Setembro já começou e a expectativa para as vendas de automóveis e comerciais leves é boa. De acordo com o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor, medido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), dois fatores influenciarão de forma positivo o desempenho do mercado automotivo no mês que acaba de iniciar.

O primeiro é a redução da taxa de juros, que diminui os custos de financiamento, facilitando assim o ingresso de mais consumidores ao mercado nacional. O outro fator é a diminuição do desemprego no país. Consumidores mais confiantes no futuro passam a estar dispostos a comprar ou gastar mais na troca de veículo ou na aquisição de um segundo.
A pesquisa da CNI apontou aumento na confiança do consumidor, o que contribuirá para um melhor desempenho do mercado em setembro. O mês de agosto, por exemplo, já é visto por alguns setores como sendo o melhor mês desde dezembro de 2015. Ou seja, o mercado parece dar sinais de recuperação apenas após um ano e meio. O INEC apontou alta de 2,1% na expectativa de recuperação do emprego e da redução do endividamento familiar.
No mercado automotivo, especialistas falam em crescimento das vendas nos próximos meses, alimentado pela melhora da economia e a confiança dos compradores, muitos já influenciados pelos lançamentos recentes ou que ainda estão por vir. Até 30 de agosto, o mercado absorveu 188,3 mil veículos com média de vendas diária de 9 mil unidades. A expectativa é que o mês tenha fechado com 215 mil vendidos. No acumulado do ano, a alta é de 5,8%.
A chegada do Rota 2030 em janeiro também é outro fator que deve ajudar na recuperação das vendas em 2018, especialmente por conta da extinção do IPI de 30% e imposição de cotas para importados. As novas regras também deve facilitar a entrada de novos produtos e reforço nos lançamentos.
Já o desemprego no país caiu 0,2% em julho, alcançando 12,8% da força de trabalho do Brasil, algo em torno de 13,3 milhões de pessoas. De acordo com o IBGE, o PIB brasileiro cresceu 0,2% no segundo trimestre, indicando sinais de recuperação no cenário econômico do país.
Os indicadores apontam também para crescimento no consumo das famílias após 9 trimestres em queda, reforçando assim as expectativas de que setembro será melhor. No primeiro semestre, o índice aponta para 0,6% de alta no consumo. A taxa de juros Selic caiu de 14,25%, em outubro de 2016, para 9,25% este ano. Além disso, houve crescimento nos salários, aumento do consumo e queda da inflação.