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28/08/2021 às 00h00min - Atualizada em 28/08/2021 às 00h00min

COMPOSTURA E RESPEITO

 
Hoje, entendi de rabiscar algo concernente a compostura e respeito; e colhido na transição de minha adolescência como filtro de correção e princípios.

Imbuído do valor conotativo e buscando o sentido mais usual para descrevê-las:

Compostura:

- modo de ser, de agir, o que revela sobriedade, ou seja, despojado do excesso de vaidade e poder.

Respeito:

- é o efeito e qualidade típica de respeitar, apreço, consideração, deferência, vinda da formação educacional familiar, transmudado em hábitos e costumes.

No passado, com todas as inerentes dificuldades, ainda se tinha o deleite da paz de espírito...

Na época atual, se não tiver pra oferecer, ofereça distância... como regramento da convivência... Infelizmente!

Baseando-se nesta resenha com a revelação de fato:

Meu pai, quando ainda maduro e disponível da jovialidade, era funcionário do DNERUS, com a missão de borrifar inseticida contra a infestação dos “pernilongos” que transmitiam a malária.

Nos dias de folga, vivia no Rio Tocantins, exercendo a profissão adicional da família como pescador profissional.

Embora apresentando calosidade no couro grosso da costa em conduzir uma bomba pulverizadora; e as mãos espessas vindas do cabo do remo.

Certo que o pouco da lucratividade da vida laboral, o velho guerreio comprava arroz na “folha”, ou seja, do roceiro, que ainda ia plantar.

Diversificando este comentário, no sentido de que nos idos passados, o comportamento do cidadão era o composto de compostura e respeito; não precisava de avalista, nota promissória, cheque pré-datado, para honrar compromisso.

Era negócio feito no mês de janeiro para entregar o produto apanhado e ensacado nos meados de dezembro do ano subsequente.
Religiosamente cumprido.

Os valores humanos eram indubitáveis quanto ao comportar-se e ao agir habitualmente.

Logicamente, tinha a maneira usual de fazer, modo, de resistir defronte à honestidade recíproca e verdadeira.

Interessante, de que a ação do passado em relação de simultaneidade com o outro tempo, o atual – contradiz- recheada de contradições maléficas e nociva à civilização humana.

Certo que perpetuava e solidificava de que a dignidade juntada de suas particularidades com o eco da ressonância honrada em todas as linhas do terreno da criação e sobrevivência.

Todos somos a favor de um mundo altamente tecnológico, em busca da modernização científica; mas nunca mudar o que é mais sagrado das normas que regula as condutas humanas com civilidade, sentimento e autocontrole.

Descaradamente, o desacerto do corpo social está passando por turbulências e circunstâncias, que é lamentável e desagradável por falta de hierarquia contemporânea.
E, no final desse cenário ilustrado […], nem precisa acender a luz para ficar claro...

A criação/educação resumia-se num olhar “fixo” do pai ou no torcer do “bigode” que já estava repreendido(a). Ah! Se fizesse o contrário.

Ora, agora os descendentes, em lugar de determinar atribuições dos valores morais, não - trata-se os “progenitores” com indiferenças inqualificáveis...

...Como se não existisse empatia paterna servida no passado para fazer de seu ente ir até a posteridade sem o protótipo da decepção quanto a compostura e respeito.

O mal procriado!

Como bem disse o pensador... “Nunca é tarde para fazer uma faxina na alma.”

ATÉ A VOLTA!
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BANDEIRA NETO

BANDEIRA NETO

Nelson BANDEIRA NETO é cronista e funcionário do SESI-Serviço Social da Indústria

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