o Ministro da Saúde Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes, conhecido pelo nome de guerra Marcelo Queiroga.
 
Ao consultar  lista de Ministros da Saúde encontramos nomes como Miguel Couto, Mario Pinotti, Rocha Lagoa e Adib Jatene (duas vezes), Próceres da Medicina Brasileira.
 
Marcelo Queiroga formado em uma grande Universidade, na Faculdade de Medicina da UFPB em João Pessoa, fez residência médica em hospital de referência no Rio de Janeiro, o Adventista Silvestre e foi Presidente da prestigiosa Sociedade Brasileira de Cardiologia, deixou o cargo para assumir o Ministério.
 
Cumpre avisar que esse é um artigo médico, não é petista nem bolsonarista, é um artigo sobre o Ministro da Saúde tão somente, sem viés político partidário.
 
Marcelo Queiroga fez, com certeza, alguns desses citados próceres se mexerem em suas tumbas, quase se levantarem.
 
Inicialmente, quando nomeado há seis meses, no auge de uma crise sanitária, substituindo o General Pazuello foi apresentado como um técnico abrindo sua gestão com defesa de utilização de máscaras, vacinas e distanciamento físico. Interesses outros, até inconfessáveis, levaram o técnico, de nome prestigiado na Sociedade Brasileira de Cardiologia, talvez a maior sociedade de especialidades médicas, há viver atualmente o pior momento de sua carreira, como Médico e como Ministro, isolado em um hotel em New York.
 
Fez uma série de agrados aos superiores. A subserviência a que se submeteu é um pecado, que em nome de promessas feitas muitas desgraças acontecem, crimes são cometidos e tragédias ocorrem sob o olhar astuto do maior interessado.
 
Marcelo Queiroga foi subserviente.

Os acenos feitos aos seus superiores ofuscaram os ganhos que ele inicialmente se propôs e estava fazendo bem, como a entrega de 240 milhões de doses de vacinas e a queda do número de internações e mortes.
 
Culminou com a absurda revogação da vacinação em adolescentes baseada em uma inverdade, uma recomendação da OMS que não existiu, porque não falou a verdade, “estamos com dificuldades com as vacinas e vamos interromper a vacinação dos adolescentes, grupo de menor risco, para utilizá-las nos mais idosos e os com comorbidades de maior risco”. Ficou feio, muito feio e vai eternamente macular sua biografia.
 
Tentou desobrigar o uso de máscaras.
 
Ai veio a Prevent Senior, com um escândalo que está tomando proporções catastróficas.
 
Mas, o Dr. Queiroga, conseguiu o pior  foi a uma reunião com o Primeiro Ministro Britânico provavelmente já infectado, como médico ele conhecia os sintomas.
 
E, em um gesto descortês, deselegante, horrível, feio, indigno de um Ministro da maior República da América Latina colocou o dedo médio em direção aos manifestantes que não concordavam com sua posição. Alguém imagina Euryclidis de Jesus Zerbini (1º transplante cardíaco do Brasil), Adib Jatene (Cirurgião cardíaco) ou Hilton Rocha (oftalmologista) no alto de seus elegantes comportamentos fazendo tal gesto? IMPOSSIVEL!
 
Dr. Queiroga gerou constrangimento aos Médicos Brasileiros e ao Brasil.
 
Lamentável um fato bizarro como esse, em um local sagrado para o Brasil – primeira assembleia da ONU foi presidida pelo Brasileiro Osvaldo Aranha e, também na sede da ONU, Geraldo de Paula Sousa primeiro diretor da Escola de Saúde Pública da USP comandou a elaboração do Código Internacional de Doenças (CID) usado em todo o mundo com referência para classificar as doenças. 
 
Infelizmente isso aconteceu.
 
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NAILTON LYRA

NAILTON LYRA

O Doutor ​NAILTON Jorge Ferreira LYRA é médico e Conselheiro Regional de Medicina e Conselheiro Federal de Medicina representando o Estado do Maranhão

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