Com um facelift da geração atual, o modelo chamou a atenção do mundo com seu visual agressivo
Eva Andressa

Muito se fala no Brasil sobre a chegada de novos produtos da Toyota no mercado brasileiro. Os mais esperados são o crossover híbrido C-HR e a dupla de compactos Yaris e Yaris Ativ. Este último surgiu como um facelift da geração atual e chamou a atenção do mundo com seu visual agressivo. O segundo chegou recentemente e já com o mesmo estilo do modelo três volumes.
Embora não pareçam visualmente os mais atraentes dessa geração do Yaris para mercados emergentes, visto que existe na França o Yaris europeu, fiel ao modelo anterior, os novos compactos chegam com passaporte para diversos mercados da Ásia, mas também com um novo destino: Brasil. A dupla deve desembarcar por aqui até o final do ano que vem.
O motivo é simples, a Toyota quer um produto para brigar com Onix, HB20, Argo e o Novo Polo. Atualmente, o mercado brasileiro passa por uma mudança na estratégia dos carros compactos. Sai o chamado "compacto premium" e entra um novo carro, único, que busca desde o consumidor de primeira viagem até aquele que já é cliente da marca e decidiu manter-se no segmento de carros pequenos. Essa unificação, eliminando em parte modelos de entrada, faz com que já tenhamos até uma faixa de preço para sua atuação de forma competitiva: R$ 50.000 a R$ 75.000. Estando por aí, é sinal de boas vendas.
Mas, para chegar a isso, o mercado desenha um compacto que é de baixo custo como o de entrada, mas agrega elementos estéticos que ampliam a qualidade percebida e equipamentos que antes estavam apenas nos extintos "premium" ou mesmo no segmento médio. Então, estes novos compactos precisam mostrar que são mais luxuosos, embora custem pouco mais do que os que substitui. É aí que o Etios fracassa redondamente. O compacto não passa a impressão de qualidade e seu estilo remete extremamente ao corte de custos. E isso o cliente desse segmento não quer.
Por isso, a dupla de Yaris chegará com um pacote mais generoso em termos de equipamento, segurança e eficiência energética. A Toyota é extremamente conservadora em muitos aspectos, mas como se vê no Novo Yaris da Tailândia, LEDs diurnos deverão fazer parte do pacote. Estão na moda e são úteis para reforçar a imagem de produto "premium". Por lá, as lanternas podem ter LEDs também, o que poderia ocorrer aqui também.
Toyota Yaris 2018 tem faróis duplos com detalhes cromados, assim como um para-choque com cortes bem acentuados que reforçam esse estilo bem característico dos carros asiáticos. A grade superior é pequena e coloca o logotipo da Toyota em evidência, enquanto a inferior é enorme. Colunas C em preto são uma marca do modelo, que conta também com maçanetas cromadas e lanternas duplas bipartidas pela tampa do bagageiro. O conjunto ótico lembra muito o Auris europeu.
Por dentro, o Toyota Yaris 2018 apresenta um ambiente totalmente novo em relação ao modelo anterior, que foi exibido no Salão de Buenos Aires, ganhando um painel com linhas mais sofisticadas, excluindo até a tampa do airbag do passageiro, nítida na versão vendida na Argentina. A multimídia é mais moderna e o ar-condicionado é automático e digital. A instrumentação também é nova e bem semelhante em aspecto ao do Corolla. O volante é o mesmo do Etios e o compacto tem direito a partida por botão.
Falando em equipamentos, o Toyota Yaris 2018 não fica devendo muito para o Corolla, pelo menos em termos de segurança, sendo equipado com sete airbags e controles de tração e estabilidade, além de assistente de partida em rampa. Um pacote assim no Brasil significaria coloca-lo em destaque diante dos concorrentes. Lá eles têm uma versão aventureira, que pode não chegar, já que o Etios Cross deve permanecer por mais algum tempo junto com o hatch atual, assim como o sedã, mas em versões simplificadas.
Fora isso, Toyota Yaris 2018 tem motor 1.2 de 86 cv e fracos 11 kgfm. Mas, aqui deve aproveitar o bom 1.3 usado no Etios e o 1.5 já existente, melhorados ainda mais, quem sabe. O câmbio automático de quatro marchas deve dar adeus em prol do CVT, usado na Tailândia e também em nosso Corolla. No sedã, o 1.3 deve ficar de fora assim como no Etios Sedan. Como se vê, essa dupla da Toyota pode fazer muita diferença para a marca nos próximos anos, especialmente quando surgir a nova geração TNGA.