Candidato do PDT criticou substituição de Lula por Haddad

O candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, criticou a substituição de Lula por Haddad na corrida ao Palácio do Planalto. Em sabatina realizada nessa quarta-feira (12) pelo jornal O Globo, Valor Econômico e revista Época, o pedetista afirmou que o Brasil “não aguenta outra Dilma”, em referência ao fato de Haddad ter sido apadrinhado por Lula na campanha, o que ocorreu com a ex-presidente em 2010.

Ciro Gomes também criticou o conhecimento de Haddad sobre o Brasil. Para o presidenciável, o ex-prefeito de São Paulo não conhece o interior do país e, caso o petista vença a eleição, será por procuração do ex-presidente Lula.
“O Haddad não conhece o Brasil, ele não tem experiência. Daí a ter que saber onde fica a Cabeça do Cachorro, o Vale do Jequitinhonha, Mucuri, o Vale do Ribeira, mesmo em São Paulo, onde fica o Vale do Ribeira. Minha crítica é basicamente essa dinâmica de aproveitando uma generosa e respeitável gratidão que parte importante do povo brasileiro tem pela obra do Lula, de repente você agora, sem saber quem é, qual é a proposta, qual é a ideia, nomear uma pessoa. A gente já viu esse filme. No auge do impeachment, a Dilma nomeou o Lula ministro”.
O presidenciável também foi crítico quanto à postura do PT nas eleições deste ano. Segundo Ciro, mesmo sabendo que Lula seria impossibilitado pela Justiça de concorrer à presidência, a legenda insistiu em “manipular” os eleitores e manter a candidatura até o último momento.
Ainda em relação aos concorrentes do Planalto, Ciro Gomes afirmou que a pior opção para o Brasil seria uma eventual vitória de Bolsonaro em outubro. Segundo ele, o militar reformado representa “a destruição da nação brasileira”.
Em outro trecho da sabatina, o pedetista defendeu a abertura de mais bancos no Brasil para aumentar a concorrência entre as instituições financeiras. Reiterou também que, caso eleito, vai aumentar o número de cooperativas de crédito no país e abrir espaço para as chamadas Fintechs, bancos digitais com baixo custo de operação.
Na área da saúde, Ciro Gomes apresentou a ideia de criar um fundo de cerca de R$ 4 bilhões para premiar com R$ 100 mil cada unidade básica de saúde que atingir metas objetivas de redução de mortalidade infantil e materna, prevenção de diabetes e hipertensão, e tiver bom nível de avaliação da população. (Thiago Marcolini – Agência do Rádio Mais)